O diácono volta a atacar

O homem das Neves foi ao cinema, o que é louvável. Eu não ponho infelizmente os pés nessas manjedouras de pipocas há uns anos, contribuindo assim para a desgraça cada vez mais iminente da indústria de exibição de filmes, do que sinceramente me penitencio.

 Depois de ler a crónica de hoje do homem das Neves, porém, decidi que tenho que ir ver O Lobo de Wall Street. Diz o cronista católico que o filme está “muito bem feito”, mas que, deploravelmente, o assunto dele não é a nobre actividade da corretagem, é “o deboche”! O diácono do Herman não diria melhor. Martin Scorsese e o autor do livro em que o seu filme se baseia são acusados de truques “velhacos” e de serem grotescamente caricaturais, por traçarem do sistema financeiro um retrato “escabroso”. Ora, diz o Neves, no sistema financeiro só pode vingar quem tenha “grande profissionalismo, honestidade e rigor”.

 Uma ingratidão revoltante é o que este filme é. Porque o sistema financeiro, diz o Neves, “sustenta não apenas Hollywood, mas os empregos de todos os espectadores”. Pois é, meus amigos, comemos todos à mesa de Wall Street e não sabíamos. Hoje para o almoço há bezerro de ouro com hóstias.

8 thoughts on “O diácono volta a atacar”

  1. val, fui ver o filme.tem todos os ingredientes, para a verdade não ser adulterada.é comedia,drama e tem tudo que o dinheiro permite e que pelos vistos alguns não gostam! o vizinho de um amigo meu ,que só fodia as sextas -feiras a mulher também pensava assim..o filme dura tres horas ,mas nem damos por por esse tempo.essa de só a gente séria vingar da-me vontade de rir, pois acho que a haver verdade, ela é precisamente ao contrario.se estivesse à espera da bolsa bem estava lixado,pois não via um filme há mais de 20 anos .o neves , pensava que iamos apanhar um dose dupla de bolsa,para delirar com os “financeiros ” .ele ficou lixado,mas por ver o que muitos dos seus colegas de “profissaõ”,fazem ao desgraçado. aproveito para dizer que não aconselho o “12 anos escravo”, pela brutal violencia.já todos sabemos o que foi a escravatura,nada de novo vi no filme. leonardo di caprio, pelo que vi merece o óscar.

  2. Na minha inocência, julgava eu que quem sustentava Hollywood era o consumidor pagante, quando ia ao cinema, ou comprava um DVD. O João César das Neves acha que não; mas então, o financiamento que vem de Wall Street para Hollywood não é, depois, retornado à origem, integralmente e adicionado dos juros devidos… Se, como sugere Neves, os de Hollywood são caloteiros, não pagam integralmente a bruta estafa dos de Wall Street, coitadinhos… Tiveram que pagar aquele filme imoral e, ainda por cima, segundo ouvi dizer, há por lá uns quantos gajos, em Wall Street, que gostaram tanto do retrato, que já elegeram o retratado, Jordan Belford, como seu herói! Tudo isto desencadeou a repugnância de outros que, como Neves, acusam o filme de “glorificar a imoralidade” do protagonista.

    Entretanto, o filme já foi censurado ou banido em vários países:

    http://article.wn.com/view/2014/01/15/The_Wolf_of_Wall_Street_banned_or_censored_in_several_foreig/#/related_news

  3. Ainda que mal te pergunte…falas de cinema, de opiniões de gente que aparentemente parou no tempo, ou de politica financeira, pá? olha mas só por causa das polémicas já me deu vontade de ver o filme, assim só para ter essa coisa abominável que se chama opinião!

    gostei, pá! gostei!

  4. Adrian Barnwell, que é homem que conhece Wall-Street pelo lado de dentro, desmente João César das Neves:

    http://www.reyker.com/news/featured/2014/01/20/wolfie-of-wall-street-not-that-savage

    Chama ao protagonista do filme um “lobinho de Wall-Street” que “não é tão selvagem assim”. Diz que “até pode ser um grande filme para quem nunca trabalhou nesta indústria [financeira], mas para quem trabalhou nela o filme é, por demais, previsível.”

  5. Depois de ver o filme, o abominável Cesar das Neves, terá ido diretamente para a sua cela na Católica, onde se martirizou, ele próprio, com 50 chicotadas no lombo, usando, para o efeito, um chicote de arames com agulhas nas pontas.
    Assim, sem indulgências, quedou-se casto e pronto para outro pecado.

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