A grande investigação à utilização dos cartões de crédito pelos ministros de Sócrates

(Repetindo um bocado o Valupi)

 

Um primeiro-ministro assim tão corrupto como o Sócrates só podia estar rodeado de ministros corruptos, insinuou-se aqui há uns anos, no tempo de Paula Teixeira da Cruz. Ele não agia sozinho. Aquilo era um bando de vigaristas muito bem orquestrado. Embora lá vasculhar os cartões de crédito daquela malta, disseram os magistrados do MP.

Pronto. Então não é que é verdade? Andaram a mamar e bem à conta do Estado.

Soube-se hoje, após prolongada e competente investigação, que um dos membros do governo de Sócrates (secretário de Estado) se excedeu nos gastos (14 000 euros, lê-se) … em livros e um outro utilizou o cartão para comprar … o quê, o quê? Revistas, lá está, no valor de 400 euros.  Quatrocentos. Com um chefe assim, não admira. Corruptos!

Ó Sócrates, pá, menos mal que não é droga. Vá lá.

14 thoughts on “A grande investigação à utilização dos cartões de crédito pelos ministros de Sócrates”

  1. faltou aí dizer que eram revistas pornográficas. porno gay , 400 euros ´de pilas.
    e os livros eram de auto ajuda e leitura de cartas e
    medicinas alternativas. um era de massagens eróticas. 14 ml euros de banha da cobra à conta do contribuinte ? não ganhava bem de ministro para poder comprar essas merdices?
    e suécia para aqui , suécia para lá : um ministro demitiu-se porque pagou um táxi com cartão de crédito do Estado. um táxi.
    ou querm ser nórdicos ou africanos…escolham.

  2. esta comprou um toblerone…foi uma escandaleira lá na suécia.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Mona_Sahlin

    tenham um bocadinho , só um bocadinho , de pudor. vergonhoso desvalorizarem o facto de um servidor público usar o nosso dinheiro , nem que seja um tostão , para fins pessoais. é assim que se cria um clima propicio à corrupção.
    mas lá está : quem defende com unhas e dentes um corrupto , ao fim de 3 anos… já nem sabe o que diz.

  3. bem , inventei um bocadinho.. não faço ideia se as revistas eram de culinária ou de viagens , ou sei lá , a hola ou a caras ? :) :)

  4. Não está em causa o montante gasto. A questão é que os bens adquiridos são propriedade do estado, de todos nós. Não são propriedade do secretário de estado, que no fim do mandato levou 14k€ em livros, pagos pelo estado, para casa (segundo reza a crónica).

    É uma corruptela, sim. Não compreendo que, neste blogue, se desvalorize este comportamento.

  5. J: Não se desvaloriza esse comportamento. 14 000 euros é muito euro, são muitos livros. Mas, apesar disso, atendendo às graves suspeições que foram lançadas na altura sobre “as companhias” de Sócrates no governo e a consequente abertura de uma investigação ao uso dos cartões crédito, dando a entender que andava ali uma pouca-vergonha completa, a revelação de que o grande crime foi a compra de livros, e por um único membro dessa “corja” socratista, dá uma certa vontade de rir.
    Evidentemente, se houve mesmo essa compra (ainda ninguém ouviu o ex-secretário de Estado) e se os livros se destinaram à biblioteca pessoal do senhor, devem ser devolvidos ao Estado e aplicada uma penalização.

  6. É impressão minha ou esta investigação a todos os Ministros e Secretários de Estado socialistas entre 2007 e 2011 teve o efeito de provar o contrário do que pretendiam os acusadores: dois Secretários de Estado, entre cerca de uma centena de personalidades, gastaram no que não deviam: livros e revistas.
    No caso dos livros e do José Magalhães, conhecendo a sua atividade pública, obviamente há-de dar uma explicação (entretanto, o ruído foi criado e o homem é já culpado);
    No caso das revistas, imagino a inquirição do século e as parangonas do CM ao longo do processo…
    (para mim, a Associação de Juízes quis ajudar a mudar a perceção da opinião pública sobre os governos do Sócrates, o que é lamentável. O trabalho perdido pelo CM, Sol e tantos outros)

    Anseio pela investigação ordenada ao Governo PSD/CDS 2011/2015 (pena a oportunidade perdida entre 2002 e 2005, com tantos brinquedos comprados).

  7. parece-me muito bem que se investigue. é por isso que estou em pulgas para saber se as revistas eram pornográficas e se as cadeiras dos gabinetes foram substituídas. é que mesmo que não tivessem sido, passava a haver a despesa suplementar da limpeza a seco. quero saber tudo. :-)

  8. Perguntinhas: para que serviam os tais cartões de crédito? Comprar, por exemplo, livros ou revistas de ciência política, ou história ou organização e técnica parlamentar a expensas do erário público já seria aceitável? Se sim, porque é que não se indicam as quantidades de literatura legítima e ilegítima adquiridas pelos indiciados?

    Melhor ainda: porque não se investigam e divulgam todas as despesas de todos os detentores desse tipo de cartões?

    E se o desde já culpado José de Magalhães — personagem com quem, aliás, não simpatizo grandemente — comprou um livro sobre «Ioga e Política» (há vários na Amazon), deve ser publicamente degolado ou simplesmente colocado na fronteira e ostracizado?

  9. Da parte do Magalhães — que acho um pesporrento de primeira, e perigoso ainda por cima, do ponto de vista da liberdade de expressão na internet — foram 25 publicações no valor de 421,74, segundo o insuspeito Sol:
    https://sol.sapo.pt/artigo/598675/ex-governantes-conde-rodrigues-e-jose-magalhaes-terao-lesado-o-estado-em-mais-de-14-mil-euros

    «A prática foi também seguida, em menor monta, pelo ex-secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária. José Magalhães terá usado um cartão de crédito anual – com um plafond de quatro mil euros – para pagar 25 publicações no valor de 421,74 euros. De acordo com o documento do DIAP de Lisboa, José Magalhães gastou 15 084,60 euros com o pagamento de refeições, estadias, material informático, livros e revistas – um valor que o MP considera que, excetuando os 421,74 euros, está justificado.»

    O interessante nestas coisas é o timing e a memória selectiva. Por outras palavras, o que eu gostava de saber é o que daria um encarniçamento investigativo semelhante em relação aos submarinos, tecnoformas, trocas imobiliárias cavaquistas etc….

    Não é de agora. Já no processo Casa Pia o Jaime Gama e o Ferro Rodrigues foram atirados para a praça pública, enquanto um famoso barão do PSD houve (podia muito bem estar inocente de qq malfeitoria, e provavelmente estava) que tinha no cartório uma detenção para interrogação por andar a passear fora de horas no Eduardo VII, e desapareceu calmamente da circulação, sem o seu nome aflorar sequer nos media. Se aqui não há gato escondido com o rabo de fora, vou ali e já venho…

  10. A propósito de incógnitos e decência dos media, quer-me parecer que dada a distância temporal dos infaustos e escandalosos acontecimentos do processo Casa Pia que, para qualquer espírito minimamente crítico, puseram a inépcia da justiça portuguesa a nu, confundi as estórias do barão — que parece que só tinha perdido uma pasta que, por acaso, estava em poder de um jovem prostituto que a tinha encontrado — com as da loiraça do outro partido, homónima da que agora diz — e bem — que o assédio moderado e bem educado não deve ser considerado crime equivalente à violação seguida de assassinato e deglutição de partes da vítima com batatinhas salteadas.

    Estórias, estórias e mais estórias. O povo não quer outra coisa, mas delas não reza a história, a não ser quando do PS se trata…

  11. A propósito de incógnitos e decência dos media, quer-me parecer que dada a distância temporal dos infaustos e escandalosos acontecimentos do processo Casa Pia que, para qualquer espírito minimamente crítico, puseram a inépcia da justiça portuguesa a nu, confundi as estórias do barão — que parece que só tinha perdido uma pasta que, por acaso, estava em poder de um jovem prostituto que a tinha encontrado — com as da loiraça do outro partido, homónima da que agora diz — e bem — que o assédio moderado e bem educado não deve ser considerado crime equivalente à violação seguida de assassinato e deglutição de partes da vítima com batatinhas salteadas.

    Estórias, estórias e mais estórias. O povo não quer outra coisa, mas delas não reza a história, a não ser quando do PS se trata…

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