Notícia de/da última hora

Foi encontrada esta madrugada numa cave de Belém por um segurança que fazia a ronda uma nova versão, com aparência de ser a genuína, da lei n.º 46 de 2005, que estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos autárquicos. O diploma apresenta diferenças bastante esclarecedoras na redacção dos parágrafos 3 e 4 do artigo 1.º daquela lei, como adiante se pode constatar:

3- A presente lei não se aplica aos presidentes de/das câmaras municipais e aos presidentes de/das juntas de freguesia que se candidatem pelo PSD, nomeadamente nos casos de/do Luís Filipe Meneses e de/do Fernando Seara, os quais podem e devem exercer o número de/dos mandatos consecutivos que bem lhes aprouver.

4- Nem a presente lei nem qualquer outra norma jurídica portuguesa se aplica a autarcas do PSD de reconhecida idoneidade que tenham sido condenados a perda de mandato ou a pena de prisão, os quais estão autorizados a recorrer consecutivamente e sem qualquer limite de todas as sentenças e acórdãos de que tenham sido alvo, bem como a candidatar-se aos cargos autárquicos que lhes der na real gana.

Interrogado pelos jornalistas quando saía do palácio de Belém para ir passear o cão, Cavaco comentou:

– Dãããã!

11 thoughts on “Notícia de/da última hora”

  1. esse filho de puta que é presidente de republica esqueceu-se que a lei que vale é a que está publicada no diário da republica, vigora à 7 anos e não foi contestada no prazo legal, portanto alterações vistezias. bute lá fazer uma lei nova a tempo das novas eleições e de preferência com os nomes dos canditados que podem concorrer por via das dúvidas. é este gajo que é o garante do funcionamento normal das intituições? e não há produto para o dissolver?

  2. Acho que atingimos finalmente o zero absoluto no que respeita à honradez pessoal e politica.
    Gostava que algum sociólogo me explicasse se o PSD é assim porque o povo é assim, se o partido espelha a realidade de parte da nossa nação, dos valores, aspirações e comportamentos dessa parte.
    No fim de contas, toda esta reles gente, está onde está porque foi eleita por voto popular, no fundo todos sabíamos que o Cavaco é um sacana tendencioso sem grandeza de alma e que o Passos, o vulgar Passos, mente compulsivamente além de apregoar o que nunca praticou.
    E no entanto…

  3. vê lá se lhe sobra tempo para divulgar as escrituras de coelhas e marianis, sempre ficávamos esclarecidos se o dinheiro saiu da conta dele ou de todos nós.

  4. Há uns tempos dizia aqui para irem pondo as barbas de molho. Só que os meus piores pesadelos estão a tornar-se realidade. Vale tudo…vale mesmo tudo…vale mesmo perguntar onde estão os corifeus que andaram a arregimentar as hostes para a defesa das liberdades? Onde pára o Crespo e a sua camisolinha que exibiu no Parlamento? E os liliputinianos que tanto aqui como lá fora rasgaram as vestes e as carnes?
    Não é necessario porem as cabecinhas de fora, por motivos muito menores deixaram cá uns “anjolas” e “artolas” que se digladiam, qual Ala dos Namorados, em torno do Prof. Doutor Relvas e de “sus muchachos”.
    Ajudem-me lá, fazendo as contas, 2005, isto não será culpa da/de governação do….outro? Ou não será uma distracção da/de imprensa do costume que ainda não fez nenhuma investigação?

  5. Cavaco anuncia com pompa e circunstancia que há um erro na lei da limitação dos mandatos promulgada por Sampaio (era aqui que ele queria chegar?). Seguro, tão competente na oposição como Cavaco no Cavaquistão, diz que quer ver as responsabilidades apuradas. Depois, a Casa da Moeda explica que está tudo dentro dos procedimentos normais, tendo sido corrigido o diploma de acordo com as regras de sempre.
    Que Cavaco e Seguro continuem a leste das normas vigentes na república, depois de tanta polémica na praça pública, é extraordinário. Sobretudo em Cavaco, que tem uma legião de acessores pagos a peso de ouro.
    Ao que nós chegamos.

  6. Epor que é que nem um dos 230 patarecos deputados da AR vieram esclarecr o povinho que afinal está tudo nos conformes? Clarinho, meus aspirinas: a lei não foi feita para o presidente “da camara” (de Lisboa ou Rilha Foles) e “da junta” da Merdaleja, mas para os “presidentes de Camara” e “de junta”. E, segundo informa fonte da Imprensa Nacional da Casa da Moeda, o assunto foi esclarecido neste caso como em todos os outros. Mas nenhum deputado ou acessor de sua Excelencia, o PR Cavaco, sabem destas coisas.
    Foda-se, caralho!

    «Fonte oficial da INCM explicou ao Negócios que “todos os documentos provenientes da Assembleia da República são lidos e revistos integralmente”. Essa revisão é feita “segundo as regras de revisão aceites na publicação destes actos no Diário da República”.

    Ou seja, quando os diplomas seguem para promulgação, há uma espécie de livro de estilo que indica o que pode ou não ser publicado. De acordo com a mesma fonte, essas regras “são estabelecidas com a entidade que envia os diplomas”, que no caso é a Assembleia da República.

    Na lei que os deputados aprovaram, a expressão “presidente da câmara” e presidente da junta de freguesia” levantou dúvidas. “No caso em questão, não estando identificada a Câmara ou Junta deve utilizar-se a menção genérica do titular do cargo, ou seja ‘o Presidente de Câmara’ ou ‘o Presidente de Junta'”, justifica a INCM.» [Jornal de Negócios]

  7. Para fazer estas figuras mais valia continuar calado!
    Este, é dos tais que quando abre a boca ou entra mosca ou sai… sei lá o que sai porra!… mas que não cheira bem, não cheira, definitivamente.

  8. A “descoberta” do erro afinal é da autoria de Ferreira Fernandes. Haja em vista o que está escrito na magnífica crónica de hoje, no DN.

  9. Qual Presidente da República, qual carapuça! O artolas não passa de um simples reformado como eu! Pois não foi a isso que ele próprio se reduziu quando, a troco de mais uns trocos, não hesitou em optar por ser pago como reformado prescindindo, de ser pago como Presidente! Isto diz tudo sobre o tipo de homem que alguns portugueses escolheram para os representar. Só não percebo é como um homem como o Ramalho Eanes, absolutamente incapaz de uma vergonha destas, foi capaz de dar a mão a este sujeito para o ajudar a chegar onde está!

  10. Foram perguntar ao Rei, o que fazer com o seu filho pois ele recusava-se a ir a determinado local. O Rei escreveu esta ordem: Levem-no à força.! Cumprindo a ordem, enforcaram o desgraçado e só então o Rei ao reler a ordem, reparou que se tinha esquecido da cedilha.
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