Teodora Cardoso respondeu à maioria

O Conselho das Finanças Públicas recusou-se a avaliar programas de partidos.

De facto, só a imbecilidade reinante no PSD e a presunção imbecil de que a política do governo é a única salvação possível podem explicar a proposta imbecilóide de submeter os programas da oposição ao parecer de um conselho técnico “independente”. As aspas nesta última palavra têm a ver com o facto de a “independência” do Conselho das Finanças Públicas ser assegurada… pelo Orçamento de Estado e a nomeação dos seus membros ser feita… pelo governo. Isto está muito candidamente declarado na respectiva lei e é assumido muito a sério pelos dirigentes do CFP e, claro, pelo governo.

Estatutariamente, o CFP não recebe ordens do governo ou da Assembleia da República. Está muito certo. Di-lo a lei e é o mínimo que se pode esperar de um organismo que se ufana de ser “independente” – embora talvez seja sobretudo inútil – e que além do mais é pago com o dinheiro de todos nós.

Mas querer atirar para um organismo desses, útil ou inútil, tarefas que são da primordial competência da política (dos partidos, da Assembleia da República, dos governantes, etc.) é o mesmo que pretender violar a lei, é querer travestir os técnicos de políticos e querer, no fundo, acabar com qualquer laivo de independência, com ou sem aspas, do CFP. É tentar iludir as pessoas com argumentos sofísticos de autoridade (argumentum ad verecundiam ou magister dixit), é fazer troça da democracia, é não perceber um corno do que é a política – é, enfim, ser-se imbecil, trapaceiro, incompetente e demagogo, coisa que só lembrava a esta maioria.

3 thoughts on “Teodora Cardoso respondeu à maioria”

  1. mas, se de facto não é um “órgão independente” que função desempenha o CFP? serve para ratificar as políticas do Governo? pode servir para as criticar? se sim, pode avaliar cenários de partidos políticos? a velha máxima de pode o auditor que é pago pelo auditado ser independente? digam isso ao BES! o mau e o bom…

  2. ” ser-se imbecil, trapaceiro, incompetente e demagogo” é coisa que só poderia vir do honestíssimo Marco António Costa e seus coadjuvantes.
    A propósito, a comunicação social está a dar pouca visibilidade ao passado honroso e honesto do homem. Será que os jornalistas ficaram paralisados por temor aos deuses e aos donos disto tudo?

  3. Mas será que era de esperar outra atitude de um desgoverno que viola qualificada e repetidamente a Constituição?

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