Cuidado: isto começa com gritos

Os Tilly And The Wall são um dos segredos mais bem guardados da música do novo continente. Entre as inúmeras virtudes destes meninos, conta-se a curiosidade de a percussionista da banda, Jamie Williams, ser uma bailarina, isto é, ela substitui a bateria pelo som amplificado do seus sapateados e palminhas (o que, convenhamos, faz todo o sentido e apenas fico surpreso por ninguém se ter lembrado disto antes). Mas o que realmente faz dos Tilly And The Wall uma das minhas bandas favoritas é o facto de produzirem a música mais boa-onda e bem-disposta do planeta. Agora, quando um rapaz chamado Kinga Burza (Ungashaka! Ungashaka!) se junta a esta malta para realizar o vídeo de «Sing Songs Along», o resultado não é apenas uma desbunda de som, imagens e euforia, mas um dos objectos mais belos e rejuvenescedores que já vi na minha vida (e vocês sabem que não sou gajo para exagerar nestas merdas). A sério: da próxima vez que se sentirem em baixo ou tristitos, esqueçam lá o Red Bull (que é um beneno) e afinem os sentidos para esta pequena maravilha.

Uma versão do vídeo com maior resolução (Quick Time) pode ser vista aqui.

22 thoughts on “Cuidado: isto começa com gritos”

  1. Já me puseste bem-disposto, menino, são giros.

    Sininho eskulpa lá ter atravancado a Ota mas andava com enxaqueca a esse propósito.

  2. Sim, não duvido. Mas não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão. De resto, a música é muito agradável, é “feliz”, apenas não estando perfeitamente sintonizada com o meu gosto. Como vês, sou um burro a olhar para um palheiro.

  3. Era a Duras que dizia isso, não? Olhos azuis, cabelo negro, écharpe de seda negra, catrapum! Mas eu voltei a gostar de ver… ou será que gostei de voltar a ver?

  4. ein kpk! Não havia como a Duras para me deixar triste, mas era tão belo que não resistia, aquele ‘não há uma segunda oportunidade para um primeira impressão’, pareceu-me lembrar que tinha lido nela, e também na Agustina. Ando curioso a pensar que se calhar: ‘não há primeira impressão para uma segunda oportunidade’ :)(?)

  5. ‘não há uma segunda oportunidade para um primeira impressão’ / ‘não há primeira impressão para uma segunda oportunidade’

    Isto dava uma dissertação filosófica sem fim.

  6. A Duras atirou-me contra uma parede, e depois um abismo, que eu nem sabia que existia: a tristeza irreparável dos desencontros irreversíveis, fatais. Mas agora não é tempo de Duras, tenho que voltar a ler a ‘obra ao negro’, depois de recomprá-la, porque dei já nem sei a quem. E entretanto leio o Átila.

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