Mais «eduquês»

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Jorge Buescu

Leio no número de Maio de A Página da Educação, excelente jornal de – e para – professores, o artigo de Licínio C. Lima, «O ‘anti-eduquês’ como ideologia pedagógica». É uma crítica, segura e moderadíssima, ao livro de Nuno Crato, O “Eduquês” em discurso directo, da Gradiva. Esse número de Maio, note-se, ainda não está em linha no site da Página.

A questão do «eduquês» e da ideologia que o inspira tinha, em França, excitado os ânimos, e feito estragos, no âmbito do Caso Lafforgue. Já aqui o tínhamos referido, citando Guilherme Valente, que, num artigo no Expresso, se referira ao mesmo Caso.

De uma comentadora nossa, Shyznogud, recebi – e muito agradeço – a referência de um artigo anterior de Jorge Buescu sobre a mesma «affaire». Veio publicado no número de Janeiro/Fevereiro de 2006 na Ingenium, Revista da Ordem dos Engenheiros. O texto foi, informa-se-nos, retirado da página da Escola Secundária de Alberto Sampaio, de Braga.

É um artigo magnífico, como são todos os deste grande mestre da divulgação. Lembram-se de «O mistério do bilhete de identidade e outras histórias» e de «Da falsificação de euros aos pequenos mundos»? É ele.

Destaco a passagem: «Estas políticas foram inspiradas por uma ideologia que consiste em passar a não valorizar o conhecimento, associada ao desejo de fazer a escola desempenhar outros papéis que não a instrução e transmissão do saber, à crença em teorias pedagógicas delirantes, ao desprezo das aprendizagens fundamentais, à recusa do ensino construído, explícito e progressivo, à doutrina do aluno “no centro do sistema” que “deve construir ele próprio os seus saberes”».

Trata-se da mesma visão das coisas – digo eu – que, na teorização literária, afirmava que «o leitor é que constrói o livro», a mesma que, portanto, permitia, e avalizava, monstruosidades, publicadas ou por publicar. Era a mesma, também, que proibia qualquer afirmação de gosto. Sim, proibia-se (e ainda se proíbe, senhores) dizer isto: «Gosto deste livro». Pois, a literatura é para ser ‘analisada’, não propriamente lida, e por nada deste mundo degustada.

Parecendo promover o aluno, essa pedagogia não faz senão abandoná-lo.

45 thoughts on “Mais «eduquês»”

  1. Até que enfim que alguém de esquerda diz isto. Infelizmente “o eduquês” é (teria gostado de dizer “foi”) uma construção da esquerda. O mito de que estudar é e tem que ser fácil e feito sem esforço, e a desresponsabilização do aluno no acto de aprender (se não aprendem a culpa é do prof, do sistema, da sala de aulas que n tem condições, etc – então pra quê fazer esforço?) é algo que é muito querido para alguma esquerda. E tem que deixar de ser.

    JPTelo

  2. Era, e é, a mesma visão das coisas, que nos desafia às inebriantes emoções estéticas de ‘achados plásticos’ com fardos de palha empilhados ao canto, e galhos de latão espetados nos troncos das árvores da alameda, e montes de pedras redondos a disputar ‘o belo’ com triangulares montes de pedras, e genuínas poias escatológicas, por enquanto de plástico, encostadas à parede. A mesma visão que ainda não pôs em palco o ‘Alma minha gentil que te partiste’, mas lá há-de chegar. E nos apodará de atávicos e de estúpidos, porque não sabemos entender o sublime em canalhice.
    É a visão duns tipos que, à falta de melhor, fazem do onanismo profissão.

  3. Tudo o que se diga sobre a escumalha do eduquês é pouco. Foram os maiores criminosos do pós-25 de Abril, os que mais mal fizeram à Nação, à sua juventude e economia, e durante mais tempo. A partir de 74 abandalharam todos os cursos, sanearam os competentes, aboliram notas, promoveram passagens administrativas, destruiram carreiras, combateram a elite intelectual, chafurdaram na mais sórdida mediocridade e obrigaram gerações inteiras de jovens a fazê-lo também.

    A maior parte dos excessos da Abrilada cessou cedo. O eduquês perdurou e condenou-nos à cauda do pelotão da Europa, apesar de termos gastado na Educação em proporção do PIB tanto como os que vão à cabeça.

    Por mim ia tudo para a rua, sem indemnização, aos milhares. E ainda não ficaria satisfeito. Se há escumalha que devia ser fuzilada em massa por traição à Pátria é essa escória.

  4. A centralização no “eu” e na Liberdade após o 25 de Abril evidentemente foi mal para a educação , confusões revolucionárias normais e repetidas em qualquer outra revolução , o método peca principalmente porque o erro não é responsabilizado , ou seja eu posso ser mal aluno e posso não pagar impostos também , quero lá saber o Estado que pague , o Estado ??? E portanto o resultado é aquele que estamos a assistir … não se desenvolveu a necessária e básica noção de que o ESTADO afinal sou “Eu” e a minha liberdade , afinal afecta outros !

    Concordo em vários ( pontos soltos ) com o que foi dito acima , reserva noutros , mas é bom saber que todos nós , ou pelo menos muitos , finalmente perceberam que o rítmo e métodos aplicados no ensino terão de ser modificados.

  5. tenho um filho no 1º ano e outro no 7º. constato que, felizmente, na maioria dos casos, têm tido professores que veiculam essa mensagem: que têm que trabalhar, que não há conquistas sem esforço, que há um tempo para actividades lúdicas e outro para actividades que o não são.

  6. Euroliberal:
    Permita-me este prurido íntimo: que a contiguidade, e alguma restolhada discursiva, não sejam aqui tomadas por assentimento e concordância!
    Eu não acho que Abril tenha sido ‘a Abrilada’.Nem acho que o eduquês, que veio depois de Abril, a Abril se deva. Porque uma coisa é Juno e outra coisa é a nuvem.
    Além disso, esses que abandalharam, chafurdaram, destruiram… terão desempenhado exemplarmente a função de que vinham incumbidos, mas não são eles os pais do eduquês, nem Abril foi isso.
    E eu até me atrevia a pensar que V. já elegeu para o governo, por mais que uma vez, essa maltinha que mandava fuzilar!

  7. Até esta questão tem de estar inquinada de referenciais marcadamente políticos: esquerda e direita, como se se tratasse de uma batalha entre dois contendores. Isto é «Educação», senhores. E tivemos ministros de todos os quadrantes desde o 25 Abril. É bom que não fique no ar, FV, o saudosismo do ensino anterior a essa data que tb não era – como se sabe – modelo para ninguém.

  8. Fico imensamente satisfeito por saber que ainda há gente que se opõe aos eduqueses, todavia, acho que é preciso mais acção e rapidamente. É preciso que as famílias e os professores não se conformem com esta mediocridade. Ou eu me engano muito, ou vão abandalhar o ensino secundário, tanto como fizeram com o básico.

  9. Meus caros, os dâmasos do eduquês devem ser identificados: são sociólogos, cientistas da educação e linguistas, essa cáfila que infesta ministérios e faculdades, os grunhos progressistas que acabaram com o ensino da literatura, da gramática e do latim, que fazem da história permanente lavagem ideológica, que querem tornar a matemática atractiva, que renegam o estudo e dão o cu pela ‘criatividade’ e pela ‘cidadania’.

  10. Mas desde há 30 anos os Ministros da Educação têm sido sempre do PSD e do PS, certo? E são eles mais as respectivas maiorias parlamentares que têm aprovado todas as orientações que têm obrigado escolas e professores, certo?

  11. Não é permitido esquecer que, há trinta anos, ainda o Sartre era quem era. E andava por aqui a iluminar plateias, e a pregar a autogestão como fórmula de mudança e salvação do mundo.
    Não é permitido esquecer que nesse tempo havia em Portugal 20% de analfabetos, daqueles integrais. E que a taxa de reprovação da outra senhora na 1ª classe era pouco menos de 40%. E que o desejo de romper com uma escola autoritária, monolítica e altamente selectiva, foi um desejo compreensível por parte de muita gente, incluindo psicólogos, políticos, sociólogos e ‘especialistas’ da educação.
    Não é permitido esquecer que, como sempre se fez na nossa terra, nem foi preciso inventar muita coisa. Bastou imitar os modelos que faziam caminho lá fora, importar as teorias da aprendizagem lúdica, e outras inovações pedagógicas incensadas em sociedades mais desenvolvidas.
    Não é permitido esquecer a dimensão das tarefas que então se impunham, desde a formação de professores, à criação de instalações que albergassem a enxurrada de alunos, à definição de programas, elaboração de manuais, estabelecimento de estatutos profissionais…
    Não é permitido esquecer que, após a entrada na Europa, passou a ser indispensável apresentar bons números, os números do sucesso. Para que fôssemos todos bons alunos. No superior, as escolas privadas nasceram como cogumelos. Mas na escola pública (primária e secundária) era preciso conter os gastos dentro dos limites, manter elevados rácios de alunos por turma, e explicar muito bem as ‘retenções’.
    Não é permitido esquecer que, a breve prazo, os professores foram ficando desarmados dentro das salas de aula, verdadeiros fornos de cozimento lento. E aos poucos a pescadinha começou a meter o rabo na boca. Chegaram a professores os alunos dum sistema facilitista e coxo, e a ignorância começou a devorar-se a si própria.
    Não é permitido esquecer que, em pouco mais duma geração, juntámos os avós analfabetos, aos pais com o básico obrigatório, e aos filhos no ensino superior.
    Não é permitido esquecer que nenhuma varinha de condão pode instantaneamente resgatar a educação e a escola públicas de um processo de discriminação e abandono que tem uma história muito longa.
    Não é permitido esquecer que o esticanço do sistema não é apenas nacional, sendo a França um ‘bom exemplo’ do que se passa lá por fora.
    Não é permitido esquecer que o falhanço da escola chega a motivar teorias da conspiração que não carecem de alguma lógica: não podendo negar-se como direito universal, degrade-se a escola à condição de fábrica de multidões de cretinos.
    Sair disto é possível, através dum milagre. E 30 anos de ranger de dentes, estou eu a pensar.

  12. Tudo ficaria mais fácil se o ensino secundário fosse simplificado em 6/8 cadeiras básicas bem formatadas, para serem bem assimiladas.

    As reformas do ensino deveriam ser feitas de 5 em 5 ou de 4 em 4 anos sem preconceitos , assim seria mais fácil a adaptação deste as realidades do mercado de trabalho ou a uma situação conjuntural da economia.

    Isso ajudaria também a acabar com a pretensão deste e daquele orgão ou personalidade , de impor
    métodos que, as forças das circunstâncias em poucos anos tornará, este, ultrapassado.

  13. ” O meu séquito me deixou , a minha mulher já tem outro e a tirania do meu patrão fez do meu salário o desemprego , e assim vos digo e venéro estas verdades feitas de fraquezas mútuas “.

    ( Com boa disposição )

  14. A bandalheira eduquesa tem a sua origem na anarquia ideológica do Maio 68 francês (é proibido proibir, etc.) e nos teóricos que gravitavam em torno do pós-modernismo soixante-huitard (Foulcaut, Lacan, Derrida e outros rabetas intelectualóides). Depois espalhou-se pelo mundo. Em Portugal a enxurrada facilitista e “anti-autoritária” desaguou com o 25 de Abril. Por detrás da bandalheira que invadiu todo o ensino, com a extrema-esquerda a comandar (o maoísta Burroso distinguiu-se por abolir as notas, por sanear 100% dos professores e por roubar as mobílias da Faculdade de Direito de L. de então…), havia “ideólogos”, os do pós-modernismo iracionalista, relativista e niilista, que na sua dimensão educativa constituem a ossatura teórica do agora chamado “eduquês”.

    Trata-se de mais um epifenómeno da DECADÊNCIA da sociedade ocidental, a par da perda dos valores familiares, da delinquência da juventude, das drogas, do relativismo moral.

    Isso leva-nos ao marrasmo e retrocesso económicos, que não atingem os países que não foram afectados pelos não-valores pós-modernos, como o Norte da Europa e sobretudo o Extremo Oriente, onde a educação ultra-selectiva, exigente e de altíssima qualidade explica o sucesso dos tigres asiáticos. Os melhores manuais escolares de matemática, por exemplo, são os de Singapura, segundo um estudo efectuado a nível mundial. Aí ensina-se à juventude que a vida é luta, esforço, mesmo doloroso, por vezes, que existimos para servir a sociedade e a Pátria. Não, como fazem os decadentes eduqueses, que se deve evitar todo o esforço, memorização, estudo, para apenas aceitar o lado lúdico da vida e “desconstruir” todos os valores estruturantes da sociedade, a começar pela religião… é a ideologia putrefacta e necrófila da “morte de Deus”, da “morte do homem”, etc.

    Os decadentes eduqueses são traidores que têm prostituído a nossa juventude. São piores que os pedófilos, porque infectam com falsos valores toda a juventude. Devem ser escorraçados do ME e das escolas. Sem rodeios. São vermes e já não há pachorra para ouvir o seu paleio “eduquês”, pura charlatanice intelectual…

  15. Vai por aqui muita confusão, muita confusão e muita confusão. E é lamentável.
    – Sr. EuroLiberal, a especialização é boa para os insectos. E o que nós quereríamos era uma população funcional (de facto) mas com um largo expectro de referências e de experiências. E não duvide que, e apesar dos seu paizinhos, quem se amestrou a sí mesmo foi você. (e essa estória da cidadania é a maior bojarda que ouvi nos últimos tempos).

    Não me vou dar ao trabalho de me alongar respondendo à letra nem sequer de re-adaptar este pequeno excerto: «(…)A estratégia pedagógica utilizada nas visitas é a que considera a teoria construtivista do conhecimento, “a” que implica que, entre as diversas possibilidades legítimas de enquadrar/encarar a aprendizagem, é o “aprendiz” que constrói o seu próprio conhecimento a partir das experiências com que se depara. O monitor e o espaço são os outros dois elementos intervenientes no processo de aprendizagem. A questão é: o conhecimento ensina-se ou apreende-se? A resposta será: “ambos os casos”. No entanto, as experiências museológicas não se compadecem com avaliações ou com aferições tautológicas. Tratam-se de experiências que nos podem ajudar a desenvolver o espírito crítico e a “trabalhar” os graus de subjectividade inerentes a cada um. E portanto, nas nossas visitas, tentamos que sejam os “aprendizes” a realizar um processo dialéctico com os objectos artísticos observados e a ponderar hipóteses, soluções e conclusões que façam sentido para todo o grupo. O monitor que orienta a visita tem mais por função colocar as perguntas adequadas que despoletem raciocínios lógicos do que dar as respostas (ditas) “certas”. Em suma, funciona como moderador realizando um diálogo permanente em que todos participam: Os que têm algo a dizer, “forçar” os mais tímidos a manifestarem-se e sobretudo tomar especial atenção às respostas mais significativas e confrontar todo o grupo com soluções pertinentes sugeridas pelos colegas (- Escutem, o/a colega disse “tal-e-tal”. Concordam? Sim? Não? Porquê?). Um dos aspectos destas visitas é o de serem, também, oficinas de pensamento.
    Nesta óptica, pretende-se que a visita decorra num ambiente de cumplicidade no qual as regras restringem-se aos mínimos estritamente necessários, para que, de modo ordeiro, as visitas decorram dentro de um espírito casual e livre.

    mais info: http://trafuncas.blogspot.com/2006/04/ai-ento-furem-l-isto.html#links

  16. “Trata-se de mais um epifenómeno da DECADÊNCIA da sociedade ocidental, a par da perda dos valores familiares, da delinquência da juventude, das drogas, do relativismo moral.”

    Caro EUROLIBERAL: Você ainda vai acabar a dizer que a culpa disso tudo é da masturbação, como o Cesar das Neves. É que isso parece discurso da Frente Nacional. Não foi você que disse há uns tempos que era de esquerda? Bem, também ninguém acreditou….

  17. Caro Mauro: permita-me discordar de si. O problema está no básico e logo no 1º ciclo. é aí que assenta o problema. Os alunos não aprendem nada de português e matemática. E o 5º e 6º anos só servem para esquecer o que aprenderam no primário. No 9º ano, 46% dos alunos não sabem pegar na caneta e são incapazes de fazer uma conta de dividir à mão (os melhores). Mas isto parece não preocupar os pais, nem õs professores. E, já agora, talvez não saiba que um aluno pode passar de ano com negativa a matemática no 9º e no 8º e no 7º e no 6º e no 5º e, mesmo assim, matricular-se no secundário num curso em que tenha matemática no 10º, 11º e 12º. E o mais bonito é que só os professores de matemática é que não acreditam que seja capaz de a fazer. Isto é só um pequeno exemplo da permissividade que grassa no no sistema educativo que, tal como está, só pode servir para os filhos ds que podem pagar explicações. Se isto é «educação para todos» em tão melhor é fechar as escolas. Sobre as faltas que os alunos podem dar é melhor nem falar.

  18. jpt: eu de esquerda ? Quando é que eu disse isso ? Quer um nick (euroliberal) mais explícito a esse respeito ?

    E quer melhor exemplo da decadência da nossa sociedade do que a dramática regressão demográfica ? Uma sociedade tão egoísta que não procria, e que tem como principais preocupações a legalização da passa, a adopção por homossexuais ou a aprendizagem “lúdica e sem interferência tiranizante de adultos” das criancinhas é uma sociedade DECADENTE e RABETA !

  19. Mais um grunho eduquês, o Trafuncas:” a especialização é boa para os insectos. E o que nós quereríamos era uma população funcional (de facto) mas com um largo expectro de referências e de experiências. E não duvide que, e apesar dos seu paizinhos, quem se amestrou a sí mesmo foi você.” !!!!!

    QueM não tem especialidade hoje vai para o desemprego chular o estado. É a solução do bandalho Trafuncas. E diz ele que importante é a cultura geral (em eduquês: um largo expectro de referências e experiuências). Nem isso eles pretendem alcançar: os eduqueses proibem as criancinhas de saber literatura (substituem os Luisíadas e os Maias por recortes de jornal), gramática, tabuada, ortografia, cálculo mental, história, filosofia. Que cultura geral têm hoje os jovens expostos à contaminação eduquesa, se não tiverem tido a sorte de terem pais ou educadores anti-eduqueses ? Nenhuma, são verdadeiros “Bushs”, apesar de gastarmos biliões com a educação…

    E que merda é essa do auto-amestramento ? Algum jovem poderá adquirir a partir do nada e sem esforço toda a cultura literária, filosófica e científica dos nossos antepassados ? Como se pode conhecer Kant através do “auto-amestramento” ? Este nem para as cavalgaduras eduquesas é suficiente…

    SER EDUQUÊS É SER BURRO, IRRESPONSÁVEL, CALACEIRO, PROSTITUIDOR DA JUVENTUDE E TRAIDOR À PÁTRIA. ESMAGUEMOS ESSES VERMES…

  20. Sim , Maria da Fonte está muito correcta , sendo assim e em forma de dar continuidade ao seu raciocínio , a simplificação do secundário evidentemente passa pela simplificação do que vem de trás sem dúvida , atenção quando falo de simplificação não estou a falar de facilitismos , que aliás voce referiu acima muito bem , mas , sim de boa exigência nas matérias fundamentais deixando o
    aprofundamento intelectual e técnico para mais tarde ou seja , que o aluno seja no fim secundário ou na Entrada para a faculdade
    um homem com bom Português , boa matemática boa História e linguas o resto virá por acrescento e nada o impedirá de ser um bom profissional no Futuro .

    Repare , Maria da Fonte num pormenor interessante , no fundo , como agora temos mais anos de estudo e a escolaridade obrigatória passou a ser o 12º ano é natural, acredito fielmente, que melhorar as bases ensino até aí, parece-me óbivio . Olhe o bom exemplo do Inglês desde o primário .

    Há nas Instituições outro problema que é gato com rabo escondido , que talvez desenvolva aqui se a conversa se proporcionar.

  21. Uma pequena correcção, Mauro. O nosso ensino só é obrigatório até ao 9º ano e consta que não será extensivo ao 12º durante esta legislatura. Felizmente que tiveram o bom-senso de esperar, penso eu, para arrumar a casa. Depois de arrumada, então que se avance para os 12 anos de escolaridade.

  22. Caros comentaristas e amigos,

    Tenho lido, com agrado, o que aqui escreveram. Mas, porque estou fora de casa, com internet às meias-horas e com prioritárias obrigações de trabalho, não posso responder de momento a algumas interessantes sugestões. Fica o prazer de vos ir lendo.

  23. Sim , Maria da Fonte , sei disso, ainda terminei o Liceu cá . De qualquer forma o que quero dizer é que a falta para já de um ensino paralelo profissionalizante ( Que já existiu ) faz com que o 12º não sirva actualmente para muito mais do que chegar as portas do curso superior logo , julgo , se é assim , poderia pelo menos ter sido bem ministrado em cadeiras essenciais julgo que Maria da Fonte deve ter percebido onde quero chegar .

    Mas , posso ajudar um pouco , não há muito interesse dentro do Ministério da Educação para
    que o ensino seja simplificado.

  24. Utente: EUROLIBERAL (ou o Juiz José)
    Nome de Registo: Rafeiro
    Local de Trabalho
    comentador menor no http://www.aspirinab.weblog.com.pt

    De um estudo feito há dois anos atrás sobre este indivíduo (análise em grupo) concluiu-se que sofria de Distúrbios Comportamentais Complexos.
    Os textos analisados dizem respeito a comentários publicados nas últimas duas semanas.
    Revela Falta de Convicções que o levam a ser um indivíduo sem escrúpulos, tentando impôr a sua vontade de qualquer forma, normalmente através do insulto, o que nos leva a concluir que apresenta graves danos na personalidade, ao nível das Emoções Secundárias.
    Revela uma falta de criatividade que leva a uma flutuação das convicções, sinal de perturbação na personalidade, através de danos na coerência.
    As contradicções nos textos são assinaláveis, revelando isto Pouca Maturidade Emocional e Intelectual. O discurso inverte-se ao sabor das emoções.
    Tratamento: Zipyran Plus 4 comprimidos de 3 em 3 meses.
    Análise Existêncial
    Utilizámos as Tabelas de observação da Personalidade de Harris (At23UE2005)
    Relatório
    Adora ver-se ao espelho, a sua imagem é o seu bezerro de ouro e fá-lo por uma questão de sobrevivência. É desprezado, mas ele sabe que faz rir de gozo a maioria dos comentaristas. Está cansado, satisfaz-se com pouco. Mas há dias em que se olha ao espelho e não ri: confessa-se! Encontra no gesto uma gravidade inesperada, a voz é delambida e choraminga. Abre o monitor e vinga-se no mundo, deixando-se enredar por esquemas mentais megalómanos, previsíveis volte-faces e tiradas morais compradas na loja dos 300, que levam a um tom confuso durante situações de subjectividade.
    Este indivíduo é um ser radical cínico sem crença alguma, um sibarita pedófilo, pateta e ordinário, que tem nojo de si próprio, abomina a sua condição, é o que chamamos na gíria “um fumador antitabagista”. Deseja ardentemente um “estímulo” para que possa rapidamente abandonar as suas desconfortáveis posições de degenerescência física e moral. O irracionalismo vai-o destruindo.

  25. Riapa João da Quinta: obrigado pela publicidade gratuita, mas já reparou que anda há meses com a mesma cassete, riscada ainda por cima ? Exijo qualquer coisa de original. Vá, inove, ou terá você também um limitado “expectro de referências e experiências” ? Imponha a sua “self-expression” (nem que isso seja borrar os cueiros) e não aceite “interferências tiranizantes de adultos”…

  26. Fosse o mundo da educação simplesmente a preto… ou branco (como já foi o mundo antigo), e tudo seria, talvez, fácil. Dois tiros e pronto. Mas não é.

    “Da criança nada há a exigir senão que se desenvolva segundo o seu ritmo, e toda a interferência tiranizante do indivíduo adulto (…) não lhe pode ser senão prejudicial; o respeito pela personalidade infantil, a recusa de toda a acção modeladora, decorrem naturalmente da ideia de que o impulso vital da criança é soberano.”

    Agostinho da Silva

    filósofo?
    pensador?
    visionário?
    franciscano de Assis?
    abrilista excessivo?
    rabeta pós-moderno?
    charlatão intelectual?
    outro Sócrates prostituidor da juventude?
    traidor à pátria?

    Dava-me jeito saber em que ficamos!

  27. Agostinho Silva era lélé da cuca. Só assim é que se explica falar em “interferência tiranizante dos adultos”. Pedagogias da batata de individuos que não sabem ser pais, nem educadores nem modelos para a juventude. Esta precisa para se desenvolver de modelos, de referências. Não de adutos acriançados que se coloquem ao lado (e não à frente)deles e não os dirijam. Não querem pais e professores “companheiros”. Para companheiros têm os miúdos da sus idade. Precisam é de homens e mulheres a sério para os guiarem e ensinarem. No ensino há hierarquia entre docente e discente. Uma escola não é uma “casa da Joana”. Normalmente esse papel de modelo cabe aos pais e professores. Se estes se demitem dessa responsabilidade de interferir no desenvolvimento da criança, esta será um adulto falhado e angustiado, tal como os bananas que teve o azar de lhe sairem como pais ou professores.

    É a mesma teoria miserável da vitimização e desresponsabilização que tende a ver o patrão como explorador tiranizante (marxismo) ou a mulher como escrava do homem (feminismo). Tudo teorias falhadas que conduziram as sociedades a tragédias económicas e sociais dramáticas, ou à destruição das relações entre géneros no decadente ocidente. Tal como a pedagogia eduquesa, esse vómito de mentes doentes e imaturas, destruiu a formação da personalidade e a capacidade profissional de gerações inteiras de jovens.

    Quousque tandem abutere, eduquensis, patientia nostra ?

  28. Não tenho nenhuma simpatia pelos ditos do velhote, mas também não me parece que se lhe possam imputar responsabilidades pelo estado deplorável a que chegou a nossa educação.Não estarão (os eduqueses)a querer usá-lo como escudo?

  29. Não sou eduquês, nem professor, nem ‘especialista’ da educação, nem técnico do ministério, nem tenho qualquer admiração pelo velhote. Mas conheço quem tenha.
    Eu apenas vejo com preocupação o que se passa à minha volta, e tropecei nestas coincidências entre o pensamento do mesmo velhote e o da vasta fauna que já vi responsabilizar neste blog. Faltava um lelé da cuca, indiscutivelmente cúmplice.

  30. Estou muito impressionado com a vossa capacidade intelectual , não estou a brincar!

    Já vi algumas frases aqui escritas que nunca pensei que pudessem ser construídas com rítmo sentido e coerência ao mesmo tempo, não servem para nada é um facto , mas é bom Português sem dúvida
    e, isso, já é alguma coisa .

    Os melhores oradores políticos da Assembléia da República são colocados a um canto.

    Os diálogos são um pouco agressivos , Gênero faca e alguidar chique , mas deve
    saber bem desabafar desta maneira! Reconheço que sinto um pouco de inveja
    talvez um dia destes esteja a vossa altura.

    Vá, respeito na casa , com toda a boa disposição que é necessária , a verdade é que os Blogs já denunciaram e tem ajudado muita gente e muitas coisas a seguirem outros caminhos e isso é bom.

  31. Então os eduqueses ? Não vêm defender a sua dama, mais que ultrajada ? Se calhar até eles pensam que a reputação desta não tem conserto… ou será que se acobardam ?

  32. O último comentário de Euroliberal faz-me lembrar a figura dum barba-ruivas, que anda por aí a perguntar quantos são.
    Ora eu não tenho por dama minha a educação ‘eduquesa’. Bem ao contrário, antes penso que ela nunca será ultrajada bastante. E compreendo a sua agitação. Mas quero lembrar-lhe que levanta demasiada poeirada, quando podia trazer à consciência geral coisas mais úteis e escorreitas.
    Começa por imputar o eduquês à ‘Abrilada’. Do mesmo passo que confunde a mesma com a enxurrada maoísta/direitista que hoje anda aí pelo poder. E que na altura nem eduquesa era, se o seu objectivo apenas foi gerar o caos. Sabe-se porquê.
    Apesar disso, para Euroliberal, dos ‘excessos da Abrilada’, o eduquês perdurou. Deu-lhe jeito desconhecer o que antes havia, e quanto era preciso mudar, e que é sempre muito complicado criar algo de novo e de melhor.
    Mas fica-se a saber que não se importa de adulterar os factos, desde que isso sirva para fundamentar a sua sentença redutora: fuzilamento em massa.
    Mais tarde corrige o tiro e concede melhor entendimento do que se tem passado. E o eduquês deixou de ter um rosto a que se aponte a mira. É uma moda, uma tendência, um equívoco monumental com efeitos à vista, e sobre isso não é difícil o consenso. Euroliberal fica sem figuras concretas para sentenciar, mas mesmo assim manda esmagar os vermes e os traidores. O que vier à rede.
    O eduquês é um delírio. Como outros. Anda por aí na educação, na cultura, na arte em geral, na vida cívica, no poder local, nos mercados da riqueza e da miséria, nas estradas, nos comportamentos, nos modos de viver, a bem dizer já chegou à Madeira.
    Euroliberal resolvia isso com dois urros. De que é que está à espera?!

  33. Ái, áiái ái ái… Tratar assim o Santo Agostinho da Silva. Nem sei o que vos diga… A minh’alma ficou parva (Não com o comentário original mas com os subsequentes.).
    Em termos hermenêuticos e no que concerne à exêgese bíblica determinou-se que a “chave” a aplicar para a interpretação das sagradas escrituras era a da «Boa Vontade», i.é., na dúvida vê/lê as coisas pelo seu bom lado. Ora releiam lá essa passagem do Agostinho mas agora com bons modos, ui, quero dizer, com bons olhos.

  34. (E agora, que já ninguém nos ouve.)
    Ana Vieira de Castro, na revista XIS, do Jornal Público, num dia qualquer:

    “Mais tarde ou mais cedo, todos percebemos qual é o nosso maior talento e tentamos investir nele. A aposta nesse primeiro talento parece certa e natural, mas hoje em dia sabemos que a inteligência fica potenciada se conseguirmos desenvolver os chamados segundos talentos. Os especialistas em comportamento e motivação que identificaram a Inteligência Emocional (IE), classifica-na como a forma mais completa de inteligência. A IE define-se como o largo espectro de talentos e capacidades que todos temos. Racionais, relacionais, afectivos, artísticos e por aí adiante. Por sermos todos dotados de muito mais do que um talento, vale a pena identificar os outros e cultivá-los.”

    p.s.: A frase do título pertence a Robert A. Heinlein.

  35. caro jorge carvalheira,

    embora algo tardiamente no debate, gostaria de lhe dizer que o li e gostei muito de o ler. um discurso reflectido, fundamentado.

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