Sócrates em legítima defesa

“Isto ainda agora começou” – termina assim a sua última resposta.

No fim, espero que os autores desta ignóbil “Operação Marquês” sejam desmascarados, responsabilizados e irradiados da justiça.

16 thoughts on “Sócrates em legítima defesa”

  1. Já ouvi a gravação completa. Ela só confirma a minha primeira afirmação neste espaço de comentário. O Engº José Sócrates é o primeiro preso politico depois do 25 de abril de 1974. Ou a classe politica se perfila para resolver (quem faz as Leis são os politicos) rapidamente esta questão e se deixam das lérias “à politica o que é da politica à justiça o que é da justiça”, ou grande parte deles estará na calha para passar pelo mesmo fado. O caso José Sócrates não é nem nunca foi um caso de policia ou de justiça. É UM CASO POLITICO que tem que ser resolvido e rapidamente pelos politicos.

  2. «No fim, espero que os autores desta ignóbil “Operação Marquês” sejam desmascarados, responsabilizados e irradiados da justiça.»

    Seria bom, amigo Júlio, mas, pelo sim pelo não, é melhor que esperes sentado. Esta história das corporações tem muito que se lhe diga.

  3. A única forma de poder conviver com esta situação ignóbil é ter esperança que daqui venha algo de bom.
    Tenho ouvido dizer que a justiça não pode agora deixar de condenar Sócrates, porque caso contrário condena-se a ela própria.
    A justiça há muito devia ter sido condenada – o que está a acontecer com Sócrates não pode acontecer com ninguém.
    E tanto como acredito profundamente na inocência de Sócrates, acredito que a coragem de Sócrates juntamente com a ética dos cidadãos justos não vão permitir que este caso fique numa absolvição sem esclarecimento ou numa condenação sem clareza irrefutável.
    Cheque-mate a esta “justiça”.

  4. Ó cavalgadura, legítima duvida é conversa da PIDE. O que há é a legítima liberdade e presunção de inocência. O que tu preferes sei eu!

  5. dasss… um gajo chega aqui de manhã e começa logo a pisar bosta da vaca que ri. ó bimba! vai pró caralho que tafôda mais as dúvidas legítimas, ilegítimas e a dose de aconselhamento espíritual que o padre dâmaso te avia no correio da matina. farto da tua estúpidez e reaccionarice em forma de poema existêncial.

  6. Querem o meu palpite? Isto vai dar tudo em águas de bacalhau, ninguém vai ser responsabilizado, o Sócrates já se lixou e o povo quer é fado, futebol e fátima. E telenovelas. “Nâo me chateiem” , diz o Zé Povo e sempre o disse, estando-se cagando para a justiça, e para os magistrados da ditadura ou da democracia. E, sobretudo, estando-se completamente borrifando para as vítimas. Ainda estou a ouvir os aplausos frenéticos e os gritos de “prisão! prisão!” para o Carlos Cruz & Ca. Agora é o Sócrates? Pois que se foda, diz o nosso povo de brandos costumes. E vejam os deputados da nação, dos mais puros da esquerda pura, passando pelo centrão e acabando na extrema direita. Todos rendidos à puta mais virgem que se pode imaginar: “à justiça o que é da justiça”; “a justiça a funcionar”; “confio na justiça”. Porque não é sobre eles que cai a puta imaculada da justiça que os pariu! Qual fim do regime, como alguns atiram para o ar. Vai ser uma continuidade de brandura, como vemos que foi uma continuidade a passagem da ditadura para esta democracia. Os juizes não são mesmos? Não, não são, mas aprenderam muito bem a lição dos seus “maiores”. E o povo até acha que superaram os seus antepassados e os considera super magistrados. Isto há-de mudar, mas não vai ser com estas gerações macos antónios, nunos melos e os seus correlativos às esquerda.

  7. E executados com toda a família … e os corpos lançados ao mar. Deviam morrer duas vezes. Bandidos. Onde já se viu prenderem um santo.

  8. Antigamente deportavam-se os políticos para as Ilhas e colónias, mais tarde para a peninsula de Peniche.

    Quem teria inventado esta ideia de Évora?

    Hoje, nunca Luís Piçarra imortalizava Évora com aquele autentico hino, “Eu não sei que tenho em Évora”

  9. Estive há uns meses na Biblioteca Nacional para assistir ao lançamento da 5ª edição do livro de filosofia politica – A CONFIANÇA NO MUNDO, SOBRE A TORTURA EM DEMOCRACIA – que José Sócrates escreveu e que nesta edição especial contem uma excelente capa de Júlio Pomar e um profundo postfácio do pensador Eduardo Lourenço.

    Antes do início da sessão passei pela livraria da Biblioteca onde encontrei um interessante opúsculo de Miguel Unamumo com o título: OS PORTUGUESES, UM POVO SUICIDA. Talvez mais interessante e ajustada ao momento que vivemos é uma carta de Manuel Laranjeira que Unamuno reproduz na íntegra. Não vou deter-me sobre a biografia de Manuel Laranjeira. Quem estiver interessado em conhecê-la encontrará no Google bastante informação sobre este médico pensador (1877/1912) que teve uma activa vida política e intelectual e que acabou suicidando-se também.

    Limitar-me-hei a transcrever a carta que Miguel Laranjeira dirigiu a Unamuno que a ela se refere dizendo o seguinte:

    “Lede agora uma carta que um dos meus amigos portugueses – Miguel Laranjeira – me escreveu há um mês. Refere-se ela à minha notícia de que penso publicar um livro sobre Portugal. Aqui a deixo sem nada suprimir:

    Amigo, não imagina o prazer que senti ao saber que V., espírito superior, andava a compor um livro sobre as coisas da minha terra, desta minha tão desgraçada terra de Portugal.
    Desgraçada! É a palavra.

    O pessimismo suicida de Antero de Quental, de Soares dos Reis, de Camilo, mesmo do próprio Alexandre Herculano (que se suicidou pelo isolamento como os monges) não são flores negras e artificiais de decadentismo literário. Essas estranhas figuras de trágica desesperação irrompem espontaneamente, como árvores envenenadas, do seio da Terra Portuguesa. São nossas, são portuguesas, pagaram por todos. Expiaram a desgraça de todos nós. Dir-se-ia que foi toda uma raça que se suicidou.

    Em Portugal chegou-se a este principio de filosofia desesperada: o suicídio é um recurso nobre, é uma espécie de redenção moral. Neste malfadado país, tudo o que é nobre, suicida-se; tudo o que é canalha, triunfa!

    Chegámos a isto, amigo. Eis a nossa desgraça. Desgraça de todos nós, porque a sentimos pesar sobre nós, sobre o nosso espírito, sobre a nossa alma desolada e triste, como uma atmosfera de pesadelo, depressiva e má. O nosso mal é uma espécie de cansaço moral, de tédio moral, o cansaço e o tédio de todos os que se fartaram de crer!

    Crer?! Em Portugal a única crença ainda digna de respeito é a crença na morte libertadora. É horrível mas é assim!

    A Europa despreza-nos, a Europa civilizada ignora-nos, a Europa medíocre, burguesa, prática e egoísta, detesta-nos como se detesta gente sem vergonha, sobretudo…sem dinheiro. Apesar disso, em Portugal ainda há muita nobreza moral, ainda há pelo menos nobreza moral para morrer e ainda existem coisas bem dignas de simpatia.

    O seu livro há-de reabilitar-nos um pouco, seguramente V. , que é homem de paixão e sentimento e vê as coisas da vida através da lógica afectiva, há de ser naturalmente levado a defender calorosamente um povo essencialmente sentimental.

    Quando penso que sobre nós pesa a herança trágica, secular duma ignorância podre e duma corrupção criminosa, o meu espírito enegrece e sinto-me possuído de um pavor indizível, talvez absurdo. E, mais que saber se vamos para a vida ou para a morte, me preocupa saber se morreremos nobre ou miseravelmente!”

    Depois de tudo o que ouço e leio sobre o caso da infame prisão de Sócrates, apeteceu-me deixar aqui “isto” que há dias escrevi e dizer com Manuel Laranjeira que “mais que saber se vamos para a vida ou para a morte, me preocupa saber se morreremos nobre ou miseravelmente!”

  10. E vivam as audiências!
    Se não fosse triste dava uma boa série televisiva. Aqui está o lamaçal do Guterres. Os falsos justiceiros bufam indizíveis segredos para a pasquinada, as televisões servem como amplificadores sem se preocuparem com mais nada a não ser o ‘sharezinho’ que lhes dá publicidade. Os políticos, parecem baratas tontas, dividindo-se entre falsos moralistas, defensores da justiça independente e imparcial (como se isso existisse), e críticos em português suave do estado a que a ‘justiça’ chegou, como se só agora tenham visto que ela há muito anda rota, esfarrapada, é trauliteira, temperamental, vê através da venda e tem a balança desregulada. Sobram alguns, poucos, que ainda protestam, mas que deverão pôr-se a pau, pois os esbirros já se preparam para lhes tratar da saúde.

  11. A sobrevivencia do Regime depende da condenação de Sócrates.
    Para atingir esse objectivo serão mobilizados todos os meios ao dispor do Estado: Os conhecidos e especialmente os confidenciais. A Justiça será solidária com Carlos Alexandre e dará uma resposta corporativa, procurando apenas salvar a face.
    É por tudo isto que Sócrates será irrevogavelmente condenado.

  12. Digo mais, Manuel. m: quanto mais for a evidência da inocência de Sócrates, mais a nossa justiça fascista se encarniçará contra ele, até o destruir completamente. Disto Sócrates, com toda a sua bravura, não se livrará. Não será nem a primeira nem a última vítima inocente da canalhada. E nós vamos assistir, impotentes uns, cobardes muitos e brandos assassinos aos milhões. Como um todo, com democracia ou sem ela, somos um povo rasteiro, adorador de deuses e reverenciador de trafulhas.

  13. Ó manuel.m

    “A sobrevivencia do Regime depende da condenação de Sócrates.”

    Tem pena do Sócrates, ao menos um pouquinho!

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