Ig Nobel da Economia para Cavaco

Para este ano já vai tarde, mas o ainda pesidente de todos os putugueses merecia o Ig Nobel da Economia de 2014.

Cavaco desmentiu hoje todos aqueles que andam a dizer (como o seu primeiro ministro e a sua ministra das Finanças) que eventuais perdas da CGD na venda do Novo Banco se reflectiriam indirectamente nos contribuintes, dado que a CGD é propriedade do Estado. “Totalmente errado” – disse o economista de Boliqueime, que  é mais coelhista que o Coelho. Para Cavaco, a CGD, apesar de detida pelo accionista único Estado, está metida no mundo mercantil, daí que as suas perdas pela participação no fundo de resolução do BES não se repercutam nos contribuintes, mas apenas nos lucros ou prejuízos da CGD resultantes da sua acção “mercantil”.

Genial! Mas a CGD não é do Estado, ó estúpido?

Parece, de facto, que para este avantesma a CGD já é privada…

12 thoughts on “Ig Nobel da Economia para Cavaco”

  1. “Mas a CGD não é do Estado, ó estúpido?”
    Definição brilhante, em meia dúzia de palavras, da alimária, que umas quantas outras alimárias, nos “serviram” como PR.

  2. Fala-se muito da parcela da CGD nesse Fundo que, se a operação correr mal (e não me parece que possa correr de outra forma como prenunciam os casos bancários anteriores), será suportada pelos contribuintes. Mas se correr mal quem suporta os 4 000 milhões que foram lá colocados? Não andarão a atirar areia para os nossos olhos de modo a vermos uma árvore de modo que nos escape a floresta?

  3. cavaco tem razao.se os lucros da cgd não entram no seu bolso,os prejuizos tambem não.lucro só teve no bpn.os prejuzos da cgd surgem nos nosso impostos,mas ele ainda não descobriu,por que quem trata disso é a senhora maria de belem!

  4. O que está errado é que não se devia vender o Novo Banco ao desbarato. O Novo Banco ficou com uma carteira de activos bastante bons, alguns desvalorizados (p. ex. a PT que caiu para 1/10 do seu valor em Bolsa após ter sido descapitalizada pelo seu ex-accionista principal, o BES) mas que irão certamente valorizar no futuro. É uma carteira de empresas estruturantes, no tecido económico nacional. Mas é preciso esperar.

    Além disso, o Estado português bem poderia ficar a tomar conta da PT e do resto das empresas que eram controladas pelo BES, durante o tempo que for preciso. Certamente que a gestão do Estado seria melhor do que foi a do BES. Além do mais, a garantia do Estado reforçaria a confiança do público no Novo Banco.

    Não vendendo o Novo Banco ao desbarato; vendendo-o, isso sim, no futuro, daqui a cinco, dez anos, quando a economia recuperar, o Estado ainda iria ter um lucro. Um lucro tão grande quanto aquele que teve por ter privatizado os bancos vinte anos depois de terem sido nacionalizados por Vasco Gonçalves. O povo poderia ser bem informado, sobre estas matérias; mas os partidos do Governo não parecem interessados nisso. Será que o PS vai marcar a diferença, nessa questão?

    Noto que não estou a dizer que o Novo Banco vai ficar nacionalizado para sempre (que eu preferiria mas sei ser impossível, dado o actual contexto político neoliberal, na UE). Apenas digo que se mantenha o Novo Banco nacionalizado até poder ser privatizado com grande lucro para o Estado. Faça-se isso em nome do combate ao défice; creio que a UE não nos pode negar isso, sob pena de entrar em contradição com a sua própria propaganda austeritária.

  5. eu não sei como vamos viver daqui a meia duzia de anos.todos estes os anos, privatizamos empresas para suprir deficites.sem esses instrumentos no futuro ,só nos resta andar em permanente austeridadade !venha outro 25 de abril,mas desta vez sem cravos!

  6. O que um governo empenhado em defender o interesse nacional faria era integrar o NB na CGD e ponto final.

    E não andar com efabulações e redondos enganos, com a benção permanente do ignóbil cavaco.

  7. cavaleiro,a cgd era uma boa solução principalmente para os depositantes, que andam com o coraçao nas mãos.a borboleta já foi de vela!

  8. Claro que o boliqueimado “economista” tem carradas de razão. As perdas da CGD, não serão nossas, assim como todos sabemos que não são nossas as perdas da CP, da TAP, dos Metros de Lisboa e do Porto, da Carris, etc., etc., porque todas elas são mercantis.

    Já não tinha o fulano em grande conta; agora passei a tê-lo em conta nenhuma.

    P.S. – O Lisboa não tem família, nem amigos, que o aconselhem a tomar a medicação? E, sobretudo, a deixar o vinho?

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