Vinte Linhas 589

Muito longa memória para Cliff Bastin (1912-1991)

A vitória do Arsenal contra o Barcelona no dia 16-2-2011 deu-me um gozo suplementar. O Arsenal é o meu clube de Londres – sem esquecer a simpatia pelo Charlton Athletic. Mas a ligação aos campeões de Highbury tem muito a ver com o facto de a minha filha mais velha ter trabalhado na transformação do relvado de Highbury Park em jardim, além de as bancadas terem dado origem a apartamentos. Escolho para ilustrar este júbilo a foto dum campeão, uma figura lendária deste clube. Nascido em Exeter, começou por alinhar no clube da terra mas um dia o lendário treinador Herbert Chapman foi a Watford ver um jogador (Tommy Barnett) acabando por ficar encantado como adversário do dito cujo – ou seja Cliff Bastin. Vencedor de duas taças de Inglaterra (1930, 1936) e de cinco campeonatos (1931, 1933, 1934, 1935 e 1938) o nosso Cliff Bastin alinhou 21 vezes na selecção do seu país e marcou 12 golos. O seu record de 33 golos em 1933 só foi batido em 1997 por Ian Wright.

Quando digo gozo suplementar conjugo o que gosto do Arsenal com o que detesto no Barcelona. Não posso com eles. O ano passado perderam com o Inter em Nau Camp e toca de ligar as máquinas da rega para impedir o adversário de festejar. O esplendor da mesquinhez de quem perdeu um jogo e finge não perceber que há sempre três resultados possíveis quando o árbitro apita para o começo de um encontro de futebol.

Não suporto a sua prosápia, o seu fundamentalismo, a sua cegueira. Por isso mesmo a vitória justa, limpa e límpida do Arsenal por apenas 2-1 em 16-2-2011 vai ficar muito tempo guardada no meu sacrário pessoal de momentos felizes.

15 thoughts on “Vinte Linhas 589”

  1. E ainda, caro jcf, mais dois episódios para não se gostar do Barcelona :
    – a vitória na final sobre o Arsenal (2-1) na Champions com uma arbitragem mais que duvidos e em que o Arsenal, mesmo com 10 (Lehhman foi expulso ) deu um banho de bola ao Barcelona;
    – para já não falar da 1/2 final, também da Champions, contra o Chelsae, em Stanford Bridge onde há consenso de todos ( menos dos barcelonistas ) que pelo menos ficaram por assinalar 4 penaltis contar o Barcelona…há quem fale em 6.
    Cumprimentos

  2. Sem esquecer um jogo contra o Copenhagen em que o treinador catalão tentou esmurrar o treinador dinamarquês. Uma amiga minha professora em Alcalá de Henares acaba de mo lembrar. Cumprimentos

  3. concordo com quase tudo o dito. Não sou adepto o Barça. As minhas olhadas vão para o Madrid de MOurinho. Mourinho fez um Madrid especial e diferente.
    Embora o Barça hoje é a melhor equipa do mundo. Faz jogos de terem a bola num noventa por cento do jogo. São um spectaculo. É assim que é demais, por vezes prefiro trocar de canle nos seus jogos.
    Gosto muito mais da força e o jogo do Madrid. Diste Madrid de Mou.
    Comtra o Arsenal a bola ficava no campo do Arsenal, o Barça estava a abafâ-lo, pudo malhar neles. Gostei dos dous golos do Arsenal e a coisa fica agora no ar, além disso a diferenza foi muito clara, o Arsenal jogou a defender-se na sua propria casa, o Barça fez um jogo grande com dois erros na sua defensa, que se trocaram em dois golos.
    No jogo de volta pode passar de tudo, mas acho que se o Barça tem um dia normal o Arsenal ficará fora da Champions.

  4. logo vi que o bancário era amigo de uma professora e tinha uma filha na jardinagem e que tudo isto está ligado á derrota desse execrável barcelona. o bandarra que se cuide.

  5. Por certo o Copenhague foi a única equipa que foi merecente de ganhar o Barça. A equipa , a única até de agora niste ano, que anulou o Barça. Concordo o comportamento de Guardiola, que dim mexa colonia, foi vergonhento.

  6. eu então gosto do Barcelona, sempre gostei.

    gosto muito da cidade, do clube (do equipamento…) e do futebol espectáculo que quase sempre praticaram.

    só torço pelo Real pelas afinidades recentes que nos unem.

    não alinho em fundamentalismos, sejam eles religiosos ou futebolisticos.

  7. Um abraço Luís Eme – cada um cava com a sua enxada. Um abraço Sinhã – olha que aquilo são retratos dos anos 30, tudo tem o seu enquadramento. Repara nas datas de nascer e morrer além da data em que foi o melhor marcador…

  8. reparo, sim, mas vejo na mesma um saco de pão e dois reposteiros.:-)

    (e ai de ti que não me mandes o pescoço para a canga – o que me rio com esta expressão) :-)

  9. Já agora Sinhã – entregar o pescoço à canga – é o mesmo que dar o braço a torcer. Aprendi com Orlando Neves grande especialista na matéria incluindo calão e palavrão. Há livros dele nas livrarias.

  10. Há livros dele editados pela «Lello» no Porto e na Editorial Notícias de Lisboa. São engraçados e muito bem feitos. Ele conheceu um pouco da boémia lisboeta; tem nos verbetes frases como «Eu só faço o natural, se queres variedades vai ao teatro!»

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