2014, o ano em que Seguro mais bonés vai apanhar, batendo o record em 2015

No pico do radicalismo à laia de jogo posto em prática por Gaspar, do fanatismo ideológico e elitista de Crato, das mentiras, incompetências e trafulhices deste governo em geral, Seguro mostrou sérias dificuldades em fazer oposição. Tal deveu-se, por um lado, a uma falta de talento natural (e adquirido) para a política, à estreiteza de visão, mas também à decisão, racional ou visceral e psicopatológica, de não defender o legado do seu antecessor no partido, nem sequer o governo anterior no seu conjunto, sobretudo face aos ataques de que foi (e é) constantemente alvo da parte da atual maioria, que os utiliza para ir impondo o seu programa nunca realmente sufragado. Calando-se nesta matéria, Seguro consente. E consentindo, torna-se um aliado do atual governo numa questão crucial – a da atribuição de responsabilidades e consequente discurso sobre a alegada tarefa hercúlea de saneamento de Portugal nas mãos de quem assumiu o poder – o eleitorado embarca nos propalados méritos, come isto tudo, e ainda mais regaladamente com o «molho» que a ajuda do atual PS constitui. Não ocorreu a Seguro que tal estratégia de aliança sub-reptícia estava condenada ao fracasso no longo prazo? Ou pensa que esta gente anda a dormir como ele?

Se a sua opção fosse racional, poder-se-ia pensar que esperaria lucrar com o distanciamento em relação a um primeiro-ministro (Sócrates) e a um governo, do seu mesmo partido, que a direita conseguiu denegrir aos olhos do eleitorado, vilipendiar, caluniar e finalmente vencer por métodos e técnicas de uma baixeza nunca dantes observada por cá. Seguro estaria a apresentar-se não como anticristo, mas como anti-satanás, o que aparentemente, e a seus olhos, é bom. Sendo o Satanás um seu correligionário, pense-se nisto e no muito que nos diz sobre a autoconfiança e, mais importante, a nobreza de atitudes que dela não pode estar desligada.

Acontece que, chegados a 2014, o ano em que se comemora o terceiro aniversário da escandalosa, e irremediavelmente trágica para tantos, ida ao pote de Passos, Catroga e amigalhaços, e em que, com a solidariedade discursiva dos donos da Troika, o atual governo se prepara para lançar a mais ruidosa e festivaleira campanha de encerramento do programa de assistência – este encerramento sim, uma verdadeira farsa-, lucrou Seguro verdadeiramente alguma coisa? Basta acompanhar as sondagens e, a partir de agora, ainda com maior interesse. Para nossa desgraça. Se os 37% não foram ultrapassados até agora, apertem os cintos para a descida… Muitas vezes o temos visto, e os seus mais próximos colaboradores, atarantados antes de se verem forçados a sair da modorra da oposição «elegante», nas suas próprias palavras, e reagir a esta ou àquela medida ou declaração do Governo. Normalmente, precisam de 24 a 48 horas para articularem uma resposta, a qual, salvo raríssimas exceções, sai forçosamente frouxa e ao lado do que interessaria.

Agora, perante a orquestrada euforia governativa a que assistiremos ao longo do corrente ano, em preparação das eleições legislativas de 2015, vai ser penoso assistir ao desnorte da criatura Seguro. Será que ainda o vamos ver a implorar à atual maioria que o aceite numa coligação tendo em conta os bons serviços prestados? E a amuar se o mandarem dar uma curva? A verdadeira tarefa hercúlea tem-na o PS para evitar o vexame. Vá lá, gente, têm pouco mais de um ano para evitar mais quatro disto.

8 thoughts on “2014, o ano em que Seguro mais bonés vai apanhar, batendo o record em 2015”

  1. Mas, qual é a pressa ? Se ele fica tão bem nas fotos como lider da
    oposição! Que dizer dos seus mais próximos colaboradores?
    Sim o Brilhante e o Óscar este, último viu-o uma vez na SIC-N a
    ser “triturado” por um papagaio do PSD o outro, fala de boca mui-
    to cheia e para meninos!
    Esquecer Costa, Assis pois não fariam melhor do que o Tózé todos
    nasceram de “ovos” das jotas! Talvez o A. S. Silva ou o Silva Pereira!?!

  2. Seguro não presta…. Acabei de ouvir as suas declarações na Sic e é vergonhoso para um leader da oposição que quererá ser um dia PM….. Concordo que até 2015 vai ser um festival de aldrabices sem oposição que as refute e é bom que o PS comece a comprar paraquedas, porque a descida vai ser rápida….

  3. Artigo de Felipe La Feria, explicando o acaso do destino que levou Passos Coelho a ser recusado em audição para cantor do elenco do “My Fair Lady”. Segundo o encenador, tal não se deveu à falta de qualidades vocais de Passos, mas apenas ao facto de o seu timbre ser demasiado grave para o personagem…

    Foi, então, por esse motivo que Passos Coelho enveredou pela sua actual carreira de actor de novela política — com argumento original da autoria de Miguel Relvas — levada à cena nos ilustres palcos de S. Bento:

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3607869&seccao=Convidados

  4. Que DELICIA tão saborosa: quase GOURMET – assistir à lamecha piedosa e `às

    vergastadas de autoflagelação da XuXaria pinocrática. Que espectáculo …

    Um SEGURO à vossa medida e à vossa dimensão. Não merecem mais do que isso e tb, em boa verdade, não são capazes de mais do que isso. Têm o que merecem, apenas.

    A cobardia, a arrogância hipocrisia XuXialista, depois da COLOSSAL merda em que deixaram um País, presenteou-vos na perfeição com o vosso SEGURO Alter ego.

    Um MUST esta tragicomédia XuXa.

    Que eloquência e arte esta NARRATIVA.

    PARABÉNS e um bom e SEGURO 2014.

    Saudações e continuação de dolorosas FUSTIGAÇÕES.

    Assenta-vos BEM.

    E, sobretudo, MERECEM-NAS ! Todinhas e todos os dias …

    Uiiiiiiiiiiiii que POESIA … JUSTA

  5. Com o AJS no PS e gosverno de psicopatas vai-se prolongar por muitos e infelizes anos. Mas a culpa não é só do AJS; o AC e outras figuras gradas também deram para este peditório. FDP. Todos.

  6. para reforçar o texto de penople, cito as palavras do actual governador do banco de portugal:” testemunhei que a comissaõ europeia e o bce, não queriam que portugal fizesse o pedido de assistencia financeira,igual ao grego e ao irlandês,e estavam empenhados na aprovaçao do pec4″ fim e citaçao.

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