A Soromenho Marques, que assume ser 1% da opinião publicada

[…](António Costa) Tem a seu favor as sondagens de opinião pública, e 99% da opinião publicada.

[… ] E será que ao acusar agora Seguro de estar a atrasar o enfrentamento entre ambos, Costa acreditaria que este iria aceitar ser o mero carregador de pianos do PS durante três anos, nos quais, por duas vezes (em 2011 e 2013), Costa recusou travar o combate que agora exige com celeridade?

Caro senhor:

Seguro mal pôde esperar pela derrota de Sócrates para se declarar candidato à liderança do partido. Quis, de sua livre vontade, e quis muito, quis mesmo excessivamente, suceder a Sócrates.

2011, noite das eleições e da derrota de Sócrates. As câmaras captaram bem a ansiedade de Seguro e o elevador transportou-a ao piso da declaração que culminou anos de espera e de jogos de bastidores, silêncios cúmplices com caluniadores e distanciamentos, com palmas a Cavaco Silva pelo meio. Repito: mal pôde esperar.

Conseguiu o que queria. E, se o que queria era “carregar pianos”, em que é que António Costa merece censura, ele que estava a meio do seu primeiro mandato de 4 anos na Câmara de Lisboa, que ganhara com estrondo e mérito, e perante uma opinião pública (e parte do PS) totalmente poluída e ainda por cima com a concordância e a contribuição de Seguro, o ansioso candidato? Não era de deixar Seguro colher os frutos do que também semeou e ajudou a cultivar? Mais: se, nestes três anos de liderança, Seguro mais não fez do que “carregar pianos”, de que se queixa(m)? Do facto de existir um piano para carregar (e com o Governo que temos não era claramente de cauda) ou do facto de alguém sem ombros ter posto precipitadamente o dedo no ar, convencido de ser o que não é?

13 thoughts on “A Soromenho Marques, que assume ser 1% da opinião publicada”

  1. “Não é certo que a Comissão Nacional do PS do próximo dia 22 venha a decidir sobre a marcação de um congresso extraordinário. E pode mesmo acontecer que o assunto não seja sequer discutido. A presidente do partido, Maria de Belém Roseira, tem dúvidas sobre a “conformidade estatutária” deste ponto da ordem de trabalho” – http://www.ionline.pt/artigos/portugal/presidente-ps-duvida-da-legalidade-congresso-extraordinario-pede-parecer-comissao

    Imaginam o que seria um governo de coligação entre estes ditadores de secretaria e os actuais malfeitores sem lei?

  2. este conspiradorezeco de 1/2 tijela pensa que baralhando com lábia académica dá de novo e continua para nulos. o intelectual da treta esquece propositadamente que o seguro anda há anos a acartar pianos, primeiro para o gajo que tocava com uma mão escondidada atrás do arbusto e últimamente para a orquestra sinfónica do coelho. o seguro conhece as regras do jogo desde princípio, ser oposição para desgastar e apresentar alternativas para ganhar, mas tem feito o contrário, inércia e colaboracionismo com o governo à espera que este caia para aproveitar umas migalhas de poder. foi várias vezes chamado à atenção para o facto de não estar a cumprir o papel para que foi nomeado, uma das quais sob pressão do costa se candidatar ao lugar, disse que sim e continuou para nulos. agora queixam-se da ambição do costa, que é uma questão de nomes e até, vejam lá, que o costa é um gajo mais popular e até pode ter melhor resultado em eleições, o que leva a crer que o objectivo do seguro era perder eleições.

  3. ibmartins, já sobre primárias abertas tiradas da cartola do tózero não há qualquer impedimento estatutário.

  4. Deem o tacho à Penélope e ao Ignatz, senão eles não aguentam mais tempo agachados…

  5. Olha, o Seromenho Marques!!!? Porra, o mundo é mesmo um cão atrás dum osso. Até os que julgávamos inteligentes e, em quem acreditávamos fossem competentes e honestos nas análises políticas, se bandeiam, indisfarçadamente, atrás duma meta que já avistavam na curva, de mão beijada.
    VSM limita-se, não obstante o que tem dito deste governo e perante as recentes sondagens entre os concorrentes, a fazer uma análise não política sobre as capacidades, valor, experiência e práticas políticas dos dois intervenientes. O que conta para VSM são, não o mérito dos trabalhos e conseguimentos do SG feitos, ao serviço do bem para o PS e o País, nestes três anos mas, o tempo estóico que o SG passou-gastou (a carregar pianos desafinados) até aqui, o que, só por si, merece a simpatia de Seromenho.
    Segundo Seromenho a medida para validar quem é melhor PM para Portugal, e nesta conjuntura de descrença nas chefias partidárias actuais, é a capacidade de resistir no tempo nem que seja cavando trincheiras e erguendo grossos valados à volta à espera que o adversário caia do cavalo.
    Pensar connosco um pouco racionalmente para se saber quem tem mais experiência, mais faculdades intelectuais, capacidades de diálogo e de estabelecer compromissos para unir os portugueses e corporizar uma vontade geral maioritária na sociedade portuguesa, o que não sendo tudo o que é necessário é o essencial para iniciar uma nova política, a isso o Seromenho diz nada.
    O Seguro carregou pianos logo, merece ser PM. Se sabe ou não tocar, se toca ou não desafinado, se sabe ou não ler a pauta, se faz fífias nota sim nota não, a isso o Seromenho diz nada.
    O que Seromenho diz é que quer Seguro PM e a escolher os ministros.

    do e cavando para e o repúdio envergonhado de Costa<o tem passado e aguentado Ele que tão arguto tem sido nesse aspecto quando o vemos na TV agora remeteu-se às quetões Nada disso
    Este também

  6. Com efeito, Soromenho Marques abordou este caso de
    forma contrária ao seu habitual racionalismo de análise
    política! Ao invocar os três anos de “caminho de pedras”
    ou de piano … pianíssimo da liderança do Tozé à frente do
    PS, aceitando toda a lenga lenga sobre o anterior Governo,
    de abstenções “violentas”, de votações com o PCP, apresentar
    como grandes vitórias as Autárquicas, apesar dos erros de
    “casting” por ele conseguidos, fazer uma festa com 31% de
    votos de 28% de votantes nas Europeias, em resumo, não
    consegue apresentar duas ou três idéias que mobilize os
    portugueses os portugueses nestes anos de “cálvario” e,
    “bruto” é o A. Costa por ter dado o murro em cima da mesa e
    mostrar que “o rei vai nú” só por mera ambição pessoal ???
    Espero que o Soromenho Marques não esteja na mesma con-
    dição do Beleza que se sente passar a ex futuro ministro !?!

  7. Já o disse aqui mas gosto de repetir: se o Seguro não fosse burro, teria percebido logo em 2011 que um gajo como ele, em circunstãncias normais, nunca chegaria a secretário-geral do PS.

    Sim, Penélope, ele limitou-se a saltar sobre a ocasião porque se tinha colocado à bica para isso há muito tempo. Porque estava na oposição já antes de 2011. É a vantagem dos sonsos, mas a facécia estava condenada a ser um fogo fátuo. Como se vê…

  8. Seguro carregou pianos? Porque quis. Porque não teve capacidade para os transformar em plumas. Essa é que é essa.
    Seguro e sua entourage não têm capacidade. Tudo o resto é folclore.

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