ΣΥΡΙΖΑ

O Syriza parece que vai ser o partido mais votado nas eleições gregas. É mais ou menos como se o Bloco de Esquerda, saindo da sua atitude de fazer oposição sistemática (“correr por fora”), de repente convencesse a maioria dos eleitores portugueses de que tinha a receita adequada para curar os males do país e fosse capaz de ganhar as eleições em Portugal. Era obra, convenhamos.

Syriza é a sigla do Synaspismos Rizospastikis Aristeras, ou seja, Coligação da Esquerda Radical. Ao menos tem um nome que não pretende enganar ninguém. Este sinapismo, palavra que em português designa aquela cataplasma de mostarda com que antigamente se aliviavam as bronquites, reúne uma dúzia de movimentos de esquerdistas, comunistas, trotsquistas, internacionalistas, ecologistas, eco-socialistas, eco-comunistas, anticapitalistas, “cidadãos activos”, radicais e democrata-sociais. Duvido fortemente que semelhante emplastro seja sequer capaz de aliviar a tosse da Grécia, mas estou aqui para ver.

O sinapismo tem um líder seguro de si, insinuante, que fala ao coração dos descrentes nos partidos tradicionais. Receita sedutora num país falido e aparentemente sem outra perspectiva que não seja a de continuar a empobrecer, gerindo uma dívida externa de 400 mil milhões de euros e vendo o seu PIB a decrescer todos os anos desde o início da crise em 2009. Em circunstâncias semelhantes, porém, nasceram na Europa de entre as duas guerras os regimes fascistas, conduzidos por líderes insinuantes que falavam ao coração de pessoas descrentes nos partidos tradicionais. Aprendizes de feiticeiros que depois conduziram os seus países à catástrofe…

O programa do Syriza não difere muito do “três em um” do PCP ou das propostas do Bloco de Esquerda em Portugal. Ora a realização de um programa ousado não depende só de um governo corajoso e decidido a aplicá-lo, independentemente da cor política desse governo. Se as medidas postas em prática fizerem o país mergulhar num marasmo ainda pior do que o actual, os gregos revoltar-se-ão e os responsáveis por essa política serão varridos da cena. O êxito do governo que se seguirá, seja ele qual for, está em boa parte nas mãos de quem manda na política, na economia e no sistema bancário da Europa. Mas como imaginar que os credores da Grécia e os principais políticos europeus vão agora ajudar um governo grego da esquerda radical, que diz que não paga, quando não ajudaram os anteriores governos de direita ou centro esquerda, que diziam respeitar os compromissos do país? Poderá Tsipras consegui-lo agitando o espantalho do descalabro bancário europeu? Aguardemos.

20 thoughts on “ΣΥΡΙΖΑ”

  1. a vitória do siriza vai ser uma espécie de bóia do bloco e um argumento para a direita nas próximas eleições. ainda vamos ver o louçã a cavalgar os resultados, a catarina martins convencida que vai formar governo, o gerómino a dizer que foi uma derrota do costa e uma vingança do cunhal, o coelho a chamar a atenção para os perigos de votar partido socialista e o portas a ameaçar com a bancarrota e o fim do milagre económico.

  2. Qualquer Coelho, Portas ou Camilo não desdenharia escrever este post, mas pelo menos eles são de direita assumidos e neoliberais. E fico-me por aqui

  3. Será que o Syrisa tem alguém como este?:

    Matteo Renzi, primeiro-ministro de Itália e líder do Partido Democrático (filiado na Internacional Socialista), ex-Partido Democrático de Esquerda, ex-Democratas de Esquerda, ex- Partido Comunista Italiano

  4. comunas, xuxas, mrpp, esquerdas, tudo a mesma tropa – a tropa do subsídio, dos direitos sem deveres, das nove às cinco, dos livros e passes pagos, os que definem a democracia, liderada por um macaco mais letrado e menos estúpido.
    os gajos da direita, outros armados em messias, sem expressão inteletual ou outra, bartolos que pensam que a marca que cá se vende a preço do ouro e lá (fora) é roupa de treino do alegado mais desfavorecido.
    Ó Passos pá, oube, se boltas a mandar desbiare uma biatura minha na estrada, podes crere que não me quedo só pela história do jumento, tás a berre e olha queça merece recepssãoe, oqueie? bê lá, meue, queu num fasso parte de nenhum rebanho, tá beie?
    Salazar, é preciso um Salazar, e biba o Salazar.

  5. Ignatz, o Bloco não vai chegar aos 5%. Regista.

    Lourenço, ainda bem que te ficaste por aí, porque eu já estava cheio de medo. Sobretudo se revelasses que eu escrevo aqui a mando do Coelho. Porra, punhas-me a careca à mostra.

    DS, é assim mesmo, bora pá frente sem medo. A ressaca vai ser deles, estou-me bem nas tintas.

    Num bês nada, já tentaste fazer respiração boca a boca no jazigo de Santa Comba?

  6. O Syriza mete medo a muita gente sobretudo aos PS e direitolas , criados da Merkel, e defensores da austeridade,

    Quanto ao BE está vivo e recomenda-se.

  7. Relatam-nos, em

    http://www.bbc.com/news/world-europe-30914039

    que há médicas na Grécia que são forçadas a prostituir-se para alimentar os seus filhos, que a taxa de abortos expontâneos duplicou, que os jovens se sentem tão perdidos e destituidos que já nem sabem o que é constituir família. Perante isto, perante os criminosos de Berlim e de Bruxelas (mais os seus meninos de coro, nas outras capitais europeias, incluindo Lisboa) vir falar do Syriza da forma que aqui podemos ler é, simplesmente, hipocrisia.

    E eu sei que, depois de expulsarem a Grécia do euro, toda a “civilização ocidental”, a mesma “civilização” que, alegadamente, nasceu na Grécia, vai lavar as mãos do assunto e culpar o Syriza dos infortúnios de que o império ocidental é o primeiro responsável.

    “A hipocrisia é o tributo que o vício presta à virtude”
    (François de La Rochefoucauld)

  8. Mas têm azar, pois a pilhagem e destruição social da Grécia é o último crime que praticarão enquanto civilização. Doravante, sempre que alguém citar Platão ou Aristóteles, lembrar-nos-emos deles pela designação daqueles — macedónios, romanos, turcos — que antes conquistaram a sua pátria:

    IMPÉRIO

  9. Para o joaopft os malfeitores de Berlim e Bruxelas é que puserem a Grécia como ela está.
    Culpa de quem? Dos próprios? Não. Os alemães, os norte-americanos, o FMI, o BCE, os capitalistas, os empresários, os judeus e os lagópodes-de-cauda-branca é que se uniram numa conspiração maquiavélica para tramar a Grécia (e Portugal). Podia-lhes ter dado para a Dinamarca ou a República Checa. Mas quê! Deu-lhes para embirrarem com os gregos.

    E, êxtase de maldade, escolheram logo os desgraçados e exactos países que quando tinham moeda própria já caíam neste infortúnio muito amiúde. Logo numa altura em que começavam a sobressair as magnificências do estado social, como os 50 motoristas para um carro oficial, 45 jardineiros para quatro arbustos de um hospital, a comissão para a preservação de um lago que já não existia, medidas que visavam combater o flagelo do desemprego e que agora são postas em causa. Hoje vamos a Atenas e é só meninas de bata e estetoscópio a pedir boleia (ou um pouco de pão). Uma tristeza que me faz dor demasiado a alma.

    Bem, vou brincar com a minha mais pequena para ver se encontro um pouco mais de maturidade.

  10. “Culpa de quem? Dos próprios? Não. Os alemães, os norte-americanos, o FMI, o BCE, os capitalistas, os empresários, os judeus e os lagópodes-de-cauda-branca é que se uniram numa conspiração maquiavélica para tramar a Grécia (e Portugal)”

    1 – quem é que andou a vender submarinos, pãesduros e armas a troco de comissões e contrapartidas fictícias? os alemães, lá e cá.

    2 – quem inventou uma guerra no iraque e uma crise de sub primas para os primos europeus pagarem? os américas, lá e cá.

    3 – quem martelou as contas dos gregos? o fmi.

    4 – quem é que era suposto regular o sistema bancário europeu e ter respondido à crise com emissão de nota fresca (4 anos de atraso)? o bce, lá e cá.

    5 – quem é que fodeu o sistema bancário e se abotuou com a massa? os capitalistas da treta, oliveira e costa, jardim gonçalves, rendeiro, salgados e outros docinhos que andam por aí.

    6 – quem é que enriqueceu com a crise? os empresários. o pinguço, o belarmino, o amorim e mais uns quantos.

    7 – sobre judeus e os lagópodes-de-cauda-branca, não tenho conhecimento.

    não foram certamente 50 motoristas cegos (como diz o órelhas), 45 jardineiros para um arbusto e outras curiosidades reader’s digest que deram cabo da grécia ou de portugal, foi um governo de incompetentes ao serviço de 1/2 dúzia, por acaso os mesmos de sempre, que destruiu esta porra e que agora (vêm aí eleições) anuncia um milagre económico à custa dos impostos e taxinhas que vai sacando aos que vivem acima das possibilidades.
    bem, pinto vai brincar mazé com o caralho e procuras maturidade na brincadeira, brinca com o do teu pai e deixa a miúda em paz.

  11. Subscrevo na íntegra o teor do PINTO.

    ignateze, éze um bulgarre sem cuntaúdo, hoje boue cumerre feijuada e quandu forre altura de manifestarre-me naturralmente, bou terre-te nus meues pençamentus, tá beie? oqueie.

  12. ignatezes, oube, ovrigadu meue por midólatrarres, oube, eu seie que corto çempre a meta em todass ass situações tás a bere, nem ca tenha de partire o fóssinhu, tá beie? e se dos xifres da baca fasso um guiadore, oube, nem ta digu o ca fasso quando apanhu gajus com as volas em baicho no caminhu. oqueie.

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