Vinte Linhas 731

Aspirina B contra o (e apesar do) lixo humano

Se não fosse o Blog Aspirina B eu não tinha conseguido salvar todos os poemas, crónicas e fichas de leitura aqui publicadas nos anos de 2009, 2010 e parte de 2011 – até ao dia 17 de Julho. A quadrilha que me assaltou a casa levou nesse dia o computador e, com ele, toda a memória acumulada. Com paciência e tempo, estou a recuperar na Aspirina B o que os ladrões me levaram nesse dia 17 de Julho de 2011.

Perante o lixo humano que aqui aparece derramando ódio, brutalidade e inveja, demorei algum tempo a tomar a atitude certa – o desprezo perante essas manifestações miseráveis. Este postal que guardei religiosamente da EXPO 98 é uma curiosidade para os leitores do nosso Blog. Aqui o deixo como alegria compartilhada com as pessoas que frequentam o Aspirina B; não com o lixo humano que não merece nada de nada.

Para as pessoas que de boa fé que aqui compartilham leituras e amizades, este postal velhinho de 1998 é como se lhes oferecesse uma fotografia nos tempos antigos escrevendo no seu verso – «como prova de amizade».

A Aspirina B é um medicamento e o lixo humano bem precisa pois ser lixo humano é uma doença – a inveja é sempre podre, a brutalidade é sempre delirante, o ódio é sempre alucinação. Pode ser visto como um tratamento aplicado aos doentes desta estranha doença informática. Fazer do teclado um cano de esgoto.

Tenho dado e continuarei a dar o meu melhor para fazer circular ideias no Aspirina B. O caminho é só um – em frente. Haja ou não ladrões, haja ou não lixo humano. Haja ou não malucos com inveja, brutalidade e ódio. Em tangente com a gente honesta do nosso Blog.

7 thoughts on “Vinte Linhas 731”

  1. JCF:
    Ainda bem que recuperou todos os seus escritos através do Aspirina B. Há coisas que uma pessoa valoriza como de um filho se tratasse. Há pessoas que desprovidas de sentimentos não ligam nada a isso mas o que se há-de fazer. Não vê o abandono a que os idosos estão sujeitos!
    Com os nossos escritos, sejam livros, textos, cartas ou aerogramas, por falar nisso, tenho uma mala cheia deles que escrevi à minha esposa – nesse tempo minha namorada – há quarenta anos, quando cumpria o serviço militar em Angola, estão bem conservados, de vez em quando vou ali matar saudades porque está ali um pedaço da minha mocidade e vida.
    Também em 1998 visitei a EXPO e munido de uma máquina de filmar, de fita, nesse tempo não as havia com cartão de memória ou disco rígido. Filmei várias coisas, entre elas, o desfile e a parte final. Deu-me bastante trabalho passar para vídeo pois não possuía as ferramentas mas quando há vontade algo se alcança. É um pouco longo mas com paciência se relembra tempos em que sentíamos o orgulho de ser português.

  2. eh pá! andas com falta de ideias, o jaquim escalracho já desenvolveu essa teoria numa caixa da comentários mais abaixo. mas olha, ainda bem que graças ao aspirina conseguiste recuperar a mais bela colecção de insultos nacional, um verdadeiro impropério dos sentidos, jamé atribuido a um bronco da benedita e que esperamos mantenhas no país malgré os sacos plásticos do pingo doce. o resto é a chacha habitual do gajo que promete não responder a comentários e depois dedica-lhes postes inteiros, que é como alguém já disse atrás, tu gostas é de levar porrada além da paranóia coleccionista de apupos. gostei da divisa inveja, brutalidade e ódio, mas cheira-me a adaptação do adeus pátria & autoridade do botas ou mesmo uma tradução das moedas de euro francesas liberté, egalité et intermarché, et pourtant lá se foi a originalidade. como o sol já vai baixo e ainda falta bués para o pôr da lua, je m’en vais e deixo-te com a sornitude.

    http://www.youtube.com/watch?v=QRMJngZ6G5A

  3. recebi o cartão e fui logo cheirá-lo, o cheiro do papel antigo que sabe a recente é bom. obrigada, Zézinho.:-)

    MPacheco, podias trazer uma dessas cartas de amor para eu ler. gostava muito.:-)

  4. Meu Caro Pacheco, Caríssima Olinda – obrigado pela amizade e pela companhia. Claro que isto é irónico pois a «aspirina» é outra mas fica a intenção e o sorriso…

  5. Eh! Pá! Escusas de agradecer. Os amigos são para as ocasiões. A ó linda já uma vez, pelo menos, te mandou pró caralho mas isso agora não interessa nada.
    Se só falas com amigos isto começa a tornar-se sensaborão. É que só cá vêm ler os teus postes o pachecório, a ó linda, o anónimo e eu.
    Se eu e o anónimo deixarmos de comentar os teus textos fica tudo em família. Até parecem depois aquelas conversas do Marcelo Caetano, as chamadas “Conversas em família”

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