Vinte Linhas 667

Quando Manuel da Fonseca nasceu S. Thiago do Cacém era Estremadura

Nos próximos dias 7,8 e 9 de Outubro vai realizar-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa o Congresso Internacional «Por todas as estradas do Mundo» para celebrar o centenário do nascimento do escritor Manuel da Fonseca.

As inscrições devem ser feitas até ao dia 23 de Setembro na Faculdade (Centro de Estudos Comparatistas) ao cuidado de Rita Correia ou pelo Email cec@fl.ul.pt. O pagamento de 30 euros (geral) ou 15 euros (estudantes) inclui transportes e almoço em Santiago do Cacém.

Terão intervenções entre outros grandes especialistas na obra de Manuel da Fonseca como Eduardo Lourenço, Manuel G. Simões, Fernando Guimarães, Cristina Almeida Ribeiro, Manuel Gusmão, Fernando J.B. Martinho, Vítor Pena Viçoso e Luís Filipe Rocha – autor do filme «Cerromaior» de 1980.

Integram a Comissão Organizadora deste Congresso Internacional as Câmaras Municipais de Vila Franca de Xira e Santiago do Cacém, o Museu do Neo-Realismo, o Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.

Em vez de uma fotografia do escritor, esta «fotografia» de Portugal em 1911 tem a curiosidade de revelar uma Estremadura com limites entre Vila Nova de Ourém e Sines no tempo em que ainda não existia o distrito de Setúbal e, portanto, o distrito de Lisboa ia até perto de Vila Nova de Milfontes. E o nome de Espanha escrevia-se Hespanha.

Afinal cem anos passaram num instante tal como passou num instante uma noite de histórias do Manel no Seixal depois de uma reunião de um júrio do Prémio Maré Viva da Câmara local.

6 thoughts on “Vinte Linhas 667”

  1. Grande Manuel da Fonseca, excelentes histórias que partilhou connosco.
    Quanto à questão do nome de S.Thiago do Cacém não deixa de ser curioso que o nome antigo cometa um erro frequente, Thiago (Tiago) em vez de Iago (Iacobus em latim) que era o nome do santo; correctamente, dever-se-ia escrever Santo Iago ou Sant’ Iago, de algum modo a grafia actual: Santiago, suaviza essa questão.
    Outra questão era a diferente divisão administrativa, nesse mapa republicano não existia uma província que lhe é cara (e a mim também) – o Ribatejo.
    Para terminar uma curiosidade Idanha a Nova não altura não era hifenizada, passou a sê-lo e agora perdeu, novamente, os tracinhos, actualmente, é novamente: Idanha a Nova, ou seja este acordo é, nalguns casos, o abandonar da grafia salazarenta e o retomar duma anterior grafia.

  2. Só não concordo com um pormenor – isto não é um acordo é uma imposição leonina da parte mais forte. No resto – muito obrigado pelo comentário.

  3. Que porcaria de post. Mais uma vez, olhar para trás, e ainda por cima, para coisas que não interessam ao menino jesus: morra esta geração… please!!!

  4. Ó trambolho, ó tosco, ó chartéu – vale mais um verso ou uma linha de um conto do Manuel da Fonseca do que tu todo inteiro. Grande burro!

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