Vinte Linhas 590

Lágrima em forma de letra do Chiado para Angra de Heroísmo

A vida é um mistério. Se fosse um negócio, os amigos do poeta Álamo Oliveira tinham comprado a possibilidade de o Suplemento Cultural do «Diário Insular» se continuar a publicar. Mas não. A vida não é um negócio e o «Vento Norte» acaba em Fevereiro de 2011 com a publicação do nº 450. Para quem, como eu, começou a colaborar ainda no tempo do «Quarto Crescente» do jornal «A União», corria o ano de 1982, é uma pena. Uma tristeza enorme, uma sensação de perda e também uma lamentação.

Porque para mim o jornalismo, mais do que uma ocupação, é uma paixão. Os jornais e as revistas que li e onde escrevi foram a Universidade que não tive. Tal como o cinema, o jornalismo ajudou-me a criar um código de valores, de conhecimentos e de atitudes. A minha leitura do Mundo modificou-se – ficou mais organizada quando o meu estatuto de leitor se dissolveu no estatuto de jornalista. Tive a sorte de ter trabalhado em A BOLA ao lado de Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Vítor Santos, Homero Serpa, Alfredo Farinha, Aurélio Márcio, todos. No «Diário Popular» e no «Ponto» foi recebido por Jacinto Baptista que me sentou ao lado de Baptista-Bastos, Ângelo Granja, César da Silva, Abel Pereira, todos. No «Sporting» trabalhei com Galvão Correia, António Macedo, José Goulão, Hub Teixeira, Artur Agostinho, Fernando Correia, todos.

Quando morre um jornal é um pouco de nós que morre com ele. Muito me custou a morte do «Diário Popular» e do «Ponto». Agora não é um jornal é um Suplemento Cultural mas é uma dor intensa. Assim como uma lágrima em forma de letra saída do Chiado e recebida em Angra do Heroísmo. Mas a vida é um mistério, não um negócio.

11 thoughts on “Vinte Linhas 590”

  1. Vais ter que levar com o (sulfato de) amónio o resto da tua vida meu caro JCF. Se algumas vezes mereces e fazes bem por isso, hoje é uma injustiça. Queres um conselho? Põe a máscara e deixa o cheiro passar. Realmente a vida é um mistério e não um negócio. Mas teria ela algum interesse senão fosse assim?

  2. Felizmente o JCF não é sobrevivente de holocaustos, porque se fosse tínhamos aqui gás para encher três bilhas.

    Ó amónio, o “gestor de falências” é mesmo de partir a moca a rir! Pena não haver sense of humor e espírito de camaradagem socialista da graça e farra num homem que conhece Londres como as palmas das mãos.

  3. Pois meu caro Jafonso só mesmo um grande burro se pode armar em estúpido a ponto de «me» tentar fazer responsável pelo facto de um jornal como o Diário Popular ter acabado. É óbvio que não fui eu, simples colaborador, que fez por isso. Se dependesse de mim o Diário Popular ainda estaria na rua.

  4. Há coisas que me fazem confusão, as quais não sei entender muito bem.
    Qual o gozo ou proveito de comentários como os do Amónio?
    A crítica é uma arte e é essencial em todos os processos da vida.
    Depois dum texto destes, o que vem acrescentar um comentário como aquele?
    Será que o Amónio será capaz de acrescentar algo mais àquilo que diz?
    Ou será que a sua limitação só lhe permite isto?
    Gente capaz desta vulgaridade, não merece comentários, porque não os merece, e se o faço agora, é para com a consideração que tenho pelo autor do texto, que penso que deve IGNORAR, quem não é digno doutra coisa.
    Para algumas pessoas, a sua mediocridade é o suficiente para se sentirem realizadas. Para as outras, terão que perceber que é mesmo assim que elas funcionam.

  5. “…tentar fazer responsável pelo facto de um jornal como o Diário Popular ter acabado.”

    agora subestimas as tuas cólidades de poeta

    “Se dependesse de mim o Diário Popular ainda estaria na rua.”

    mais uma oportunidade falhada, tinhas ficado com aquilo de borla e ainda convidavas o teu caro especialista em mistérios para gerir o negócio.

  6. Grande lapão, não páras de tentar salpicar com lama tudo o que passa perto de ti. Mas não vais conseguir. Tomaras tu ter um pedacinho da classe a escrever de um colaborador do Reader´s Digest como o José Rodrigues Miguéis.

  7. Amónio, eleito representante da crítica literária cá da aldeia, penetrou no aspirínico hemiciclo e, esperemos que seja o pai e não o filho, deputa e alega que o JCF escreve mal, gere falências e é mau poeta. Terá razão o caro amónio? Não sei oh amónio, mas enquanto deputas e alegas, dedico-te uma quadra de alto requinte literário:
    Como kalker alimária
    Amónio da tola dura
    Tem vontade centenária
    Ser bófia da letratura

    PS. Continua a deputar!
    FIM!

  8. Se repararem com jeito
    Não é amónio é anónio
    O nome de quem assina
    Toda a crítica ao campónio
    Lá de Santa Catarina!

    Deputa tu carpinteiro
    Qual bichinho da madeira
    A defesa do zézinho
    Que escreve versos da treta
    Vê se descobres a musa
    Que pôs os pés a caminho
    E fugiu de trotineta!

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