«Modernos escravos»

Em comentário ao post Uma agenda ibérica?, a nossa comentadora Sombra produziu o texto que aqui se transcreve.

o direito dos povos à sua autonomia é uma conquista muito importante. há alguns k ainda lutam por ele, vejam o caso dos tibetanos. a luta pela liberdade, o direito a não ser subjugado por outro povo, não é uma questão de esquerda ou direita. tanto uns como outros têm interesses aí. o k acontece é que são por vezes parciais: defendem esse direito quanto a uns povos, e recusam-no a outros conforme os interesses geoestratégicos que defendem. eu, como portuguesa k sou e ciente de que mesmo ganhando mais, não estaria melhor dominada por castela, prefiro de longe lutar para k o meu país, com todas as debilidades k tem, permaneça uma pátria livre. sabem como nos classificaram os romanos quando aqui entraram? como um povo de escravos k trabalhava para os castelhanos. escravos de castela… é isso k querem voltar a ser? a troco de quê? mais uns tostões no bolso? a dignidade e a liberdade não se vendem. e isto não é de direita ou de esquerda, é um valor humano. bascos, catalães e galegos ainda hoje lutam por isso…querem deitar fora aquilo porque outros estão dispostos a morrer? portugal é uma conquista de todos nós e um direito que legamos aos nossos filhos. escravos modernos, é isso k querem para eles? na galiza só é aceite o galego escrito e falado à espanhola, a norma linguística imposta por castela. aqui há uns anos uns professores de galego que ensinaram a norma de raiz portuguesa (a verdadeira, a do galaico-português) tiveram processos disciplinares e já nem sei se foram mesmo presos… eu própria – em tempos idos que não há muito – transportei para a galiza (a pedido de amigos galegos) livros sobre a galiza e portugal que eram proibidos lá. porquê ? porque eram sobre a independência da galiza, ou defendiam a norma linguística proibida! temos é de lutar por viver melhor neste país, não vendê-lo mais do que já está. não ficaremos melhor. isso é uma ilusão. olhem o k nos aconteceu com os filipes e olhem o que está a acontecer agora: não nos estão a ajudar em nada, colocam a todo o momento obstáculos à entrada das nossas empresas e entram tanto quanto podem aqui, para quê? deixam aqui o dinheiro? não, levam-no para a sua pátria e vão. nos deixando cada vez mais pobres a nós. já se esqueceram do que nos tentaram fazer com o petroleiro que destruiu a costa galega? mandá-lo para aqui, só não entrou pk tínhamos um governo que o impediu (e tb não interessa se era de direita ou esquerda, interessa k nos protegeu). mas a galiza não escapou e castela não a protegeu. abandonou-os, lembram-se ? é isso k quereriam para nós? e não, não troco o alentejo e o algarve pela galiza. algarvios e alentejanos, são portugueses, os galegos… bem, são galegos…têm algo a ver connosco, mas não são portugueses. ao longo da história assim o foram provando. Viram-se para nós quando lhes interessa para “chatear” castela, mas depressa se voltam contra nós e nos traem a favor de castela quando têm algo a lucrar com isso. queiram ou não queiram, portugueses somos nós, e ou fazemos algo por este país, ou estamos perdidos. ninguém vem cá dar-nos nada. só tirar se puderem. não tenham ilusões. nunca ouviram dizer que não há almoços grátis?

Sombra

51 thoughts on “«Modernos escravos»”

  1. Portugal já acabou há muito tempo, na altura em que abandonaram Angola e Moçambique nas mãos de outros “espanhóis”!

  2. 25 de Abril de 1974

    Duzentos capitães ! Não das caravelas

    Não os heróis das descobertas e conquistas,

    A Cruz de Cristo erguida sobre as velas

    Como um altar

    que os nossos marinheiros levavam pelo mar

    À terra inteira !(Ó esfera armilar. Que fazes tu nessa bandeira?)

    Ó marujos do sonho e da aventura,

    Ó soldados da nossa antiga glória,

    Por vós o Tejo chora,

    Por vós põe luto a nossa História !

    Duzentos capitães destes de agora ! (Pobres inconscientes)

    Levando hilares, ufanos e contentes

    A Pátria à sepultura,

    Sem sequer se mostrarem compungidos

    Como é dever dos soldados vencidos,

    Soldados que sem serem batidos

    Abandonaram terras, armas e bandeiras,

    Populações inteiras

    Pretos, brancos, mestiços (Milagre português da nossa raça)

    Ao extermínio feroz da populaça.

    Ó capitães traidores dum grande ideal

    Que tendo herdado um Portugal

    Longínquo e ilimitado como o mar

    Cuja bandeira, a tremular,

    Assinalava o infinito português

    Sob a imensidade do céu,

    Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,

    Um Portugal em miniatura,

    Um Portugal de escravos

    Enterrado num caixão d’apodrecidos cravos !

    Ó tristes capitães ufanos da derrota,

    Ó herdeiros anões de Aljubarrota,

    Para vossa vergonha e maldição

    Vosso filhos mais tarde ocultarão

    Os vossos apelidos d’ignomia…

    Ó bastardos duma raça de heróis,

    Para vossa punição

    Vossos filhos morrerão

    Espanhóis !

  3. Ratinho:
    O pior cego é aquele que não quer ver.
    E se V. não quer ver que essas coisas do Portugal do Minho a Timor, e do Portugal multirracial(grande como de Lisboa à Rússia), e da pátria pelo mundo em pedaços repartida, nunca foram mais que sonhos com que nos encandearam os olhos, e mitos com que nos quiseram tourear (e amansar), não são agora duas palavras apressadas que vão convencê-lo do contrário.
    A verdade é que já era tempo de V. ter descoberto isso, se abrisse os olhos para o mundo.
    E de saber que o maior mal de Portugal foi justamente andar 500 anos armado em judeu errante, a ‘descobrir’ mundos para outros lhe apanharem os cocos, a pôr ovos em ninhos alheios, como os cucos, em vez de fazer o seu próprio ninho no seu próprio galho.
    É espantoso como V. ainda não percebeu que Angola e Moçambique e as piranhas da Amazónia e os pântanos da Guiné e o mar de S.Tomé e o pico do Ramelau e os sinos da velha Goa e as bombardas de Diu nunca foram Portugal, homem! Portugal foi sempre, e só, isto que está aqui, entre o Minho, e Riba-Coa, e a Amareleja, e o mar do Algarve. Tudo o resto foram tretas, e fumo, e nevoeiro.

  4. Xanzinho, que dizes desta dos galegos serem interesseiros?

    Eu bem que conheço alguns portugueses que tão depressa abrem os braços à Galiza só para chatear Castela, como no dia seguite já mandam os galegos para o caneco sob o argumento de que “são espanhóis”.

    Não que eu trocasse o Alentejo e o Algarve pela Galiza, mas dificilmente considero que os galegos têm apenas “algo a ver connosco” ou que nós, portugueses, temos qualquer autoridade moral para os acusar de ser interesseiros. Basta lembrar o triste exemplo que foram as palavras de eurodeputados portugueses a respeito do galego-português numa reportagem da RTP em Janeiro deste ano, ou a frequência com que um português insiste em falar castelhano com um galego que se dirige a ele em galego-português(porque se vem de Espanha, é tudo espanhol).

    Tendo em conta o problema linguistico na Galiza, acho que é o além e não o aquém Minho que tem muitos mais motivos para se queixar de abandono e segundas intenções.

  5. Zé Luis:

    Outro épico?! Outro vate dos alcáceres de antanho?!Você não merece o pão que come, homem!

  6. Embora reconheça algumas das evidências contidas neste poste, não posso estar mais em desacordo.
    Esta é uma querela velha e inultrapassável.
    Constatar-se, no presente, que o mercado se globalizou, não é sintoma de hegemonia política e linguística espanhola (castelhana).
    Também nem sei se esta é uma questão fracturante e que possa, em último recurso, ser alvo de um referendo a todos os títulos inconstitucional.
    De facto, este tema, não me parece prioritário, mas admito que pessimistas do quilate de Vasco Pulido Valente e similares gastem rios de tinta sobre o assunto.
    Ao contrário do que o poste quer fazer crer, advogando que este tema paira acima da dicotomia esqueda/direita, vejo nele, pelo contrário, como que a apologia a um isolacionismo bafiento e salazarento.

  7. Sombra:

    Que necessidade tem de se pôr a fazer vénias a um ministro da defesa que ‘nos protegeu’ do barco da nafta?
    Quem nos protegeu foi a Senhora de Fátima, que o partiu ao meio antes de cá chegar! Ou não foi?

  8. “Senhora de Fátima”?

    Seria a fátima felgueiras? Era gaja para isso!

    Ou refere-se vossa mercê ao virgemshopping da fé, ali para os lados de Ouroem caixa…?

    Até já.

  9. O seu discurso é interessante, mas corre o risco de dentro de algum tempo, com a crescente emigração, vir a não ter sentido.

  10. Renato C:

    Claro que era a isso que eu me referia, e também é isso que me agrada chamar-lhe!
    Mas “um módico” de pudor (esta é boa,anh!), algum respeito por quem nisso crê, e a minha falta do seu descoco (será vastidão de espírito?) impediram-me disso.

  11. Jagudi

    A Descolonização de Soares & Companhia foi exemplar, exemplaríssima: na Guiné a idade média da população é de 35 anos.

  12. descoco

    substantivo masculino

    1. desplante; descaro; pouca-vergonha;

    2. audácia;

    3. disparate;

    (Deriv. regr. de descocar)

    Dicionário da Língua Portuguesa, Diciopédia 2004, Porto Editora

  13. Ratinho:
    Das duas uma:
    Ou V. não estava na Guiné, quando essa história da descolonização aconteceu, e por conseguinte não fará ideia do que por lá se vivia…
    Ou então estava, e viveu aquilo tudo, e acha que era possível fazer muito melhor.
    Só que eu não me lembro de o ter visto a si, de canhota na mão, de peito feito no meio da bolanha, a levantar, ameaçador, os esplendores da epopeia, e a avisar os turras de que só por cima do seu cadáver. Porque é que o não fez, homem?
    Custará assim tanto a perceber que o problema colonial devia e podia ter tido uma solução negociada até 1970 (ou por aí)?
    Esquecendo nós aqui as gulas imperialistas internacionais, custará muito perceber que a única hipótese de evitar a catástrofe anunciada seria discutir à volta duma mesa, procurando salvaguardar direitos e gentes?
    Custará muito perceber que as tragédias várias da descolonização devem ser assacadas à demência dos políticos de Lisboa, (esses que V. ainda admira)que a seu tempo se limitaram a meter brancos e pretos num braseiro, por respeito ao senhor infante Dom Henrique e aos seus próprios interesses patriotas?
    O que é que o Soares tem a ver com isso?
    Já agora, diga-me lá! Se V. fosse o gen. Vassalo e Silva, e comandasse na famosa Goa, em 1961, 3500 maltrapilhos, sem munições nem armas; se um dia acordasse diante de 45 mil indianos que a reclamavam; se recebesse de Lisboa a ordem de resistir até ao último homem… o que é que V. fazia? Punha-se à frente deles e atirava-lhes com o canto V d’Os Lusíadas?
    Sinceramente… já chateia, este discurso patrioteiro duns gajos que insistem em nos tomar por parvos, e que no tempo colonial compravam divisas de furriel amanuense, para não terem que ir passar umas férias no mato, à frente duma companhia de atiradores!

  14. A Morte de mais um Miserável
    Após o 25 de Abril de 1974 Carlos Fabião foi graduado em brigadeiro e nomeado governador e comandante-chefe da Guiné, tendo como missão fazer a transição deste território para a independência, que consistiu simplesmente na entrega ao PAIGC. Foi conovente com a chacina de quase todos os guinéus que combateram do lado português, principalmente os gloriosos «comandos africanos», assassinados impiedosamente pelo facínora do Cabral, que vide há já alguns anos imponemente em portugal à custa dos nossos impostos.
    Regressado da Guiné, foi escolhido pelo MFA para desempenhar as funções de chefe do estado-Maior do Exército. Foi um desastre completo! Sob o seu comando ocorreu a mais completa degradação da disciplina e da coesão do Exército. Foi nesta altura que se deu o juramento de bandeira «revolucionário» no Ralis, a 21 de Novembro de 1975. Foi corrido no dia 25 de Novembro de 1975.
    Pelos crimes contra a Humanidade de que foi o responsável, fazemos votos de que tenha ido directamente para o Inferno!

  15. 90 milhões de pessoas em África estão infectadas com o vírus da SIDA.

    As Descolonizações Exemplares estão a dar Frutos.

  16. Esta deriva pela descolonização está galharda…
    Pensava que íamos discutir a deriva ibérica, mas okis, mudámos de continente, afinal Gilbraltar está tão perto…

  17. Fernando,

    Eu não poderia estar mais de acordo. Só que acho que é possível defender uma certa “iberização” sem por em causa a autonomia Portuguesa que tanto trabalho nos deu a conquistar.

    A peninsula ibérica é feita de povos e culturas. Acho que se deve formentar o diálogo entre culturas ibéricas e isso não implica que Portugal tenha que se subjugar a Castela. E, portanto, acho que nesta perpectiva uma certa iberização é aceitável. E foi desta forma que eu interpretei as palavras do ministro.

  18. Nuno,

    1. Essa sua ideia de uma «iberização» da Península, com Portugal, Galiza, Castela, Euskadi, Catalunha etc., todos em pé de igualdade, é em si grandiosa. E as várias periferias espanholas haveriam de abraçá-la. Mas atenção: «Castela» poderia alinha numa ainda maior autonomia, mas nunca aceitaria tantas independências. E lá íamos nós, para sermos iguais, diminuir a nossa, e talvez acabar por perdê-la.

    2. É simpático da sua parte, essa recuperação das palavras de Mário Lino. Mas pode crer: não foi isso que ele quis dizer. É perfeitamente nítido que ele só visa Os Dois Estados Ibéricos. As periferias espanholas para ele são alcagoitas (traduzo «peanuts», claro). Repare que ele estava na Galiza, quando falou. Nem um neurónio na cabeça dele pensava nas periferias.

  19. Fernando,

    Mas quem é Mário Lino para considerar as “periferias espanholas” como «peanuts»?
    Quer com isto dizer que tanto na sua cabeça, como na dele a Catalunha e o Euskadi, já são estados?
    Visão demasiado futurista, não?

  20. Nuno, de novo.

    Extraio do Semanário de 5 de Maio. Assina Jorge Ferreira.

    «Sejamos claros: um iberista, tal como o ministro se define, é uma pessoa que não crê que Portugal deva ser um Estado independente, que defende que na Península Ibérica só deve existir um Estado e, se não for absolutamente irresponsável ou inconsequente, fará tudo para que isso aconteça.»

    «Esclareço: por mim, o cidadão Mário Lino (Mário Lino Soares Correia) está no seu realíssimo direito de ser comunista, de ser socialista, de ser iberista, de ser o que ele quiser. Vivemos num país livre, apesar da sua antiga militância partidária o ter procurado evitar. Mas eu estou no meu direito de pensar que um iberista não tem condições para governar um País, por mero acaso o meu, cuja existência no mínimo discute e no máximo não deseja.»

    E hoje no Expresso há um também excelente artigo de Fernando Madrinha, de que destaco:

    «A menos que Mário Lino fale uma língua diferente, ou as palavras já não sirvam para nada, alguém que se proclama «iberista confesso» não deve integrar o Governo de um país cuja soberania foi conquistada precisamente contra as teses iberistas, com este ou com outro nome. Se não esclarecer o mal-entendido – admitindo, contra todos os indícios, que ele possa ter existido – todas as suas decisões passadas e futuras ficarão sob suspeita.»

  21. Jacinto de Tormes,

    Nem na cabeça dele nem na minha há mais do que dois Estados na pensínsula. A diferença está em que ele (tudo o indica) vê na Espanha um Estado Unitário, e eu não. Não que o que eu ache, a tal respeito, tenha a mínima importância. Mas sei que há muitos espanhóis que consideram a Espanha um Estado plural.

  22. Fernando,
    tem piada o prurido dos jornalistas citados.
    Jornalismo “militante” (à boa maneira do Expresso) o do Fernando Madrinha e o de Jorge Ferreira.
    Em que qualidade (de jornalistas ou de cidadãos com opções partidárias) é que pedem esclarecimentos ao ministro?

  23. Jacinto e Nuno,

    Encontrei os dois artigos em http://forum.autohoje.com/topic.asp?TOPIC_ID=76857&whichpage=2, veja por onde ando.

    É daí que retiro mais esta, de Manuel Alegre, no Expresso de 06/07/2002, do artigo «Portugal difícil».

    «Gostar de Portugal é quase um delito de opinião. […] Tenho saudades da palavra Pátria. Gosto de Espanha, mas sou português. Culturalmente ibérico, politicamente português. Gosto da Europa, mas como o poeta Afonso Duarte, «Quero ser europeu/ Num canto qualquer de Portugal.» É difícil, eu sei. Ser patriota português é o mais politicamente incorrecto possível. Só se pode ser patriota americano. Ou espanhol. Mas não quero Portugal relegado para uma periferia moral e política.»

    Não costumo citar tanto, abomino as «autoridades». Mas há pessoas que dizem, ou disseram, e bem melhor, as coisas que eu queria dizer agora.

    E só mais isto: em artigos de opinião, um jornalista pode ser «militante». Dá-se-lhe espaço para isso. Também para isso. Que é que você tem contra?

  24. Nuno,

    Desculpe. A tirada final era, compreendeu, para o Jacinto de Tormes (quererá ele dar um abraço ao José Fernandes?).

  25. Fernando,

    não tenho nada contra. Mas a veemência de Fernando Madrinha, no Expresso, talvez seja inusitada e antes própria para figurar num Bloguítica, por exemplo…e não num jornal que se diz de “referência”.
    Mário Lino, não me passou qualquer procuração, nem sou iberista ferrenho, todavia, entendo continuar existir espaço para a “portugalidade” independentemente dos circuitos económicos-financeiros.
    Foi isso que tentei dizer no meu comentário das 11:46AM.
    E, ao contrário, dos “empresários” do Compromisso Portugal, que muito apregoam e concomitantemente vendem as empresas ao desbarato, aos espanhóis, não reclamo mais centros de decisão para Portugal…
    Soubessemos nós gerir o que ainda nos resta.

  26. Fernando,

    Esta discussão, como é óbvio, não é nova. Recordo-me de um episódio recente e a discussão que ele em Portugal. Foi em Janeiro de 2005, quando o senhor Carod-Rovira, que era (não sei se ainda é) líder dos independentistas da Esquerda Republicana Catalã, veio a Portugal dar uma conferência na FMS. Recordo-me também da reacção, quanto a mim exagerada, de Helena Matos num artigo do Público a propósito do que o Senhor Rovira veio a Portugal dizer. Que foi (cito do artigo da Helena Matos):

    “Devemos passar de uma concepção unipolar do Estado para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau, certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta península que nunca foi concluída.”

    Eu, pessoalmente, não me choco assim tanto com esta visão da Ibéria. Há também a excelente resposta do Rui Tavares ao artigo da Helena Matos no Barnabé (http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/068306.html)

    Na minha opinão, uma maior integração de Portugal nas comunidades ibéricas, sem comprometer a sua autonomia, é bem vinda e um debate sobre este assunto saudável. Irrita-me um pouco a reacção histérica do “De Espanha nem bom vento, nem bom casamento”. Acho que uma certa Iberização, sem comprometer a autonomia Portuguesa, pode ser saudável.

  27. Acima, deve ler-se “a discussão que ele gerou em Portugal”. Esta caixa de comentários não dá jeito nenhum, é pequeníssima!

  28. Nuno,

    A passagem percebeu-se perfeitamente. Pense na redundância, uma das maravilhas do cérebro humano. De resto, esta caixa não é grande.

    Carod-Rovira continua no posto, mas corre o sério risco de o seu ERC ter de abandonar o governo catalão, ao aconselhar o «não» no referendo sobre o «Estatut» em Junho.

    Repare que Carod põe Lisboa ao mesmo nível que, por exemplo, Barcelona. O não lembrar o estatuto muito particular de Lisboa – ser a capital de um Estado – torna a proposta dele, pelo menos, bizarra. Não, não me parece um aliado incondicional.

    O post do Rui Tavares é (como todos os dele) de magnífica feitura. O excesso, a caricatura, fazem parte do género.

  29. Não concordo com Sombra.

    A norma galega oficial não foi imposta por Castela. Pobre Castela!, onde vai que é só mais uma região de Espanha. E quase das pobres! A norma galega foi imposta pela Xunta de Galicia, governo autónomo apoiado pela maioria dos galegos. Fomos, e continuamos a ser, os galegos quem escolhemos essa norma horrível para a nossa língua. Os pobres castelhanos nem sabem de que vai o conto. A culpa da norma que temos é nossa e só nossa.

    Livros sobre independência e Portugal proibidos na Galiza? Suponho que seria em tempos de Franco. Esses tempos já passaram. Argumentar com os tempos de Franco para atacar a Espanha actual é tão ridículo como atacar a actual República Portuguesa com as actuações de Salazar. Hoje não há livros proibidos na Galiza.

    Com o Prestige também não foi Castela quem abandonou à Galiza. Foi o governo de Espanha, e não só o governo de Espanha. O próprio governo da Galiza abandonou-nos e olhou para outro lado. E ainda assim, depois daquela catástrofe, o povo galego continuou a dar os votos ao PP galego nas eleições autárquicas celebradas pouco depois. Não queres caldo? toma duas taças. Os castelhanos, meus pobres, mais uma vez não têm nada a ver.

    “o que está a acontecer agora: não nos estão a ajudar em nada, colocam a todo o momento obstáculos à entrada das nossas empresas e entram tanto quanto podem aqui, para quê? deixam aqui o dinheiro? não, levam-no para a sua pátria e vão. nos deixando cada vez mais pobres a nós”

    Coitado. E que fazem os USA?, que faz o Japão? Ajudam a Portugal? Ou levam os quartos de Microsoft e Toyota à sua “pátria”? Eu paro sempre na GALP para encher o depósito do meu carro, ajuda-me a GALP? Ajuda-me Portugal? Ou leva os quartos para a sua “pátria”? Típico discurso nacionalista (são todos iguais): que bem estariamos nós sózinhos neste mundo, sem os extrangeiros a nos foder.

    Por último, a questão esquerda-dereita acho que é muito mais importante do que a nacional. Mais ainda, o nacionalismo é uma ideologia reaccionária. Todos os nacionalismos: o galego, o espanhol, o português, o catalão e o americano. Todos. Eu, quando menos, sinto-me muito mais próximo a um estrangeiro de esquerdas que a um “compatriota” reaccionário.

    Merda para as Pátrias. A galega incluida.

  30. Fernando,

    Concordo, a redundância é uma das maravilhas do cérebro humano. Outra de que gosto muito é o feedback.

    Na argumentação daqueles que se opõem a uma maior iberização de Portugal existe sempre o argumento histórico: Portugal é uma nação independente com mais de 900 anos. Mas às vezes esquecem-se do presente e teimam em não olhar para a realidade. No presente, Portugal faz parte de uma união de estados europeus.

    É bem verdade que Lisboa é uma capital de um estado e Barcelona não o é. Em comum, têm o facto de serem duas grandes cidades da União Europeia. São, creio, das cidades mais vibrantes desta união. Mas, se tivermos que comparar as duas em termos de peso, influência e impacto, cutural e económico, para a Europa, no presente, creio que, infelizmente para nós Portugueses, a balança pende para o lado de Barcelona. Por isso, melhor numa coisas, pior noutras.

    Em relação à iberização, trata-se de trabalhar para uma maior integração cultural e económica das regiões da peninsula ibérica. Para mim, isso implica pôr, em parte, os estados de parte. Não há Portugal nem Espanha, há, isso sim, comunidades e regiões da peninsula ibérica. Isto não põe em causa a sagrada autonomia Portuguesa, nem a não menos sagrada unidade espanhola.

  31. Caro Rámon,

    livros k defendem a independênca da galiza eram proibidos em espanha há uns 10, 15 anos o que em termos históricos é ontem. não estou certa de que o sejam ainda hoje, mas é provavel k continuem proibidos ,pk a lei espanhola proibe a defesa da independência das diferentes nações que compoem o estado espanhol. conheço gente presa por isso e que não sairá vivo da prisão, porque tem penas tão longas k não tem hipótese de as cumprir em vida. e gente k não matou ninguem!outros foram soltos, depois de torturados, deixados sem assistência, e sairam com a saúde desfeita.mais uma vez , gente k não matou ninguem : apenas defendeu a independência da galiza! é certo k o povo galego vota em fraga, mas certamente por outras razões – que não para k ele os impeça de escrever e falar o galego puro a mando de castela. traidores existem em todo o lado. até em portugal temos disso – como por aqui pode ver… é um mal universal! porém tenho dúvidas de k você seja galego…provavelmente é sim castelhano de aflito que está com essa sua ” pobrinã castilha ” k suga os impostos das outras nações e assim vive alegremente farta.mas se por acaso é mesmo um galego, só lhe digo k é o exemplo acabado daquilo que por lá desdenhosamente se chama ” um espanholeiro” e que aqui, menos subtilmente se chama apenas traidor. se você é, como eu creio, de facto um castelhano, e não galego como diz, aqui fica este antigo brinde para si:
    ” castelhano de castilha,
    nom fagas mal aos galegos, cando vam, son como rosas, cando vem, son como negros.” e já agora aqui quero deixar uma sentida homenagem para todos aqueles que, morreram ou ainda hoje sofrem nas prisões de castela em nome da liberdade da galiza!por São Jorge!

  32. caro zé luís,

    gostei muito, verdadeira e sentidamente, do seu poema.é claro k aparece sempre que esteja disposto a “vender a pátria por um prato de lentilhas” sem sequer se aperceberem de k as lentilhas serão sempre – e cada vez mais- escassas. não nos preocupemos com isso. nós existimos e exitirão sempre portugueses como nós. terão sempre que contar connosco.já perdemos a independência e voltámos a recuperá-la. as colónias … as colónias…foram o maior dos dramas.sangue e lágrimas para muitos, glórias para meia-dúzia. se me permite aqui lhe deixo um pequeno poema , creio que ez. pound :
    ” o que amas-te permanecerá,
    o resto é escória.
    o que amas-te é a tua própria herança”

    Saudações

  33. para quem acha que amar a pátria é ser de direita, uma pergunta: o grito da revolução cubana de ” pátria e libertá ” foi um grito de direita, o fidel é um tipo de direita? curioso…e defender a independência das colónias foi uma posição de direita? ai aí já não é de direita? então ser nacionalista é de direita umas vezes ( quando vos convém) e não é outras ( quando não vos convém)? algo incoerente, mas enfim…
    eu não sou de direita nem de esquerda : amo o meu país. é crime? quero defendê-lo. vão prender-me por isso? estou disposta a dar o meu melhor para que recupere, vocês não? o país é de nós todos, ou nos unimos para vencer, ou perdemos todos. não há almoços grátis.

  34. Comparável a esta discussão, e ao mesmo nível, não é fácil. Espero reconhecimento eterno por vos facultar estas Almas Gémeas com quem podereis discutir eternamente se Portugal sim e Castela nim, se Aljubarrota ou se Almansa, se S.Jorge ou Santiago…

  35. UFO,
    eu não faço vénias a ningúem.engoli um garfo quando era garota.
    vai ver bem como a coisa se passou: portugal não deixou entrar o barco nas nossas àguas. fizeram muito bem e eu, os peixes, as gaivotas e outros que tais que moramos cá no sitio ,agradeçemos muito.

  36. Ratinho:
    “A morte de mais um Miserável”
    Com essa cegueira furiosa, V. um dia falha o capote e estampa-se nas tábuas. Paz à sua alma. A festa não perderá por aí além!

  37. Cara Sombra,
    Que livros em defesa da independência da Galiza estavam proibidos em 1990 ou 1995? Que titulos e autores?

    Que a Constituição proiba a independência de qualquer parte do território espanhol não significa que esteja proibida a defesa do independentismo como opção política. De facto há muitos partidos independentistas em Espanha. Dous deles têm responsabilidade de governo no Pais Basco e em Catalunha. E um destes, Esquerra Republicana de Catalunya, abertamente independentista, sustém o actual governo espanhol (“o governo de Castela” sustentado por independentistas catalães!!)

    Como é possível que não prendam aos Carod-Rovira e companhia? Eles são independentistas. Querem pura e simplesmente a independência para Catalunha.

    Por que outras razões vota o povo galego a Fraga?

    Se era Fraga quem nos impedia falar e escrever o galego puro temo-lo fácil agora que governam os nacionalistas. Agora temos o caminho livre. Já verás como aginha vai o BNG derogar a actual normativa para o galego e implantar a normativa galego-portuguesa. Amanhã mesmo.

  38. Jagudi

    O elementar bom senso anda demasiadas vezes arredada da lógica e do juízo comuns do senhor Jagudi. As suas intervenções conduzem sempre ao reino do absurdo, põe a ridículo todos os outros comentaristas, com mentiras e meias-verdades que, geralmente, são mais insinuantes, conquanto insidiosas, do que a verdade. Divulga noções falsas, ou pelo menos, antiquadas.

  39. carissímo rámon,
    por acaso eu andei por lá antes dessa data.as coisas melhoraram um pouco? ainda bem…neste momento não lhe sei dizer quais exactamente eram os livros, mas posso assegurar-lhe que eram todos e quaisquer uns que defendessem a independência da galiza.alguns eram de autores portugueses, outros de galegos publicados em portugal e proibidos em espanha. basta que pergunte a algum seu compatriota destas lides que ele logo lhe especifica.também já não prendem e fixam as pessoas por riscarem os nomes das terras em espanhol e colocarem em galego? ainda bem se assim for… espero sinceramente que sim. já não vou há alguns anos à galiza- tornou-se incómodo, prendiam demasiada gente… fugi desses maus ventos, embora por lá outros bons ventos soprassem que me agradavam…saudações a santigo cidade- onde a minha juventude tanto amou. quanto aos bascos, coitados deles, até ter um partido lhes proibiram…claro que não prendem todos os independentistas ram. , mal parecia, vão deixando um ou outro para fazer vista… já agora, quando é então que essa espanha moderna, democrática,porreirinha, solta os prisioneiros politicos que tem hà anos e anos em vergonhosas condições encarcerados ? assim é que se via se é democrática ou não… quem não está envolvido em crimes de sangue porque tem que apodrecer em toda a vida nas prisões de madrid?hasta luego neno…

  40. Filósofo estrábico:

    V. acha que eu divulgo noções antiquadas, e eu posso prometer modernizar-me.
    Já quando me acusa de ‘pôr a ridículo todos os outros comentaristas’, lembro-lhe que apenas reagi a dois. V. é o terceiro.
    E agora diga-me cá: se um cantador vem aí, não responde a nenhuma das questões que lhe apresento, e se põe a injuriar o ten.cor. Fabião por ser um “miserável”, “responsável por crimes contra a humanidade”, o que é que eu posso fazer senão chamar-lhe uma besta?
    V. tem muito bom senso, e isso fica-lhe muito bem. Por isso mesmo não deve fazer como o outro. Não deve contentar-se com acusar-me de trazer aqui ‘mentiras e meias-verdades’, e divulgar ‘noções falsas’. Tem que me dizer quais são, para eu as emendar, ou para lhe dar a si uma resposta.
    Se não proceder assim, o que é que quer que eu lhe vá chamar?

  41. Sombra:

    Que lástima não te lembrares dos livros! “Todos e quaisquer um que defendessem a independência da Galiza” … mas não te lembras de nenhum. Vaya por Dios!

    Aqui já não prendem a ninguém por riscar os nomes das terras em espanhol porque esses nomes há tempo que estão em galego. Há bom tempo que não vens por aqui!

    Aos bascos não lhe proibem ter um partido independentista. Proibem-lhe ter uma organização terrorista. E os prisioneiros políticos bascos são terroristas: os maiores inimigos da democracia. Os autênticos reaccionários.

  42. Jagudi:

    O resmungo do senhor face à minha óbvia superioridade moral, não deriva de um sentimento de injustiça, mas de inveja. Apesar dos queixumes, o senhor não quer que os comentaristas sejam sérios, rigorosos e diligentes. A boa notícia é que, aos poucos, os seus comentários vão-se extinguindo, como uma vela. Poderá a “boa notícia” ser evitada ? Neste caso, talvez seja conveniente que a palavra vá fluindo em termos de conversa, que exista capacidade de improvisação, mas, ao mesmo tempo, que as grandes linhas do diálogo sejam definidas, fazendo com que o bom senso impere. Para isso é necessário que o senhor Jagudi esteja perfeitamente à vontade dentro da matéria que se trata.

  43. >já não prendem a ninguém por riscar os nomes das terras em espanhol porque esses nomes há tempo que estão em galego

    Meu… devemos ser de Galizas distintas logo… :P Eu farto de ver sinais em castrapo, espanhol e derivados, “pintadas” e “contrapintadas”, “La Corunas”, “Orenses”, “Poyos”, “La Tojas”, etc.
    Digamos, simplesmente, q a cousa esta algo melhor mas… so algo melhor.

  44. >Xanzinho, que dizes desta dos galegos serem interesseiros?

    Pois… q em toda parte há de todo… E galegos interesseiros há muitos, por suposto, e portugueses, e espanhóis, e chineses, e chilenos, e se calhar coreanos, a saber. Em relação a Portugal… O assunto Galiza/Portugal não conhece termo médio, polo geral. E fique dito q entre certos sectores “galeguistas” sempre aguardamos polo “Portugal redentor”, o filho pródigo q nos salvaria de Castela… Lembrades a história do Fernando I de Portugal? Pois ainda ‘tamos à espera ;)
    Galegos q só se lembram de Portugal se há negócio? Sim ó! E portugueses q só se lembram da Galiza por “El Corte Inglés” e “Zara”. Paciência!

    >alguns portugueses que tão depressa abrem os braços à Galiza só para chatear Castela, como no dia seguite já mandam os galegos para o caneco sob o argumento de que “são espanhóis”.

    Disso tb há.

    >Não que eu trocasse o Alentejo e o Algarve pela Galiza

    Eu tb não. Como galego entendo a Galiza e Portugal como dous países q conformam um continuo cultural e uma unidade linguística (com as suas lógicas variações), mas dous países. E Espanha fica ao leste. Não há drama se não queremos q haja drama.

    >o triste exemplo que foram as palavras de eurodeputados portugueses a respeito do galego-português numa reportagem da RTP em Janeiro deste ano

    Aquilo foi quase tão patético como os “integristas” do ILG-RAG a defenderem um modelo linguístico fracassado desde o começo, ou um novo governo galego a apoiar uma política linguística ineficaz (existe acaso?); ou mesmo outros integristas a tentar impor o português padrão amanhã às 8 em todo o território galego… Eu feliz mas… isto vai levar tempo.
    Acredito na ideia de q todos temos a nossa parte de culpa, e de q Madrid nem sabe nem suspeita a metade de toda esta léria… Pronto, tb é pq a Espanha fez o seu trabalho na altura, mas sabendo isso deveríamos ser um pouco mais espertinhos e usar aquilo da “planificação estratégica”.
    Andamos sempre a chorar polo mesmo caralho! Levamos 20 anos dando voltas sobre o mesmo.

    >a frequência com que um português insiste em falar castelhano com um galego que se dirige a ele em galego-português(porque se vem de Espanha, é tudo espanhol)

    Ah pois! Aí sim sou intransigente! (todos temos o nosso pequeno recanto integro-fascista no coração! ;) Melhor reconhece-lo e confrontá-lo q calá-lo, dizem! ;) ). Com esses nem falo, é dizer, comigo morre a conversa se dadas as explicações necessárias termam com o espanhol. Sinto-o muito, para isso já não tenho pachorra.

    Pronto, q a cousinha ‘tá bastante mal e q de continuar assim em 100 anos Galiza será mais como a região espanhola de Múrcia e em Portugal estaredes todos falando hindi, futura língua dos negócios (esquecede o chinês e, por suposto, o inglês) ;) Com sotaque de Goa! Isso sim! ;)
    Mas sabedes como ia aquela canção?: “Ainda q a escrevam outros fazemo-la nós, a nossa história fazemo-la nós”… E a outra música?: “Primeiro o orgulho! Depois o bandulho!”

    Reflexões baratas a peso :)

  45. A menina sombra leu as notícias acerca daqueles portugueses do interior que eram recrutados por ciganos portugueses para trabalharem sem vencimento para ciganos espanhóis?
    E aquela notícia sobre os portugueses presos nas quintas das Astúrias que lavavam “porrada” se saíssem da propriedade?
    E aquela notícia das estufas na Holanda?
    E aquelas notícias da Suiça, Alemanha, Irlanda etc.?
    Escravo por escravo prefiro ser escravo com dinheiro no bolso.
    Ainda bem que a Sombrinha tem condições para ficar por cá que lhe permitem debitar patriotadas destas!
    X.

  46. O Fernando Venâncio é um tumor de reaccionarismo neste blog. Façam-nos um favor e expulsem-no, nem que tenham que mudar o nome ao blog como fizeram pra despachar o Moura. Obrigada.

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