Vinte Linhas 474

Herman José – há 44 anos o seu pai fez parte do meu mundo

Ouvi Herman José na TV a falar sobre o seu regresso às lides. Num dado momento referiu como o dia mais triste da sua vida o da morte do pai em que, passadas algumas horas no velório, teve que arrancar para um espectáculo onde tinha que fazer rir o auditório. Em 1966 trabalhava eu no Departamento Operacional de Estrangeiro no BPA na Rua do Ouro 110 em Lisboa conhecia muito bem o seu pai, o senhor Kriphal. Aparecia no nosso balcão acompanhado por um ou outro cliente para ajudar a traduzir os créditos documentários do Deutsche Aussenhandelsbank da RDA, país que curiosamente era tratado como «Alemanha – Zona de Ocupação Soviética» nas licenças de exportação, os boletins amarelos da Direcção Geral de Comércio.

As empresas que exportavam para a RDA eram (entre outras) o E.S. Brito, o I. Granadeiro, o Torres Pinto, a Socorquex, a Corticeira Estrela, a Liscor e o José Maria Jorge. A todos o senhor Kriphal ajudava com o seu lápis. Ele usava o lápis para traduzir em directo sobre o próprio documento no balcão do Banco. Depois no respectivo escritório eles passavam a tradução para uma folha e era com essa folha que os documentos eram preparados para negociação no nosso Banco.

Passaram 44 anos. Como bancário fiz o meu percurso nos créditos documentários e ao longo desses anos várias pessoas me ajudaram e me ensinaram. Convivi com clientes e despachantes, com o pai do Herman e com correctores de seguros, com Almeida Costa e com Carlos Esteves, o seu delfim. O crédito documentário é das operações mais complexas e fascinantes. Deixo aqui a imagem de um conhecimento de embarque.

21 thoughts on “Vinte Linhas 474”

  1. Conhecias tão bem que nem sabes escrever o nome do homem.

    Krippahl
    Krippahl
    Krippahl
    Krippahl
    Krippahl

    É assim que se escreve.
    capa-érre-i-pê-pê-á-agá-éle: Krippahl. O que tu escreveste pronuncia-se “crifal”. És tão burro que nem sabes que “ph” se lê “f”.
    De qualquer maneira, fico ansioso para ler as tuas revelações sobre a tia-avó do Tony Carreira ou sobre o primo afastado da Edite Estrela. Será que também escreviam a lápis?

  2. Maria Albertina, eu meto-me muito com o jcf, mas faço isso até já por carinho; agora, tratar como o trataste, não acho nada bonito. É insultuoso mesmo.

  3. Mete nojo mete mas cada um é como cada qual. Eu meti uma memória, ele meteu nojo. Ou ela, tanto faz. Nem se sabe a origem. Para o caso não tem muita importância até porque eu não andava preocupado com a grafia correcta do nome do tradutor de alemão. Em 1966 eu tinha outras preocupações.

  4. Ficamos a saber que a grafia correcta do nome de uma pessoa “não tem muita importância”. Pelos vistos nenhuma, pois nem se dignou a corrigir. Nem sequer importa que a grafia altere a própria pronúncia do referido nome.
    Acho muito bem, Sr. Jalé do Cromo Francasco.

  5. o herman sai ao pai, zézinho? :-)

    olha, maria albertina mete-nojo, descobri um acessório óptimo para ti: o bidé

    (mas para lavares a boca – que é por aonde te borras) :-D

  6. Sinhã – só posso dizer que o senhor foi um competente e correcto e simpático interlocutor entre as empresas exportadoras de cortiça e os bancos comerciais. Em 1966 havia apenas meia dúzia de pessoas que ajudavam os operadores comerciais a traduzir doumentos em alemão. Conheci o senhor nesse contexto, nada mais. Nunca falei com ele noutra situação e não conheço o filho. Enganei-me na grafia mas não na memória. Ao tempo tratavam-no por senhor KRIPA. Nunca o vi reclamar do tratamento.

  7. Parece-me assunto sem interesse,embora admire Herman como figura relevante no panorama artístico nacional,e respeito as memórias de seu pai.

  8. Independentemente do alto interesse deste texto, o apelido continua mal escrito. É no mínimo desonesto que não reconheças que te enganaste e te desculpes com “outras preocupações” em 1966, quando foi hoje que te enganaste e é hoje que persistes no erro.

    Quanto à minha origem, remeto-te para as explicações dadas pelos companheiros de blog acerca da identidade na internet.

  9. Tens toda a minha solidariedade, Albertina Mete-Nojo. O tipo é useiro e vezeiro em trocas, pelos vistos. E viste a dentada que a Sinhã das cuecas de vidro, atiradiça, te amandou? E tu ficas-te?!

    Mas olha lá, ó Mete-Nojo, não dás valor à arca das lembranças?
    Ou então: e se o jcf estiver feito com a rtp e o texto não passa de publicidade encoberta ao novo devaneio do herman?

    É pá, Mete-Nojo, tás a ver a situação? Tás?

  10. Mete Nojo, vai pró caral………Cheguei do mar,abri o comput.e lei a tua prosa,diga-se de passagem,prosa de merda.perdi a pachorra e mandeite pró caral.. assumido,que não existam duvidas ,vai mesmo pró caral…depois de um dia de luta no mar,lêr.o que escreveste só me dá para “variar”.

  11. Depois de desabafar,VIVA O 25ABRIL.VIVA A IDEIA DA FONTE LUMINOSA,foi uma grande e boa ideia.Claro,para quem percebe.Daqui do Algarve,um grande abraço,deste,aos camaradas de luta pela LIBERDADE.Bom tempo,tempo interessante e com cultura de luta.Saber lutar por causas maiores é dificil e não dá estatuto.Hoje,luta-se por aparecer, por poder ,pelo poder,por qualquer coisa,que ninguém percebe.A luta banalizou-se,perdeu a “pica” e o obejtivo.Claro,sou eu a falar,da provincia,sem “cultura”urbana de um Daniel alves,de um F. Louçã,mas com uma vida vivida que dá para cagar para eles.A Essencia da minha luta está aí,na minha vivencia.O MAR,é um grande professor,que avalia e deixa ser avaliado,com lealdade.
    Já agora,uma das boas coisas depois do25Abril,foram as NOVAS OPURTUNIDADES,o que me dá a possibilidade de estar aqui a escrever com vós.Mal,mas em linha.

  12. Pronto, reconheço que o que disse está tudo errado.
    O José do Carmo Francisco que me desculpe. Ele tem toda a razão, é Kriphal que está correcto.

  13. Não, nada disso. Tive uma senhoria completamente doida que se chamava Maria Albertina. É conhecida por meter fado (Amália, Camané, etc.) em altos berros, principalmente quando vê polícias a passar na rua. Ele encanta-se com as fardas, está sempre a caminhar para o posto da polícia e eles têm uma paciência para aturar a velha que nem imaginas. Ela fere-se a si própria, vai ao Instituto de Medicina Legal e diz que foi o vizinho. A mim, de um dia para o outro, disse para eu sair do quarto e eu nem sequer tinha comprovativo de que lhe tinha pago o quarto. Quando a vejo, fujo logo, pois trabalho perto do sítio onde ela mora. E é claro que a música da D.Albertina, toda popular, associo-a sempre a essa tola. É mais forte do que eu.

  14. Caro JCFrancisco,
    Como me lembro desses tempos! Do 1º andar da Rua do Ouro!!!!
    E até dos plenários que, no mesmo local, foram efectuados no pós 25 de Abril.
    E até me recordo de ver alguns sujeitos que fugiam da “raia”, na altura das manifestações contra a prisão do Daniel Cabrita pela Pide, a fazer intervenções inflamadas, e chamar: –fura greves !!!! A um delegado da Inter que na altura procurava evitar quer cada banco fizesse greve por si mesmo!!! Claro… Estávamos em pleno Gonçalvismo!!!!!!
    Um Abraço, do ex-colega na banca!!!

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