Vinte Linhas 765

Victor De La Fuente – a bandeira é uma peça de puzzle

«Realidades paralelas» é o título de um conjunto de quadros de Victor De La Fuente (n.1975) em exposição na Rua da Misericórdia nº 30 (ao Chiado) até ao dia 12 de Maio, de terça a sábado, das 10 às 19 horas. Coisas paralelas também porque mudam em relação ao que se espera das pessoas e dos objectos. Pintor e ilustrador, Victor é licenciado em Psicologia, colabora no semanário «Magazine» e a sua obra tem passado por galerias de muitas cidades como Santander, Braga, Madrid, Sevilha, Cartagena, Alicante, Porto, San Sebastian, Gijon, Córdova, Leon, Málaga, Vigo e Lisboa.

Não se espera de um barco que vá sulcando o céu azul e leve como bandeira uma peça de um puzzle. Esse mesmo puzzle pode ser um cais ou um arranha-céus onde um homem perdido e atónito procura voar até ao barco de onde caem as letras do alfabeto mais insólito. Não se espera de uma lâmpada que seja também um balão de hidrogénio para levar o passageiro aflito ao barco que vai sulcar o céu azul, tão azul como o oceano. Não se espera que a secretária seja uma caixa abandonada onde o candeeiro não faz sentido nem está ninguém. Neste mundo criado por Victor De La Fuente, os barcos valem mais que as secretárias, as viagens são mais importantes que os ficheiros, o sonho faz esquecer a rotina.

E da caixa do homem atónito e ansioso por não perder a viagem saltam sete bonecas, sete canções, sete melodias que voltam costas à rotina cinzenta e também procuram o fascínio da viagem. Os sete da caixa vão cantar todas as mais inesperadas cantigas de roda ali onde não se sabe onde fica a ponta do cais de embarque ou o terraço do arranha-céus da cidade onde o néon dos anúncios nos telhados não apaga as luzes das estrelas da noite dos sonhos.

3 thoughts on “Vinte Linhas 765”

  1. agora até tens vergonha de dizer que a exposição é nos amiguinhos allarves, só botas o endereço a ver se escapa a cumplicidade trambiqueira. gostei bués da interpretação poética que fazes do “cambios” e assim à primeira vista parece-me que te falta a peça principal do puzzle, aquela que foi de bandeira, agora só falta a edp cortar-te a luz para pôr em evidência a tua queda artística.

  2. Mal escrito, sem pontuação adequada, assassina o enfâse que tenta imprimir ao escrito, assassinando mais uma vez as palavras que Deus, Nosso Pai, nos deu para utilizarmos devidamente.
    Desconhece o parágrafo, não conhece o leitor, nem tem capacidade para criar o leitor.
    Sem munto interior. Esta é a fotografia do autor do poste, vulgo, bosta, acima dedilhada.

    Uma confusão de palavars, tal qual a mistela da maria cabacu silba, quando se veste. Um serial killer, que não sabe que, de fato, não sabe, mas pensa que os outros não sabem que ele não sabe.

    Ó pá, APRENDE! agarra no dedal e remenda as odes que tens escrito, meu, pode ser que em vesrão patchouli te safes com alguma «croa».

    descansa, que daqui a pouco tensa aí a fálica a meter caralhetes e bolas baixas com grelos espigados á mistura a gabar a tua plebeia escrita, com um sorrisinho à «madame».

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