A mentira sobre as férias de Costa durante os incêndios foi orquestrada por pessoas do PSD

Costa perdeu as estribeiras, esta tarde, e com razão. Só a direita em Portugal faz esta guerra suja, porque sabe os seus efeitos junto dos mais ignorantes*. Com Tancos é a mesma coisa. Ainda hoje uma velhota numa aldeia onde estava uma irmã minha lhe dizia que não sabia se ia votar no Costa porque o governo dele andou a roubar armas.

Por isso, vale a pena ler e divulgar este artigo publicado pelo jornalista Paulo Pena há pouco no DN:

 

A forma como António Costa reagiu hoje, sexta-feira, no último dia de campanha, a um cidadão que o acusou de estar de férias durante os trágicos acontecimentos de 2017, quando os incêndios provocaram mais de 60 vítimas mortais, é o assunto do dia. O primeiro-ministro, e cabeça de lista do PS por Lisboa, retorquiu. Negou que estivesse de férias. Exaltou-se com a acusação. E, mais tarde, ao falar com os jornalistas, acusou “a direita” de usar o tema na campanha.

A acusação, falsa, que lhe foi feita está, de facto, publicada no Facebook desde quarta-feira, 2 de Outubro, numa página chamada PSD Europa.

 

A página, que publica muitas fake news sobre o PS, o BE e o PCP, e divulga ações de campanha do PSD, não é oficial. Mas há, no entanto, um número de telefone associado (+32 488 63 10 37) e surge identificada, pelo Facebook, como pertencendo a um “partido político”. O Polígrafo já identificou o seu autor, Jorge Afonso, militante do PSD.

Jorge Afonso esteve, como observador, no último congresso do PSD.

Entretanto, várias páginas de militantes do PSD, como André Coelho de Lima e o “PSD Concelho de Odemira”, que também publicaram histórias alusivas ao mesmo assunto, retiraram-nas, como atestam os registos do MediaLab do ISCTE, que acompanhou este caso com o DN.

(continuar a ler)

 

* Afinal, este farsante, que se apresentou como votante no PS, é militante e ex-autarca do CDS. Que surpresa, não é?

6 thoughts on “A mentira sobre as férias de Costa durante os incêndios foi orquestrada por pessoas do PSD”

  1. O Costa não deixou de ir de férias a que tinha direito naquele fatídico incêndio,

    O Costa quer desmentir o quê?

  2. Ó fartinho, posso ser parvo, estúpido e aldrabão e ainda ser do psd ou cds, mas que o tipo gozou as férias descansadinho, lá isso é que gozou, e só veio depois de os bombeiros acabarem o trabalho.

  3. Quando o Costa arrotou aquela lamentável bojarda oportunista e hipócrita sobre o alegado desafecto dos portugueses em relação às maiorias absolutas, tentando surfar a onda primária anti-Sócrates, escrevi aqui que o meu voto, que nessa altura estava destinado ao PS, se transferia, por obra e graça do arroto, para o Bloco.

    Quando a Catarina Martins bolçou, com a despreocupação de quem come um pires de tremoços, aquele vómito malcheiroso sobre os milhões “da corrupção” que o Sócrates tinha transferido para Portugal ao abrigo de perdões fiscais, comuniquei às queridas massas populares que frequentam esta chafarica (e involuntariamente aos filhos da puta que também por aqui andam) que o meu importantíssimo e sofisticadíssimo voto havia sofrido nova inflexão e regressara à agremiação que no passado beneficiara quase sempre da ilustre cruzinha da minha existência votante: a CDU, o mal menor que ainda poderia conferir alguma utilidade ao rabisco.

    Quando a máfia político-judicial, com a leprosa e desavergonhada manita corajosa e proverbialmente atrás do arbusto, relançou há dias a operação Tancos, comecei a sentir umas comichões que me empurravam a manápula de novo para o Costa.

    Quando o homem mostrou que afinal não tem sangue de lagarto e ferve como qualquer mamífero, quase partindo a fuça ao vigarista do Terreiro do Paço, reganhou definitivamente o meu voto.

    Quando as últimas notícias nos deram conta da agremiação de eleição do alegado “idoso”, comprovadamente vigarista e mentiroso, confirmei que a minha decisão era a correcta.

    E isto sou eu, que até nem sou fā do Costa, tal como, aliás, também não ia (nem vou) muito à bola com o Sócrates. Do que sou fã, caríssimas massas populares, é de princípios, e de homens com tomates, e de mulheres com ovários.

    Já agora, vão chamar idoso ao caralho! Mais “idoso” que o aldrabão devo ser eu e continuo um jovem!

    Cambada de cabrán, se for por mim no pasarán!

  4. Autocopy pastando pela fresquinha:

    《às queridas massas populares que frequentam esta chafarica (e involuntariamente aos filhos da puta que também por aqui andam)》

    Fatal como o destino!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.