Vinte Linhas 751

Algumas opiniões sobre «Rio sem margem» de Zetho Cunha Gonçalves

Depois de ter sido publicado aqui no Blog Aspirina B o texto «Um livro por semana 272» surgiram alguns comentários alto de estúpidos mas quem anda à chuva molha-se e o Mundo é mesmo assim. Adiante. Pessoa amiga fez-me chegar às mãos um resumo de três opiniões abalizadas de três figuras das letras. Portugal, Brasil e Angola, todos importantes, todos valiosos, todos com percurso assinalado. Vale a pena dar um pouco de atenção.

E.M. de Melo e Castro (Covilhã, 1932), poeta e ensaísta, assinou 23 livros de poesia entre 1950 e 1990 além de 11 volumes de ensaio entre 1965 e 1993, além de ser co-autor da «Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa» com Maria Alberta Menéres. É dele a seguinte opinião: «Rio sem margem é uma maravilha !!! de que muito gostei e que vai ser muito útil sempre que tiver que falar ou escrever sobre a poesia de África em português.»

Milton Hatoum, (Manaus. 1952), tradutor e ficcionista brasileiro premiado e já traduzido em Portugal, é autor de Relato de um certo Oriente, Dois irmãos, Cinzas do Norte e Órfãos do Eldorado, afirmou por escrito e por extenso: «Poemas belíssimos. Maldições de morte não deve nada aos grandes poemas do Ocidente».

José Luandino Vieira (José Mateus Vieira da Graça, Ourém, 1936) famoso por ter visto o seu livro Luuanda premiado em 1965 pela Sociedade Portuguesa de Escritores, logo extinta pelo sacrilégio) Luandino por sua vez, chamado a pronunciar-se, foi breve mas incisivo na sua opinião: «O livro Rio sem margem é um diamante, uma pequena maravilha, uma luboya». Luboya é o diamante dos diamantes, o maior, aquele com que todo o garimpeiro sonha e aquele que todo o lapidador aguarda em transe. O diamante maior. O máximo.

9 thoughts on “Vinte Linhas 751”

  1. um diz maravilha, outro belíssimo, ainda outro pequena maravilha e mais outro consegue reunir estas iluminadas opiniões em vinte linhas. acho que estão bem uns para os outros, só falta a bécula a perguntar se o garimpeiro é pai da nausica e se esta transava luboyas.

  2. José do Carmo Francisco, vou apresentar-te um poeta:


    Como vedes

    Pinto portas e janelas
    estas coisas mais aquelas
    entro dentro dos armários
    (também se devem pintar)
    pinto a direito os contrários
    que ainda não pus a secar
    pinto letras nas estantes
    e depois tal como antes
    volto sempre p’rás paredes
    como vedes.

    Faço pintura a granel
    a rolo, à trincha, a pincel
    ao dia, ao metro quadrado
    já pintei por todo o lado
    azuis, verdes e castanhos
    colori quadros estranhos
    alguns risos amarelos
    e outros muito mais belos
    que ainda guardo na alma
    trazem-me o sonho e a calma
    quando às vezes chego ao cabo
    e quero pintar o diabo
    dentro de tantas paredes
    como vedes.

    Troco as tintas, faço fintas
    a outros pintas mais selectos
    que criticam os meus tectos
    e as obras acabadas
    mas que só pintam fachadas
    com andaimes desmontáveis
    perfeitamente maleáveis
    para cada construção
    fica sempre tudo igual
    tudo branco em comunhão
    num claro Portugal
    mas não vêem as paredes
    como vedes.

    Misturo raivas, amores
    pinto de todas as cores
    a tela da minha vida
    se a quero mais garrida
    dou-lhe o tom da ilusão
    e até segunda demão
    e até terceira de pé
    com garantia e com fé
    se o pior são as paredes
    como vedes, já parece o que não é.

    de Luís Nóbrega, pintor de construção civil, filho de calceteiro e neto de pedreiro.

  3. Esselentíssmo Zeca Galhão

    Personificais a ode ao mais absurdo dos absurdos – V. Ex.ª. Exaltais o que não carece de exaltação, expões-vos ao comentário jocoso, fácil, espontâneo mas verdadeiro. A vossa cegueira é irreversível, não tem cura, porque os burros já não aprendem – uma máxima da vida, que recusais assimilar. Caminhais em largos passos para a ignorância.
    Lembrais o palco das estrelas da mediocridade, os escravos da vaidade. Sois o maior escorrega no meio da merda, onde chafurdais com inatingível mestria. A merda é algo que vos é familiar, pois que a produzis em abundância, sendo a única com que tentais praticar a generosidade da partilha. A merda nos extratos que qualificais de poesia ou de informação, é vossa, sem dúvida, pois que reproduz a vossa vida – a de facto – e a que gostaríeis de ter. A merdesia, portanto. V. Ex.ª nunca poderia ser agente da CIA, nem de qualquer polícia política, muito menos um infiltrado, pois dizeis o que sois e o que não sois. Laborais, de facto, com a merda que produzis a granel, mas esqueceis que é a imposição da vossa produção desordenada, sem nexo e sem norte que nos faz produzir outra merda mais sofisticada, retratada pela caganeira – a do riso de boa cepa «absolutamente».
    Enformais a corte do bobo, da imbecilidade. Sois a corte e, em boa verdade, sois competente na incompetência na lide com o próximo e com V. Ex.ª vous – même. Percebei, de vez, que quem é, não precisa de apregoar que é, pois onde já vistes o general provar que o é, se condignamente fardado e no seu meio? Sabei que o ilustre se distingue no seu espaço e que V. Ex.ª não tem meio à altura daquele onde afirma situar-se com bizarra recorrência.
    A inferioridade mental e espiritual de sua pessoa reflecte-se nas respostas que publica. A instabilidade é uma constante, mas já assim não acontece nos coices de mula ou burro enraivecido que chutais para o ar internético. Lembrais a vizinha do lado, característica do vosso bairro, que cruza os braços como quadrilheira, na peugada da vida dos outros, lançando que o marido lhe compra os melhores electrodomésticos e que tem a melhor máquina de lavar. Se sabeis quem não paga na padaria do Vosso bairro, como um dia o publicastes, imagina-se a alcoviteirice que crassa nas águas furtadas que já fizestes publicar, com cordéis de roupa encardida estendida. Onde viveis.
    O verdadeiro significado de vós próprio, sois vous-même. Comido no jogo de damas, de xadrez e em qualquer outro – eis-vos nú, sem possibilidade de ser roto, a não ser naturalmente no olho do cú e no único apêndice que aparentais ter – o nariz. Os ouvidos estão tapados, o balancete há muito tempo que clama pelas judites, pelas edites e pelas marias luísas. Secou de tanto esperar e resgata o recalcamento na lembrança escrita – mensageira – desinteressante, patética e grosseira. Sois um acidente na linguagem de Aristóteles, um trambolho na vossa expressão – um abcesso cuja cura não passa pela pasta medicinal, dado o estado avançado da portugalite de que padeceis.
    Com o melhor par de murros nessa fuça,
    Subscrevo-me com a maior desconsideração à pessoa javarda de V. Ex.ª.

  4. «Milton Hatoum, (Manaus. 1952), tradutor e ficcionista brasileiro premiado e já traduzido em Portugal,»

    Ó pazinho, o Milton, o que é de Manaus já foi traduzido em Portugal, pá? Atãoe, em que língua escrebe o indibiduo? bamos a ber e iscrebe como o tosco da benedita, por isso precisa de ser traduzido entre nós,ehehehehehhe

    «surgiram alguns comentários alto de estúpidos mas quem anda à chuva molha-se e o Mundo é mesmo assim»
    Ó pazinho, o que é isso de alto de estúpidos? pede ao milton prá traduzirrre, si fa favorre!

    quem anda à chuva molha-se, pois molha, caramelo, tu andas sempre encharcado, sempre que tosses é só gafanotose. Oube lá, naum cunheces o guarda – chuva? Atãoe pá, naum tinsinaram a usar a budega do guarda – chuva na iscola cumercial? táze a ber purque chumbastes na terceira classe, ó zeca, pá, chumbar na iscola primária, fogo, tens a certeza que andaze de pé?ehehehe

  5. Ó BENFIQUISTA, mandase antes a abegoa, pá, que eu trato-lhe do pêlo no celeiro que tu gustarias de cunhecere, pázinho.
    Eu não boue prá lezíria pá, tu já lá estás e o lodo que está lá não faz jus ao que mereces pá. Já tispliquei o significado de cabresto, oube, por isso é que chumbaste na terceira classe, granda cromo. Ó pá bais ao ferreiro da benedita e pedes-lhe para te arriarem com cabresto e com a albarda. Pede investigaçãoe às patas, que istão a precisare de ferraduraze.

    ehehehehhhe, és pribisibele pá, pribisibele meue. Fogo, até istoue com nódoaze negraze na pança de tantu me rirre. Ó Zeca Galhão, tu já bistes, quando se digita o teu nome na internéte, aparecem lá estes mimos só para ti – toi même. eheheheheh Baie uma xóriça lá da terra baie? Naum tisqueças de cumprare o passo, pra naum gastares os pneus do citrohein, eheheheheh

    Animal? Sou pois, mas ando com os membros todos no lugar, por isso me distingu de tie, pá, sou racional, agora tu éze um simio pá, tás a ber, que cata a cumpanheira, meue.
    ehehehhe

  6. Grande charolês até pareces o pp dp pp sempre demagogo e cada vez mais. O que conta é o que o escritor brasileiro escreveu sobre o livro do Zetho Cunha Gonçalves, o resto é muito secundário. De facto enganei-me por causa da palavra tradutor mas isso não tem importância nenhuma, mesmo nenhuma neste contexto. Deixa-te de tretas e volta lá para o teu mundo.

  7. Charolês, pois sou, pá sou charmoso e tenho pintelhos armadinhos, que tu inbejas. mas naum são para tie, purque tue és um jarreta marrãoe. Oube, pá, podes chamar charolês à bontade, já que o significado é charmoso, meue jabardo.
    Enganaste-te pois, e de que maneira pá, e tem importancia sim, pá, saves purquê? Purque tu apontas o dedo a tudo e a todos, pazinho. Atãe a obra de um brasileiro precisa de traduçãoe? ehehhehe, efeitos da terceira classe em que xumbastes pá.

    O meu mundo naum é o teue, pá, mas olha se entrasses nele, até pudias cunhecer um pessual das letras barile, tás a bere, gente afamada pá, que se riem muito com as tuas ingenuidades de bronco da benedita pá. Jabardo, vai tomar sorbete com picolé, bá. e leba uma ricordassãoe da maria judite, no dia em que ela estaba lá, saves no sítio onde se lia as cartaze. Granda cromo.queres que te insine a fazere um libro de còbóis? Ou como jugare sudoku? podemos ir pró jogo do galo, se quiseres, pá, é mais facile.

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