Vinte Linhas 473

Grupo Desportivo de Chaves – um lugar na história do Desporto

A dupla vitória sobre a Naval que deu o acesso à final da Taça de Portugal em futebol a disputar contra o F. C. Porto, veio colocar de novo a equipa do G. D. Chaves nas bocas do Mundo. A grande curiosidade é que o meu mais recente livro (As palavras em jogo) inclui duas entrevistas com dois flavienses apaixonados – Eduardo Guerra Carneiro e Francisco José Viegas. O primeiro explica como nasceu o Clube: «O Grupo Desportivo de Chaves foi criado em 27 de Setembro de 1949 por fusão do Flávia e do Atlético. O Flávia era mais elitista. O Atlético era mais popular. O Flávia tinha a cor azul e no Atlético havia o vermelho da Cruz de Cristo de «Os Belenenses» (e eu não sei se não havia lá no fundo qualquer conotação política…). O Presidente da direcção do Flávia era o dr. Edgar Carneiro e no Atlético pontificava o dr. João Morais. Julgo que só o prestígio dos dois conseguiu a fusão e a criação do Desportivo. Ninguém a consegue nos Bombeiros, nos Clubes Sociais e até nas Bandas de Música. Agora só há uma, a dos Pardais porque a dos Canários perdeu o pio…»

Francisco José Viegas afirmou: «Vivi em Chaves entre 1968 e 1980. O estádio do Chaves era ao lado da minha casa e era o clube local – passaram por lá futebolistas muito diferentes dos de hoje: mais entusiastas, mais aguerridos, capazes de correr a sério por uma bola que fosse, um golo, uma grande jogada. E o Chaves não era só um clube de futebol – era (e é ainda) uma frente de combate de toda uma região afastada e isolada do mundo, das cidades que tinham grandes clubes e grandes dinheiros».

Nota final – a fonte da imagem da equipa flaviense é dos cadernos de A BOLA.

3 thoughts on “Vinte Linhas 473”

  1. DEsculpem todos a imagem não está muito bem porque se trata de uma fotocópia. Foi o que se arranjou de momento mas quem dá tudo o que tem a mais não é obrigado.

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