Vinte Linhas 760

Memória da Morais Soares a caminho da Escola Patrício Prazeres

A foto da Câmara Municipal de Lisboa (Arquivo Fotográfico) recorda um tempo no qual reinava a lentidão. Os eléctricos com atrelado vinham do Alto de São João para Belém, o pica bilhetes do atrelado tocava a campainha para o da frente dar ordem de arrancar. Havia poucos automóveis e poucas camionetas em circulação. Ali à esquerda aquele arco era a entrada de uma garagem onde o meu amigo Carlos Miranda (director de A BOLA) chegou a ter o seu automóvel guardado durante a semana para os passeios ao Domingo quando ainda era apenas colaborador do mesmo jornal ao tempo tri-semanário – segundas, quintas e sábados.

Quando fui aluno da Escola Patrício Prazeres saía do Banco Português do Atlântico na Rua do Ouro às 18 horas, ia jantar às Amoreiras e seguia de eléctrico (pois claro) para as minhas aulas nocturnas na Patrício Prazeres. Um dos professores contava muitas vezes uma história exemplar passada em Marrocos. Quando o turismo não era ainda uma indústria mas apenas uma actividade cultural, um grupo de professores de Francês foi passear a Casablanca levando consigo uma caixa grande de madeira com 24 garrafas de vinho do Dão. As garrafas eram embrulhadas em palha e à noite o grupo entretinha-se a conversar e a beber o precioso vinho do Dão. O empregado passava e eles convidavam-no a provar do bom vinho português. A resposta era sempre a mesma: «Obrigado mas a minha religião não o permite». Depois de diversas passagens e diversas respostas negativas surgiu por fim um esclarecedor desvio no discurso: «A minha religião não me permite mas se os senhores insistem…» Depois das peripécias da viagem vinha a conclusão do nosso professor José da Silva: «O homem é a medida de todas as coisas».

4 thoughts on “Vinte Linhas 760”

  1. so what? tanto paleio para um auto-gabanço sobre uma suposta amizade com o director dum jornaleco que tinha automóvel à época e uma curiosidade ornitológica sobre uma migração de pardais ibéricos para o saara, tudo a propósito de encher xóriços. chegas aos 10.000 num instante.

  2. «O homem é a medida de todas as coisas»

    Se o bronco da benedita, vulgo, JOSE CARMO FRANCISCO, fosse a medida de todas as coisas, o mundo estava feito. O gajo escreve à puto da 1ª classe, qualifica todos de trambolhos, de cabrestos, animais, quer por as tripas de fora aos filhos da puta ( devem ser os irmãos), gaba-se mais que a paris hilton, e orgasmicamente só fala dele. Portanto, na redação lá de cima, ficamos a saber que o «homem» conhecia ( diz ele) não sei quem, dá-nos conta dos passos para a escola, e só não fala de universidade, porque não conhece nenhuma. Vive do passado e esquece que nos dias que correm, o pessoal vive a sociedade do hip hop e outras coisas afins. Dispensam-se escrivães de «ir à terra».

  3. Sim Olinda, caríssima e a razão é simples – se se vai misturar lá dentro vai já misturado cá fora…

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