Um anticolonialista de caca

Venho falar desse vendido ao Terreiro do Paço, de seu nome Alberto João Jardim. Já perdi a conta às vezes que esse falso nacionalista madeirense denunciou o domínio colonial exercido pelo “continente”. E que faz ele agora, num momento em que escoceses e catalães lutam corajosamente pela sua independência, mostrando a via e dando o exemplo? Nada. Pior do que nada, o traidor vem dizer que a Madeira não tem um projecto independentista!

Em 23 de Setembro de 2011, Jardim tinha declarado: “Se há dois países, a Madeira e o Continente, então dêem-nos a independência”. Repare-se no “dêem-nos”. O homem não saberá que as independências não se pedem nem se oferecem numa salva de prata? Claro que sabe, não sabe ele outra coisa! Pouco depois de fazer esse idiota pedido, que sabia de antemão que não seria levado a sério, Jardim retractou-se, para declarar que, afinal, era contra a independência madeirense. Obviamente! Falou verdade, mas como era a fingir que estava a fingir, os madeirenses piscaram o olho uns aos outros e perdoaram-lhe. Com aquela cratera lunar nas contas da região e com o pretexto de ser necessário continuar a chuchar na teta do “continente”, Jardim lá vai convencendo os madeirenses que a independência não é para já. Os pobres dos madeirenses acreditam, porque  se convenceram que Jardim é exímio a ludibriar os continentais. O problemazinho é que, para Jardim, a independência nunca é oportuna. Está no horizonte, onde o sol se põe o mar. É sempre para amanhã.

Jardim desdiz-se constantemente e, apesar dos desmentidos, parece não abdicar de agitar o papão da independência. Mas é sempre tudo a fingir, porque ele sabe que essa chantagem ja está completamente desacreditada. Em 2013 Jardim afirmou que a “solução mais arrojada” para a Madeira, a independência, pressupunha a realização de um referendo na região autónoma. Ora porque é que Jardim nunca tentou organizar esse referendo, mesmo á revelia das leis nacionais, como agora fazem os independentistas catalães? A razão é muito simples, e seria bom que os nacionalistas madeirenses se compenetrassem dela de uma vez para sempre: Jardim é um traidor à causa independentista da Madeira. O fulano inventa obstáculos, como esse do referendo, para opor ao legítimo desejo de autodeterminação dos madeirenses. Quando não é o referendo é a Constituição. Quando não é a Constituição é o buraco das contas. Quando é que os madeirenses irão perceber que ele é um vendido, um anticolonialista de caca a soldo de Lisboa?

11 thoughts on “Um anticolonialista de caca”

  1. eu não percebo a panca da independência. a madeira também é portugal – e ser portugal é muito mais do que entrar para a lista da lusofonia. daqui a nada exigem que as berlengas peçam independência só porque os baptismos de mergulho não estão a dar lucro.

  2. ò bimba, tu não percebes, porque és burra até dizer chega e não há 1/2 de dar a volta a isso, porque nem isso percebes. se te fosses lusofoder com esses comentários parvos, até era capaz de não ser má ideia e dávas uma folga ao pessoal.

  3. ignatz,o tipo passa os dias a malha na campanha do Socrates.Alguém não devia responder-lhe? E agora há uma polémica em que o Costa acusou-o de ter trabalhado com o Menezes,e o tocha disse que trabalhou com o Costa..

  4. mas já agora ignatz,há 1 questões muito interessante ligadas a isto.Porquê esta sanha toda do Tocha contra o Costa? Será tudo porque Costa deu-lhe um par de patins?

  5. Voltando ao princípio mas, o bocassa da Madeira não
    está de abalada? Pelo que dizem já nem na Ilha conse-
    gue enganar alguém! Vozes de burro já chegam ao Céu?

  6. Alguns comentadores deste ambiente talvez tenham alguma costela de madeirense.

    O que sei é que ninguem denuncia a manha do falso e cínico uso do discurso típico anticolonialista, para fins eleitoreiros e demagógicos de Jardim, que ultrapassa os discursos de MPLA ou PAIGC, etc.

    Os discursos regados a jaqué ou mesmo escocês de 12 anos no chão da lagoa, por Jardim, a chamar de cubanos e parvos aos portugueses que vão do Minho à Ponta de Sagres, já era usado por outros termos, pelos ultramarinos, quando se dizia que Portugal era do Minho a Timor.

    Aquela que se dizia nos 500 anos coloniais, «Já chegámos à Madeira…ou quê?», tinha muita razão de ser, pois só quando se tirava a gravata e o casaco quando ao fim de um dia de viagem se entrava naquele “capacete” tropical do Funchal,, é que mais ou menos a malta começava a abrir os olhos e alargar um pouco mais a vista.

    E a tacanhez que os ultramarinos já conheciam há 500 anos da malta rectangular, foi bem explorada com o deslumbramento da ingenuidade abrilista de há 40 anos.

    Principalmente os 70 e 80 % de adeptos jardinistas que garantiam as tais maiorias ao PSD, exploraram até à exaustão para fins autonomistas e de “corda larga”, até ao ponto de os políticos continentais chegarem a acreditar que Jardim seria um óptimo candidato a Presidente da República.

    Este homem e alguns seus capangas, até para a Madeira foram péssimos, pois que o esbajamento de construção levou-os a desestabilizar a fragil geologia da Ilha com túnéis para lagartixas, (os turistas não precisam) com asfalto onde havia hortas e pomares e casas no meio das ribeiras. (Lembram-se de casas e gente que desapareceu nas enxurradas?)

    Obras que a economia madeirense nunca pagará.

    E ainda aquele discurso que o «rectângulo» sempre explorou a Madeira, é preciso lembrar o Jardim que os bordados eram sempre justamente pagos.

    E também está na hora de ajustar devidamente as autonomias , mas com o voto de todo o povo português, cada cabeça um voto, não é o voto do madeirense é um o do continente é outro.

    O voto do portosantense, ou do Corvo é igual ao do beirão ou do transmontano.

    Assim é que é democracia.

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