Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Revolution through evolution

Women Use Various Tactics to Accomplish Boardroom Goals
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Gratitude expressions between co-workers improve cardiovascular responses to stress
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About 3 grams a day of omega-3 fatty acids may lower blood pressure, more research needed
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Coffee consumption link to reduced risk of acute kidney injury, study finds
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Turn Up the Beat! Groovy Rhythm Improves Cognitive Ability in Groove Enjoyers
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Narcissistic bosses stymie knowledge flow, cooperation inside organizations
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Brain Scans Remarkably Good at Predicting Political Ideology
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Dominguice

Como provar que a Terra roda à volta do Sol se não é isso que os dias mostram? De que forma descrever um átomo se nunca encontrámos átomo algum à nossa frente? As vozes que ouvimos ao telefone são realmente as vozes daqueles que nos falam ao telefone? Quem pode garantir que o lado oculto da Lua não é feito de queijo – e queijo de ovelha com meia cura, para ser mais exacto? Não pergunto a quem sabe do assunto, mas a mim. E a ti. A eles.

Se assumíssemos que não percebemos patavina de coisa alguma, que apenas papagueamos o que nos mandam repetir, que somos feitos de alucinações, a própria evolução teria de parar e sentar-se um bocadinho. Banza connosco.

De facto, Cavaco está em grande forma

«Penso que foi um erro o PSD deixar-se enlear na dicotomia direita-esquerda. Era uma armadilha montada pelo PS e por alguns órgãos de comunicação social para desqualificarem o PSD e impedirem que alguns votantes saíssem do PS para votar no PSD.»

Fonte

Cavaco conhece “alguns órgãos de comunicação social” que montaram uma “armadilha” à volta da “dicotomia direita-esquerda” de modo a “impedirem que alguns votantes saíssem do PS para votar no PSD“. Infelizmente, não teve tempo para identificar esses órgãos conspiradores ao serviço dos malditos socialistas. Talvez numa próxima entrevista ou num novo livro de memórias, vamos ter esperança.

Isto não é conversa de um paranóide ou cheché qualquer, nada disso e bem pelo contrário. Isto é análise política da mais profunda, mais fina, mais lúcida que se faz no rectângulo. Não admira que esta inteligência superior continue, do alto da sua exemplaridade moral, a ser o grande líder da direita portuguesa em 2022. E só cederá o lugar quando Passos regressar numa manhã assim pró farrusco (ou talvez à tardinha, não podemos ser esquisitos).

Estado da direita: o chefe continua a ser o Cavaco

O artigo de Cavaco – Fazer mais e melhor do que Cavaco Silva – levantou o laranjal para mais uma grande exaltação messiânica. Parece que Costa é um merdas e que estaríamos muito melhor se Cavaco continuasse a mandar nisto ou se fosse ele a escolher quem deve governar os estroinas e madraços que insistem em votar no PS, diz o Aníbal e suas cheerleaders.

Tendo a concordar. Repetem o mesmo há tanto tempo, e vão continuar a repetir por mais uns anos valentes, que um gajo acaba por suspeitar que são os ressabiados e impotentes quem tem razão.

Tadeuismo

«A América é o país envolvido no golpe Euromaiden na Ucrânia, em 2014; da expansão da NATO até às portas da Rússia e das ameaças constantes ao seu maior rival económico, a China - tudo ações que poderiam ter muitas boas razões iniciais, mas que estão a lançar-nos numa III Guerra Mundial, com ameaça de armas nucleares.

Porque é que a América é um exemplo a seguir? Por que a aceitamos como líder do mundo? Por que a defendemos quando ela faz tantas coisas indefensáveis?...»


Pedro Tadeu

Este amigo ilustra na perfeição a psicose que invadiu os comunistas portugueses, entre outros grupos já mentalmente muito fragilizados. Como se pode ler, o registo é primário e maniqueísta. Não há qualquer manifestação de pensamento crítico acerca das realidades politicas na Rússia e na China, nem acerca das suas acções e respectivas agendas no palco internacional. Em vez disso, faz-se da “América” um alvo de diabolização, mente-se a outrance e embrulha-se a distorção no catastrofismo.

Como não é possível estabelecer qualquer nexo lógico entre o PCP e Putin, o que os primeiros ainda conseguem deixar em nota de rodapé nas suas intervenções acerca da invasão da Ucrânia, a única explicação para o maior desvario colectivo na história dos comunistas portugueses tem de ser encontrada no profundo trauma resultante de terem chumbado o Orçamento (forçados pelo BE) e, consequentemente, acabarem varridos do Parlamento (sendo humilhados pelos resultados da extrema-direita).

Colocarem-se ao lado do Putin, numa fuga alucinada para baixo, oferece-lhes uma ilusão de identidade. A ressaca vai ser devastadora.

Varandas emporcalha o Sporting

"Face às declarações falsas e insultuosas proferidas ontem numa cerimónia pública, o Conselho de Administração da FC Porto - Futebol SAD e o seu presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, tomaram a decisão de agir judicialmente contra o presidente do Sporting Clube de Portugal. É à justiça que compete avaliar ações graves - e reiteradas - de pura piromania mediática".


Fonte

A minha percepção é a de que o Benfica e o Sporting dominavam ilegalmente o futebol nacional até aos anos 80, altura em que o Porto de Pinto da Costa os conseguiu vencer recorrendo a ilegalidades maiores ou mais eficazes que trouxeram os muitos títulos e os grandes negócios. Tenho forma de o provar? Nenhuma, daí não assinar por baixo essa acusação. Trata-se apenas de uma construção hipotética baseada nos boatos que corriam no meu círculo social de então, a que as escutas do Apito Dourado dão alta probabilidade.

Donde, aceitando os limites do meu conhecimento, gostava de ver Varandas condenado pela calúnia que lançou. A cultura da calúnia – que sempre existiu em todos os tempos e lugares por condicionalismos antropológicos – é um zilião de vezes pior do que os crimes que hipocritamente denuncia. Porquê? Porque os caluniadores ao caluniarem estão a atacar a Justiça e a instaurar a lei do mais forte. Arruínam a cidade.

Revolution through evolution

Children who play adventurously have better mental health, research finds
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No Time for Self-Care? Even Small Doses Can Help
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How eating eggs can boost heart health
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Horses and pigs sense harsh speaking tones
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‘I don’t even remember what I read’: People enter a ‘dissociative state’ when using social media
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Denial of structural racism linked to anti-Black prejudice
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Fear, Social Context (Not Mental Illness) Fuel Violent Extremist Views
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Dominguice

Os jornalistas copiaram-se ao adjectivar a vitória de Montenegro sobre Moreira da Silva como “esmagadora”. A referência vem dos 72% de votos obtidos. Mas ouvindo as declarações do grande vencedor, onde foi buscar «o “pântano” de Guterres e a “bancarrota” de Sócrates» e em que agitou a bandeira da “alternativa ao socialismo”, constata-se que o esmagamento ultrapassa o resultado eleitoral interno. Esmagadas ficam também a inteligência política, a relevância eleitoral e a identidade social-democrata.

Para o PSD, a decadência ainda terá de aumentar antes da chegada de um novo ciclo que honre Sá Carneiro.

Mudam-se os tempos, não muda a vocação

João Miguel Tavares começou a sua ascensão ao estrelato da política-espectáculo em Março de 2009, quando os deuses lhe ofereceram uma decisão de Sócrates que só se explica por ímpeto sentimental, dado que foi uma real estupidez política: queixa-crime de um primeiro-ministro (e logo aquele, naquela altura) por causa de um texto de opinião, o que lhe abriu as portas para a fulgurante carreira como caluniador profissional que exibe pimpão. Quem não passara até então de um palhacito irrelevante da croniqueta via deslumbrado como era tão fácil encher o bolso. De imediato, saltou do DN para o esgoto a céu aberto, e foram-no tirar de lá para que a Sonae continuasse a vingança iniciada em 2007 pelo Zé Manel.

Ele tem um modelo de negócio que implica o recurso a todos os instrumentos da baixa política para continuar a ter valor para quem lhe paga. Assim, é sistemático na perseguição ao PS e serve-se do arsenal blindado na indústria da calúnia para difamar personalidades socialistas e pressionar mediaticamente agentes políticos, institucionais, policiais e judiciais nos casos que as envolvam. Logicamente, precisa de “polémicas” para gerar tráfego e audiências, característica que é típica do registo panfletário que assume a coberto do formato da crónica na imprensa escrita e da tipologia do “humor” na TV. As querelas com outras personalidades do meio político e mediático aumentam o seu valor no mercado, para além de lhe gerarem momentos de êxtase narcísico ao contemplar, a partir do fundo da sua vacuidade, como tantos notáveis lhe dão importância.

No mais recente exemplo desta dinâmica, aparece Luís Aguiar-Conraria – O aborto e a polémica à volta de Almeida Costa: resposta a João Miguel Tavares. Quem ler o que está em causa verá como a fórmula é sempre mesma, com JMT – selectivamente – a colocar-se como defensor do que é aberrante e violento na esperança de que alguém morda o isco. No caso, temos as posições ultrajantes de Almeida Costa sobre a violação e a gravidez. Noutros casos, temos o que já escreveu e disse sobre o Chega, Ventura, Estado Novo, todo o sistema político português. E o Partido Socialista. E Sócrates. E quem teve relações politicas, profissionais e/ou pessoais com Sócrates.

O Luís carimba o texto de JMT como desonesto, acrescentando que o autor não é sério, mas fica a ideia de que a sua resposta é suave. Pressente-se que se conhecem e frequentam, que se estimam como duas vedetas da “opinião”. E que a única razão para lhe responder foi ter sido nomeado desfavoravelmente, caso contrário continuaria a pensar que o artigo em causa era um balde de merda mas nada diria a respeito.

Há uma cumplicidade no ecossistema da política e da imprensa portuguesa, por díspares razões, que explica o sucesso do caluniador profissional pago pelo Público. Accionistas, directores, jornalistas e comentadeiros, na sua enormíssima maioria, gostam do serviço que JMT presta como força de desgaste do PS, cheerleader do passismo e carrasco dos ódios de estimação da pulharia. Daí alguém que enche a boca a dizer que o regime está podre, que “isto é só corruptos”, ter sido escolhido para presidir ao “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Daí só lhe responderem se tiverem sido beliscados na sua vaidade, caso contrário é uma curtição.

Como teria sido o trajecto de “jornalista” deste Tavares se tivesse à mesma nascido em Portalegre mas na primeira metade do século XX? Leopoldo Nunes mostra como.

Cândida Almeida explica

«A saída de Pinto Monteiro de procurador-geral e a sua saída do DCIAP, com as entradas, respetivamente, de Joana Marques Vidal e Amadeu Guerra, foram vistas na altura como uma oportunidade para o MP ser mais determinado no combate à criminalidade económica e financeira. Faz esse balanço?

Sinceramente, acho que não. Houve uma maior posição e vontade persecutória, mas essa vontade traduzida nos processos deu em absolvições ou decisões condenatórias muito leves. Houve acusações, que não me parece que tivessem sido em maior número mas foram mais mediatizadas, que depois deram em absolvições ou punições muito reduzidas. Vou explicar porquê. Porque não é o facto de o procurador ou procuradora-geral mudarem que muda a lei para o MP e a autonomia que o MP e os seus magistrados têm para investigar.

Agravou-se o problema dos megaprocessos?

Não.

Mas temos um problema com os megaprocessos?

Não temos. O problema tem a ver com os sistemas, os ordenamentos jurídicos de cada país. Portugal é um pais que tem um sistema muito protetor do arguido. Vou fazer a comparação entre o crime económico e financeiro e um homicídio. No homicídio, temos um corpo, as provas que ele nos dá, ou o local do crime. Na acusação temos de dizer "no dia X, às tantas horas, aquela pessoa encontrou-se com outra, depois matou-a voluntária e conscientemente". São meia-dúzia de artigos. E não são precisos cartapácios de anexos com contas. Vamos agora para uma corrupção ou para um processo de abuso de confiança. Tudo isto precisa de documentação, de perícias, tem de se provar, documento a documento, que aquilo não corresponde à verdade. Os megaprocessos são fundamentalmente prova adquirida por perícias e ela exige documentação.

A perceção que temos é de que esses processos se arrastam indefinidamente.

Vamos ver. Normalmente, seria muito estúpido que um corrupto ou um indivíduo que comete um abuso de confiança pusesse o dinheiro em Portugal. Vai colocá-lo em off-shores. Portanto, temos de pedir a colaboração do país para que nos sejam fornecidos os elementos necessários para descobrirmos o percurso do dinheiro. E isto demora muito tempo, porque os países não são obrigados a dar prioridade. Tenho um caso, o dos submarinos, em que pedimos aos colegas alemães durante anos e até hoje não enviaram documentos nenhuns. Eles não são obrigados. Havia um grupo de reflexão e de cooperação ao nível da UE e a certa altura colocou-se a possibilidade de haver uma norma de Direito Europeu dando prioridade aos pedidos dos colegas relativamente a crimes graves. Isso não avançou.»


Fonte

Começa a semana com isto

Este trecho mostra uma situação aparentemente neutra para a maior parte de nós, audiência enfastiada e distraída em Portugal. Ninguém sabe o que se passou entre Amber Heard e Johnny Depp nem existe alguém que perca uma caloria a pensar no assunto (se calhar existe, os outrora fãs do outrora Adónis e quem vista a camisola da Amber ou do Johnny). A dupla de celebridades também não corre o risco de ser associada a Sócrates, a Ricardo Salgado ou à Ucrânia, pelo que é possível usar o seu actual litígio para realçar uma dimensão da Justiça que estes 18 minutos ilustram pedagogicamente.

A Justiça é a impossível aplicação da matemática às relações entre humanos. Impossível porque – ao contrário de outras áreas onde a matemática permite o acesso à realidade económica, sociológica e psicológica por aproximação – a lei institui a aparência de ser objectiva. Pois bem, apesar do rigor e exaustão do texto legal e apesar da eventual recolha de abundantes e legítimas provas, a decisão judicial, em qualquer instância, é sempre subjectiva. Sobre essa subjectividade coloca-se um rochedo granítico chamado Constituição. E a vida continua, a comunidade resiste.

Ora, no vídeo vemos a advogada do galã a interromper sistematicamente o interrogatório que estava a ser feito pela advogada da parte contrária a Heard. A juíza deu-lhe razão na maioria dos casos. Pergunta: tal intervenção de Camille Vasquez contribui para se chegar à melhor decisão judicial possível ou procura o seu oposto? A resposta que dermos define a nossa pessoa cívica.

Revolution through evolution

Wondering why women crave cuddles but men are half-hearted huggers? Stress could be the answer
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Humans may have evolved to show signs of stress to evoke support from others
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How cranberries could improve memory and ward off dementia
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Brain capital: A new investment approach for late-life well-being
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How Dysfunction Spreads at Work
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Self-Fulfilling Rankings Boost Agencies’ Power, Influence
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Strange dreams might help your brain learn better, according to research by HBP scientists
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Dominguice

Direita e esquerda, em política, só são dois referentes horizontais na ilusão de óptica do semicírculo parlamentar. Conceptualmente, esquerda e direita correspondem a dimensões verticais, nascidas da inevitável hierarquização do poder. Podemos reduzir o poder à energia, para comodidade simplista do argumento, e considerar a “lei do mais forte” como sendo o regime imposto por aquele, indívíduo e/ou grupo, que tem mais energia. Energia física, através do corpo maior ou mais musculado, ou mais rápido, mais ágil. Energia humana, pelo número de indivíduos que comandar. Energia mecânica, através da posse de utensílios, animais e/ou máquinas. Energia explosiva, através de armamento de fogo e rebentação. Energia tecnológica, nascida da energia cognitiva e seus produtos intelectuais. Energia financeira, a qual gera a multiplicação de si própria numa relação directa. Assim, a direita é aquela concepção política que pretende perpetuar em certas minorias a posse ou controlo das fontes de energia; a esquerda é aquela concepção política que pretende colocar nas maiorias a posse, ou o usufruto, das fontes de energia.

Se pensarmos a esquerda e a direita num plano com 3 dimensões, de imediato constatamos a sua perpétua actualidade. E damos razão ao que se lia no topo da porta da primeira escola de ciência política de que há notícia, a Academia de Platão: «Μηδείς ἀγεωμέτρητος εἰσίτω μου τὴν στέγην»

Entretanto em Rilhafoles

"Nós só queremos as oportunidades que o PS teve. O engenheiro Guterres herdou um país no pelotão da frente da Europa, o engenheiro Sócrates herdou um país com os problemas todos resolvidos nas finanças e com uma economia quase a gerar pleno emprego. E agora o doutor Costa herdou o país livre da 'troika' que nós expulsamos de Portugal (...) Desculpem lá, mas isto já começa a ser sorte a mais."


Luminária do passismo
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