Cordeiro, bode ou ovelha?

O ex-bastonário dos advogados Rogério Alves e actual defensor de Duarte Lima disse no julgamento que está a decorrer que o seu cliente é um “cordeiro oferecido para sacrifício” e que “está a fazer a expiação do antagonismo que se criou entre o cidadão e a classe política”.

Note-se bem: um cordeirinho imolado, a expiar as culpas dos políticos. Só lhe faltou citar os nomes dos políticos culpados, como um em que eu estou cá a pensar.

Em relação ao filho de Duarte Lima, o mesmo advogado afirmou em tribunal que “Pedro Lima está aqui apenas na qualidade de filho do bode expiatório do país”.

Cordeiro e bode, portanto. E a gente a pensar que Duarte Lima era mais tipo ovelha. Negra.

7 thoughts on “Cordeiro, bode ou ovelha?”

  1. A tese pegou de estaca: os homens do BPN são uns anginhos; criminosos são o Constâncio e o Sócrates. Aquele porque deixou roubar e este porque nacionalizou o banco pilhado. Entretanto, o Oliveira e Costa ri-se de tudo e de todos, enquanto toma chá, com os seus amigos, na Quinta da Coelha.

  2. eu não tinha estomago para ser advogado.rogerio alves e outros deviam ter um pouco de podor e mandar para a PQP,arguidos como duarte lima! o vil metal tem mais valor hoje do que no tempo do alcapone ou dos western!

  3. Sem prejuízo da inicial presunção de inocência que a todos assiste, até à leitura da sentença – e que aqui muitas vezes justamente invocámos a propósito de Sócrates -, é caso para dizer:

    QUEM NÃO QUER SER BODE, NÃO LHE VISTA A PELE.

  4. Até à leitura da sentença ninguém é culpado, Anel de Soturno, pois não.

    Só não vejo onde é que há possibilidade de comparação dos casos Duarte Lima com o caso de Sócrates, que nunca foi sequer arguido em coisa nenhuma, mas que foi alvo das campanhas mais badalhocas de que há história. No caso Freeport, os “indícios” eram só badalhoquices fabricadas na comunicação social e em instâncias do Estado acobertadas pela irresponsabilidade e pela cobardia, sem apresentação de qualquer facto minimamente consistente até hoje. Onde está a analogia?

    E perante a montanha de indícios que se conhecem e que constituem motivo de acções judiciais contra Duarte Lima, não poderemos formar opinião sobre os casos e emiti-la na praça pública? É que se achas que não, então também não podemos falar dos milhares de casos da escandaleira laranja, incluindo governo e Belém. É que são todos muito inocentes… até nunca serem acusados, quanto mais julgados ou condenados. Não podemos falar sobre o caso BPN nem sobre Oliveira e Costa, porque não há sentenças. Não podemos falar da empresa do Passos, nem do seu compincha Relvas nem dos indícios de fraude que a comissão europeia diz que está a investigar, porque não há ainda sequer acusação contra eles, aqui ou em Bruxelas. Revelar indícios, duvidando da legalidade e honestidade do que Passos e Relvas fizeram acaso será “julgamento de rua”? Então também não há possibilidade de fazer jornalismo, pela mesma razão. Voltamos à censura, à boca amordaçada, à justiça opaca e servil, ao silêncio de cemitério do salazarismo.

    E não sei se algum de nós ainda será vivo, nem o próprio Duarte Lima, quando se chegar às sentenças dos seus processos, se é que algum dia se chegará.

    Mas até lá teremos por acaso que gramar de bico calado as queixas patéticas e as acusações idiotas de advogados que querem convencer-nos de que o seu cliente é vítima de uma conspiração e bode expiatório da raiva contra os políticos?

  5. Júlio,

    fica sabendo concordo contigo em tudo. Por isso mesmo é que digo que temos de aceitar a defesa legal deste Arguido. E acatar a sentença final. Como bem sabes, os linchamentos populares não fazem parte da cultura democrática, que ambos tanto prezamos. Ainda que às vezes apeteça dar largas às ganas…

    Eu tenho cá a minha opinião pessoal sobre esse Duarte Lima, como tenho também – e muitíssimo pior – sobre outros expoentes famosos do bando de facínoras que desgraçou Portugal desde os anos 90, a partir dos centros legais do Poder político. Não posso é chamar-lhes criminosos em público, ou mesmo na tromba (e ainda outro dia me cruzei na rua com o Oliveira e Costa), enquanto um Tribunal no não permitir fazê-lo em paz com a minha consciência.

  6. Júlio,

    fica sabendo concordo contigo em tudo. Por isso mesmo é que digo que temos de aceitar a defesa legal deste Arguido. E acatar a sentença final. Como bem sabes, os linchamentos populares não fazem parte da cultura democrática, que ambos tanto prezamos. Ainda que às vezes apeteça dar largas às ganas…

    Eu tenho cá a minha opinião pessoal sobre esse Duarte Lima, como tenho também – e muitíssimo pior – sobre outros expoentes famosos do bando de facínoras que desgraçou Portugal desde os anos 90, a partir dos centros legais do Poder político. Não posso é chamar-lhes criminosos em público, ou mesmo na tromba (e ainda outro dia me cruzei na rua com o Oliveira e Costa), enquanto um Tribunal mo não permitir fazê-lo em paz com a minha consciência.

  7. oh dos anéis! foi por conices dessas que o sócras foi apeado e agora estás a pagá-las. não é por acaso que quando se fala em bpn ou escutas não acontece nada, mas quando se chama palhaço a um filho da puta há logo averiguações & vidalices intimidatórias.

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