Vinte Linhas 461

Alexandre Herculano no bicentenário do seu nascimento

Alexandre Herculano (1810-1877) foi uma figura de escritor que sempre me fascinou. A biblioteca da Sociedade de Geografia de Lisboa tem uma sua bibliografia seleccionada em mostra patente ao público até ao dia 31-3-2010 entre as 10 e as 13 e das 14 à 17 horas no seu edifício ali mesmo ao lado do Coliseu dos Recreios.

Um dos meus mestres no jornalismo – Jacinto Baptista – dedicou muito do seu estudo à obra de Alexandre Herculano nomeadamente à faceta de Herculano jornalista. Citava de cor uma frase de Raul Brandão sobre o labor de Herculano na História: «a seriedade, a obstinação, o amor à terra, ao azeite e ao pão…»

Mais tarde, jornalista na redacção de O MIRANTE em Santarém, li com prazer um trabalho muito completo de Jorge Custódio sobre Herculano agricultor e sobre os seus trabalhos para apurar a fabricação do azeite de modo a que ele deixasse de ser apenas elemento de iluminação nas candeias das cozinhas das nossas casas portuguesas.

Há nesta mostra da Sociedade de Geografia diversos livros com muito interesse para quem queria descobrir algo mais sobre Herculano. São seus autores: Cândido Beirante, Luciano Cordeiro, António Enes, David Lopes, Bulhão Pato, Carlos Portugal Ribeiro e Rebelo da Silva, entre outros. Há também obras colectivas.

A biblioteca tem outros livros disponíveis sobre Herculano, nomeadamente dos seguintes autores: Fortunato de Almeida, Pinheiro Chagas, Teófilo Braga, António Barata, Anselmo de Andrade, Alfredo Pimenta e Vitorino Nemésio.

Vale a pena ir visitar a exposição de Herculano à biblioteca da Sociedade de Geografia.

One thought on “Vinte Linhas 461”

  1. Adorei esta tua nota de leitura, JCF. Olha que o Herculano respira saude nessa fotografia do bicentenario, a preto e amarelo.. Eu, completamente desidratado com banhos turcos forcados nas cozinhas desse mundo fora; e tu, muito mais viajado qe com uma careca para encandear qualquer senhora desprevenida a estender roupa num segundo andar do Bairro Alto, ja nao somos feitos da mesma argamassa.

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