Vinte Linhas 457

Rouslan Botiev – do Largo do Carmo para a Faculdade de Letras

De 10 a 31 de Março, na Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária de Lisboa, o nosso amigo Rouslan Botiev vai ter a sua exposição de pintura.

O título geral é «Homem, Cosmos e Mitos» e tem o apoio da Associação de Cultura Lusófona. Para quem começou por ver os seus trabalhos debaixo do Elevador de Santa Justa e à porta da Basílica dos Mártires não deixa de se um motivo de alegria ver esta notícia. E divulgar.

Se estar na sombra do Quiosque do Largo do Carmo já era uma promoção pois o toldo protege-o das intempéries, esta exposição e a possibilidade de muitas mais pessoas o poderem conhecer, a ele e aos seus quadros, abre novas perspectivas.

Porque a obra pictórica do Rouslan Botiev é muito mais do que a porca de Murça, o eléctrico 28, a Sé de Lisboa ou a ponte 25 de Abril a ligar Almada a Lisboa.

Como o título da exposição sugere, há nele, na sua obra, o Homem, o Cosmos e, entre o Homem e os Cosmos, os Mitos. No intervalo do Mundo e do Tempo, o Homem precisa de Mitos para ter uma gramática do Mundo.

A inauguração é às 17h 30m do dia 10 de Março mas a exposição só termina a 31 de Março. Ainda a tempo de todos poderem ir até à cidade Universitária.

Não percam. O Rouslan Botiev merece a nossa atenção e o nosso interesse pela sua obra de pintor.

3 thoughts on “Vinte Linhas 457”

  1. De nada, caro amigo. Façam a divulgação possível porque ele, o cavaleiro da Mongólia, bem merece. Um homem só não vale nada e ele não merece estar só.

  2. Conheci hoje no Largo do Carmo, à sombra dos jacarandás floridos e do Quiosque, o pintor Rouslan Botiev e suas obras:
    – Avultam, por um lado, a mancha de cor fogosa cavalgada pelo grafismo ágil variando a cada obra, junto com o valor plástico das crancas palavras mongóis verticais, nas pequenas e médias telas; e, por outro lado, a instantaneidade transparente da aguarela – às vezes a café e vinho -, também povoada do gesto-pincelada veloz no apontamento em papel, de interesse citadino. Pela acessibilidade, pude ter o gosto de trazer comigo algo desta arte que evoca ancestralidade, ecoando o vigor da cavalgada mongol.
    Que o Autor liberte o talento da mancha e do grafismo para criações e vôos cada vez mais profundos!
    Elisabete Oliveira
    . Pintora pela ESBAL; Professora/Investigadora Universitária-Formadora de Prof.s de Educação Estética Visual, aposentada.

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