Vinte Linhas 369

Ainda a propósito do recente livro de Dinis Machado

O meu «Post» anterior falava (à minha maneira) daquilo que foi o lançamento do livro «Mulher e arma com guitarra espanhola» na livraria Assírio & Alvim na Passos Manuel. Mas houve uma coisa que me escapou. Quando referi que o filme do cacilheiro que acompanha a música do notável guitarrista João Lima (fixem este nome…) me lembrava as fotos de Augusto Cabrita, esqueci-me de lembrar uma outra coisa: quando entrei no jornal A BOLA pela primeira vez em Agosto de 1978 fui falar com o jornalista Carlos Pinhão e verifiquei espantado que na parede, atrás da sua secretária, estava uma belíssima fotografia de Augusto Cabrita. Soube mais tarde que essa fotografia foi tirada no Barreiro (a cidade do futebol) e aquele guarda-redes muito jovem parece que está entre duas nuvens, longe do pó da terra, em feliz, completa e eterna suspensão.

Sei que o nosso tempo não vai para sentimentos mas não pude deixar de lembrar esta memória. No dia em que soube da morte (apenas civil) do Dinis Machado encontrei na igreja de Santa Catarina na Calçada do Combro um senhor do Barreiro, primo da Dulce e do Augusto Cabrita e viemos a falar dessa fotografia até à igreja da Encarnação. Ele também a conhecia, ele sabia mais pormenores do que eu sabia por exemplo que ela tinha sido tirada de manhã mas também sabia que às vezes não se distinguiam as nuvens reais das nuvens do amoníaco e do azoto. Era no tempo em que se dizia que a CUF era o Estado. Isso ouvi eu muitas vezes quando vivi no Montijo entre 1957 e 1960. Que será feita dessa fotografia de Augusto Cabrita? Por favor quem souber que se chegue à frente e diga alguma coisa. Fico desde já muito agradecido.

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