Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Sozinho em casa II*

Noutro tempo a Fidalguia
Que deu brado nas toiradas
Andava p’la Mouraria
Onde muito falar se ouvia
Dos Cantos e Guitarradas

A história que eu vou contar
Contou-me certa velhinha
Certa vez que eu fui cantar
Ao salão de um Titular
Lá para o Paço da Rainha

E nesses salão doirado
De ambiente Nobre e sério
Para ouvir cantar o Fado
Ia sempre um Embuçado
Personagem de mistério.

Mas certa noite ouve alguém
Que lhe disse, erguendo a fala:
– Embuçado, nota bem:
Que hoje não fique ninguém
Embuçado nesta sala!

Perante a admiração geral
Descobriu-se o Embuçado
Era El-Rei de Portugal
Houve beija-mão real
E depois cantou-se o Fado

RMD

*com mais de duas linhas!

O meu gadget é mais esquisito que o teu

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Era uma vez o iPod. Um leitor de ficheiros Mp3 pequeno, estiloso e com montes de capacidade. Um objecto de desejo, ainda por cima com a maçãzinha mágica: I gotta have one! Depois, começaram a chegar os acessórios, os adereços, os complementos: capas, colunas dedicadas, emissores de FM, etc, etc, etc. E o pequeno iPod lá foi sendo soterrado por quilos de tralha bizantina, cada vez mais longe da simplicidade móvel com que nasceu. Agora, surge o desenlace inevitável: o comando à distância para iPods. Já pode deixar o seu estimado leitor de Mp3 emaranhado numa bateria de cabos, ou preso a uma qualquer consola indispensável. Com este simpático gadget, por sinal do tamanho do próprio iPod, pode escolher a música que quer ouvir, onde quer que esteja.
Mas não era isso o que já fazia antes?