Vinte Linhas 594

Então você não sai dali? Aparece lá cada charolês…

Sou um «sem-abrigo informático» e se me perguntarem há quanto tempo escrevo no «aspirinab» não saberia dizer nem explicar. Sei que foi o Fernando Venâncio que me trouxe para o Blog e, mais tarde, tive o apoio da Susana antes de contar com a activa colaboração do Valupi. A todos agradeço pois a todos devo grandes favores e carradas de simpatia activa. Sem eles não estaria aqui hoje.

Vem isto a propósito de duas coisas: descobri o postal da «aspirina» e tive uma conversa sobre o nosso Blog com um amigo que habitualmente nos lê mas não comenta – no Blog. Com a frontalidade dos velhos tempos, esse meu amigo com quem convivi mais de perto nos anos 60 e 70 na Baixa de Lisboa, fez uma afirmação curiosa: «Então você não sai dali? Aparece lá cada charolês…»

Essa expressão foi muito usada por nós nesse tempo ali no perímetro da Baixa Pombalina quando à hora de almoço (das 12h às 14h) dávamos uma volta umas vezes até ao Rossio e outras vezes até ao Terreiro do Paço. Chamávamos a isso «ir voltar o carro». Íamos em grupo rua abaixo, rua acima e quando aparecia uma figura bizarra, estúpida ou implicativa o nosso grupo reagia: «Vai-te embora charolês!»

No caso actual do Blog não saio nem penso em sair – seria colocar-me ao nível dos que tentam desmoralizar-me com patacoadas. Elas são umas pobres palongas; eles são uns tristes pachelgas.

Dito de outra maneira – só aceitaria sair do Blog se tal me fosse sugerido por alguém responsável e esses autores de pachouchadas não são responsáveis coisa nenhuma.

26 thoughts on “Vinte Linhas 594”

  1. ganda emprego, entravas às 10, fechavas às 16 e pelo meio fazias um intervalo de 2 horas para insultar os clientes. é preciso ter lata para fazeres um poste só-me-vou-embora-se-me-indemnizarem.

  2. Vou meter a viola no saco e deixar que o amónio/anónio e outros charoleses tomem conta de ti.

  3. Confesso que não sei se percebi sentido post…
    Mas que posso dizer
    é que por mim, gosto te ler aqui…
    abraço

    PS ja agora quanto blog,
    que leio creio já há uns anos…

    eu venho cá sempre…

    umas vezes sinto-me bem, lendo
    partilhando, mandando minhas bocas…

    outras nem tanto…

    mas acho que isto é assim todos factos da vida…

    por isso às vezes digo
    luta continua!!!

  4. adorei a do “pachelgas”, essa é nova aqui.

    acho que sim, o JCF tem duas perninhas, não precisa de “empurrões”. quando quiser sair sai, pelo próprio pé.

  5. Ferreira Fernandes hoje está de Parabéns. Mesmo esquecendo-se de muitos agradecimentos que poderiam e deveriam figurar na sua listinha, com honras de destaque: os senhores militares que se reformaram aos 45 anos, sem nunca terem labutado sequer para merecer doze meses seguidos das suas chorudas reformas, os funcionários autárquicos que picam a entrada e a saída mas só estão contactáveis para os Chefes no telelé, mas que não passam sem o torneio de ténis-de-mesa na Polónia (são muita giras, as polacas…), à conta do respectivo C. C. D.; os negociantes e trapaceiros de toda a ordem, desde os Clubes de Futebol de topo aos “jovens investidores de potencial elevado” (os JIPE’s), que montam estofos de pele nos seus topos-de-gama, mas fojem ao fisco e aos pagamentos da Segurança Social; os “profissionais liberais” cujas actividades dão sempre prejuízo; os habitantes de Bairros Municipais com rendas (irrisórias…) em atraso, mas que ameaçam as técnicas e assistentes sociais, se lhes retirarem o bem-bom do subsídio, e cujos herdeiros bebem “shots” e passeiam ténis de marca e PSP’s valiosas; e mais todos os conhecidos e famosos etc.&etc.’s e tal deste afanado País, que se têm uma raiva animalesca e um ódio irracional a toda a classe política em geral e ao Sócrates em particular é porque, desgraçadamente, são tão vesgos e têm a visão tão turva, há duas ou três gerações, que já nem distinguem a sua própria tromba de vigaristas e trafulhas em frente ao espelho.

  6. Luís eme,

    O JCF tem duas perninhas, é verdade, mas usa-as para andar de charola. Já há anos que o rapaz anda às cavalitas do 25 de Abril, não sem antes ter sido objecto daquela famosa cunha do salazarismo que o levou direitinho da escoleca ao banco onde se lhe arremelgavam os olhos com tantas notas de conto que era uma pensa não serem dele. Depois descobriu que era poeta, jornalista desportivo e sindicalista e é vê-lo agora a insultar toda a gente. Deve ser masoco, ou cauboi.

    Eu só digo isto para o obrigar a expulsar mais umas quantas notas biográficas duma vida de barriga contra o balcão. Esperam que sejam inéditas desta vez, ou que pelo menos não incluam a idade real da fundação do Benfica.

  7. ai de ti que saias, Zézinho, daqui. e depois como é que eu me deliciava a ler paravras txoutxinhas que tu trazes e ensinas e me divertem tanto – como esta do charolês? :-)

    e depois quem traz as ilustrações como esta de hoje, tão linda, romântica, de cores quentes e de robe de cetim e de sofá com preguinhas? :-)

    (nã, nã, o pai natal vai com o palhaço e com o coelhinho e o charolês no comboio ao circo. tu não: tu ficas aqui.) :-)

  8. Esse grupinho de amigos que passeava contigo na Baixa Pombalina, pelos anos 60 e 70, costumava chamar «quando aparecia uma figura bizarra, estúpida ou implicativa, «Vai-te embora charolês!». Ora, temos, para já, o (talvez) início da tua «carreira» linguística e depois o seguinte: CHAROLÊS = RAÇA DE GADO BOVINO. Muito edificante, sim senhor! Daí para cá, foi só o «mestrado» em linguagem reles e ofensiva que todos conhecemos. Se tivesses um pouquinho de vergonha, não era melhor teres ficado calado, ó chiquinho? É caso para dizer que tu e os teus amigos «charoleses» deviam fazer uma bela manada…

  9. Não Sinhã – «a luta continua!» mas o amigo Aires não percebeu o sentido do post… Trata-se de eu ter encontrado um postal muito curioso da «aspirina» e ter relacionado esse postal bem giro com o encontro no qual um amigo meu dos anos 60 me falou de umas certas memórias da Rua do Ouro – que aliás se chama Rua Áurea. A vida é feita de encontros. Quanto à palavra «pachelgas» meu caro Luis Eme trata-se de «tolo, apalermado, pateta, parvo» usado no Alentejo quando lá vivi entre 1972 (Setembro) e 1974 (Fevereiro) em Évora, Rua dos Mercadores.

  10. Agora temos cultura geral, “a Rua do Ouro que aliás se chama Rua Áurea” , do entendido não urbígena – obrigado pela informação! mas a minha tia já me tinha dito isso, e depois não ficamos a saber se a rua tem o nome que tem por mó de se ter lá perdido uma aliança de casamento, ou se eram judeus que vendiam lá muito disso, ou se passava por lá um riacho onde de vez em quando descobria uma pepita ou duas sem origem brasileira.

    E é isto, ficamos nesta neste sofrimento expectante até o menino se resolver a prendar-nos com a informação…

  11. Ó parvalhão André vê lá se percebes: a minha carreira começou na melhor colecção de poesia do seu tempo em Portugal – o Círculo de Poesia da Moraes Editora. Charolês é outra coisa, é piada da hora de almoço. Além de ignorante, também és estúpido.

  12. e quando não havia charoleses, tocavam às campaínhas, batiam umas píveas e grafitavam versos. uma infância bués parvo rasca tipo oh ai oh linda.

  13. És mesmo um vacão: tentas projectar nos outros os teus gestos e valores. Não enganas ninguém e como não vales nada vai dar tudo ao mesmo – zero.

  14. Meu Caro JCF:

    Agora que as coisas – o fluxo, por assim dizer- estão mais calmas, eu venho pedir-lhe que fique, porque sinto prazer em lê-lo e, assim de borla, tanto melhor.
    Tanto melhor, o caraça! “Blogar” podia ser pago, para não dizer devia, porque quem escreve, em prosa ou rima, também tem direito a duas refeições diárias e a uns cafezitos pelo meio. Da escrita, claro, e alcoois, se lhe apetecer.
    E não lhes chame “charolês” que isso é raça fina, com direito a livro genealógico, e tudo !
    Se não tiver melhor, chame-lhes ” vacas do Zé Melro” que morreram de inanição, depois de uma vida a lavrar fragas, antes de haver sociedades que as protegessem
    Um abraço, amigo.
    Jnascimento

  15. zézinho, se a tua carreira «começou na melhor colecção de poesia em Portugal», foi por cunha, por compadrio político comuna, etc. e tal. «E agora, José», como é que vai acabar a tua carreira de «poeta»? Aqui no Aspirina onde se podem apreciar os teus «belos» poemas? Tem juízo, pá! Por mais cambalhotas que dês, falta-te talento, coisa que nunca tiveste e da qual nunca ouviste falar.

  16. Meu Caro Joaquim Nascimento (vulgo Costa de África) desde já explico que não fui eu que lhe chamei «charolês» mas sim um companheiro dos velhos tempos da Rua do Ouro – Rua Áurea. O «post» nasceu do facto de ter descoberto um postal muito curioso da «aspirina» e entendi que não o devia esconder dos leitores do Blog. Ainda tenho um de reserva de uma oferta que me fizeram e que quero compartilhar com todos os leitores da casa. Um abraço JCF

  17. Este burro aqui de cima além de estúpido é atrevido: tenta falar em «cunha» numa Editora dirigida por gente com muita classe. Entrei no catálogo da Moraes em 1981 porque ganhei o Prémio de Poesia da APE em 1980. Isto só um grunho é que não percebe. Jorge de Sena, Pedro Tamen, José Terra, Cristovam Pavia, Vitorino Nemésio, António Ramos Rosa, João Rui de Sousa, José Blanc de Portugal, Sophia de Mello Breyner Andresen, Joaõ Miguel Fernandes Jorge, Ruy Belo, M.S. Lourenço, Fernando Echevarria, Ana Hatherly, Joaquim Manuel Magalhães, José Gomes Ferreira, Raul de Carvalho. Por exemplo. O Círculo de Poesia é uma coisa mesmo a sério mas isso tu não percebes, trambolho.

  18. jcf: limpa o cu ao guardanapo onde limpas os beiços! Se te calhou figurar ao lado desses grandes nomes da poesia, foi porque os teus amigos comunistas da APE te puseram lá, meu cagão!

    sinhã: os teus dedos cheiram a alho? Ia apostar que cheiravam a merda!

  19. «Ramos» vai dar coices para um terreno baldio, aqui o passeio da cidade é muito estreito para os teus movimentos descontrolados. Cuidado com as abelhas; sacode bem as orelhas!

  20. é possível, sim, ramos. Val anda com obstipação e eu faço questão de ajudar, libertação, a puxar a caquinha do rabinho. :-)

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