Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
Os meus camaradas aspirineiros, não confiando no triunfo do socialismo, devem ter ido todos jogar no Euromilhões e abandonaram a casa à sua sorte. E fizeram muitíssimo bem! Eles que fiquem nas apostas o tempo que quiserem. Eu tomo conta da casa. RMD
Na caixa de comentários do Aspirina, o Daniel Oliveira comparou-me com o Pacheco Pereira. Afinal, ao contrário do que os seus postes insinuavam, Daniel Oliveira aparenta ter algum sentido de humor. RMD
Era uma vez o iPod. Um leitor de ficheiros Mp3 pequeno, estiloso e com montes de capacidade. Um objecto de desejo, ainda por cima com a maçãzinha mágica: I gotta have one! Depois, começaram a chegar os acessórios, os adereços, os complementos: capas, colunas dedicadas, emissores de FM, etc, etc, etc. E o pequeno iPod lá foi sendo soterrado por quilos de tralha bizantina, cada vez mais longe da simplicidade móvel com que nasceu. Agora, surge o desenlace inevitável: o comando à distância para iPods. Já pode deixar o seu estimado leitor de Mp3 emaranhado numa bateria de cabos, ou preso a uma qualquer consola indispensável. Com este simpático gadget, por sinal do tamanho do próprio iPod, pode escolher a música que quer ouvir, onde quer que esteja.
Mas não era isso o que já fazia antes?
O Luís Rainha andou nos salesianos, percebe de fados, tem genealogia fascista e muito embora não goste de touradas vira garrafas de planalto como um forcado. E o infiltrado sou eu? RMD
“A questão israelo-árabe tem uma única origem: a recusa dos países e organizações políticas árabes em reconhecer o direito de Israel à existência. Tudo o mais é acessório.” Luciano Amaral, Diário de Notícias (2/2/2006)
Pacheco Pereira acha mal que os homossexuais queiram casar porque querer casar é muito conservador. Não, Pacheco Pereira não é contra o casamento. Não é isso. Pacheco Pereira limita-se a encomendar aos homossexuais essa tarefa. Já que estão de fora destas nossas regras, bem podiam ser muito radicais por nós. Só que os homossexuais têm todo o direito a ser conservadores nas escolhas que fazem para a sua vida e nem eu nem Pacheco Pereira temos nada a ver com isso. Ser liberal é aceitar isso mesmo e não a andar a pregar aos outros o que devem querer para si. Para mim é simples: querem casar, casam. Porque é que querem casar? Não tenho nada a ver com isso.