Um livro por semana 172

«O Primeiro Marquês de Alorna» de Filipe do Carmo Francisco

No seu primeiro trabalho publicado em volume autónomo, o jovem investigador Filipe do Carmo Francisco (n. 1981) aborda a carreira de D. Pedro Miguel de Almeida Portugal (1688-1756) que foi Vice-Rei da Índia entre 1744 e 1750. Conforme o subtítulo indica o Conde de Assumar (1733), Marquês de Castelo-Novo (1744) e Marquês de Alorna (1748) foi o restaurador do Estado Português da Índia. A partir do massacre de Aldoná (1737) no qual perderam a vida quatro companhias de granadeiros, D. Pedro reorganiza, aos poucos, a força militar portuguesa na Índia e empreende as diversas campanhas com ataques navais e expedições terrestres contra os vizinhos mas sempre sob a ameaça do Marata e da pirataria, quer do Angriá quer do Bounsuló.

Os panegíricos publicados em Lisboa, Paris e Roma entre 1715 e 1759 em louvor dos Vice-Reis Setecentistas da Índia, mostram que só para D. Pedro são escritas 43% das obras mas, curiosamente, o texto impresso que vai perdurar até 1961 é a célebre Instrucção que D. Pedro escreveu para o seu sucessor, o Marquês de Távora. Estranhos são os caminhos da posteridade: esquecidas as centenas de páginas escritas em seu louvor, o contributo de D. Pedro para a história de Goa, Damão e Diu está nas sucessivas reimpressões do seu relatório de 1750 sobre a realidade física e humana, geográfica e social, política e religiosa da Índia Portuguesa.

(Editora: Tribuna da História, Capa: Maia Moura Design, Revisão: Manuel Amaral, Editor: Pedro de Avillez, Patrocínio: Fundação das Casas de Fronteira e Alorna / Comissão Portuguesa de História Militar)

32 thoughts on “Um livro por semana 172”

  1. Força, Mestre Filipe !
    Parabéns, José do Carmo Francisco.
    Viva a vaidade dos pais bem sucedidos na sua posteridade.
    Um abraço
    Jnascimento

  2. Adoro este Blog, com os textos aqui publicados até dá para esquecer os mais de 500.000 desempregados, a dívida do Estado, das famílias, o déficit ou até as medidas duras que o PEC vai implicar….

    Como entretenimento melhor só Disney TV…

    Continuam assim, SFF.

  3. Não, quem percebe és tu zézinho. E também não te gabas nada, ó cestinho de verga! Levamos contigo e agora, como denuncia o comentador mais acima, levamos com o “jovem investigador”! E investiga o quê, zézinho? Pertence à Judiciária? Qual é o crime, qual é?

  4. Deve ser bem interessante. Eu li o livro do Aquilino sobre os vice-reis da Índia. Quando entrei em Diu até tive a impressão que o tempo abriu uma bolha e suspendeu, nos saris das borboletas.

    Entretanto, tristemente simbólico do que anda no ar.

  5. Neste caso, será um «historiador» promovido a «investigador», dá mais «ar». Por acaso, segundo parece, filho do JCF, que por acaso faz crítica de livros, neste caso a fazer uma notazinha sobre o livro do seu rebento. Se fosse um «investigador» qualquer dia tínhamos o JCF a promovê-lo a segundo Sherlock Holmes. Como «historiador», é capaz de o promover a um segundo José Hermano Saraiva.

  6. ESte «lúcido» é um parvalhão que não percebe esta coisa simples: nem só de pão vive o Homem, lá porque há muitos desempregados não vamos deixar de registar os livros novos. A vida não pára.
    O da «saia» é maluco, tenta misturar história com crime a despropósito da palavra investigador. É um parvo que julga que pode ter graça.
    O falso «watson» vem com uma conversa da treta sobre o nome do autor do livro; talvez julgasse este pobre diabo que lá porque existem nomes comuns eu poderia ser proibido de falar no livro. Isso é que era bom. Escrevo desde 1978 nos jornais e nas revistas, comecei no «Diário Popular», estou na «Ler» e não admito a nenhum triste que se arme em justiceiro com ou sem máscara. Olha os parvalhões…

  7. «…lá porque existem nomes comuns…»?! Olha-me este! A renegar, assim, o próprio filho! Grande desnaturado!!! Pois, pois, que foi em 1978, já sabia. Olha o cagente te tem aturado! Olha o cagão!!!

  8. Eu Li o último Távora, um grande livro.

    A sua reacção, comprometida, é absolutamente despropositada. Não admite? Vai fazer o quê? Quem anda à chuva molha-se.

  9. Ah!, foi patrocinado pela Fundacao da Casa de Alorna e Avilez! Eu bem me queria parecer que andava aqui bicho! Bichinho de contas, no caso.

  10. ò «Herriq» com que então «comprometida» mas comprometida perante o quê??? Exactamente o contrário: estou-me pouco lixando para os que ladram enquanto o caminho se vai fazendo para a frente, sempre em frente. Em 2003 a minha filha mais velha publicou um livro de contos curtos e era o que faltava alguém pensar que me proibia de escrever sobre ele. E ao «Chef» que é um mixordeiro de palavras lembro que é «Casa de Fronteira e Alorna». Percebes pá? Ou queres um boneco?

  11. “Percebes pa, mixordeiro de palavras?”, mas que intimidade e essa, D. Francisco? Andou comigo a escola, ou que?

    Pois boa sorte para o seu filho, ainda tenho a decencia lhe dizer isso. Mas nao se atreva a aportar ao meu restaurante no seu bote a remos do seculo XVIII, senao arrisca-se a levar com um bife alcatreiro nas trombas. Olha o guerrilheiro ecologico dos densos matos do Principe Real que ainda nao aprendeu as boas maneiras da nossa Lisboa!!

  12. Obrigado pelas palavras de boa sorte para o meu filho. Julgo que ele merece pois nunca atropelou ninguém para fazer os seus trabalhos.

  13. Ó Francisco a sua fúria é de tal ordem que lhe altera a percepção dá realidade.
    Não compreendo o sua reacção à crítica, repito, quem anda à chuva molha-se.
    Ah é Erriq, não Herriq.

  14. Olha o zézinho a aproveitar-se, como de costume, para promover agora a filha mais velha, que publicou um livro de contos curtos em 2003! É preciso ter lata, a lata de sempre! O gajo não perde uma: como ele diz: «…estou-me pouco lixando para os que ladram enquanto o caminho se vai fazendo para a frente, sempre em frente»! Calculo como esse caminho é feito. Pela amostra… Não é só o Ibn Erriq que não compreende a reacção do gajo à crítica, mas o zézinho só responde com grosseria e gabarolice. Fiquei curioso com o comentário feito pelo Le Cheff: «…bichinho de contas»? O zézinho não respondeu, passou em claro. Porquê, zézinho? Conta lá, «camarada»!

  15. É evidente que não respondi nem respondo, então era descer muito baixo perguntar que código era aquele. O chefe não é chefe é tasqueiro e tu não és Watson, não és nada. Passou em claro e ficará em claro, é claro. Na minha terra a tipos como vocês chama-se «maloios» que é ainda pior do que «lapões». Porque o lapão é um triste mas um maloio é um parvo.

  16. (comentei ontem de manhã mas não apareceu)

    dizia que isto era um blogue e não um jornal ou revista. aqui tudo é possível, pelo que acho muito bem que o JCF promova aqui o livro do Filipe.

    eu nos meus blogues também promovo os livros que escrevo. mal de mim, se isso não fosse permitido.

    lamento que o Filipe leve de tabela por gostarem de “chatear” o JCF (não sei se conseguem…).

  17. Ah JCF,
    com isto tudo quase me esquecia, desejo muita sorte para o livro. Estimo todos aqueles que ajudam a “descobrir” as figuras que fizeram a nossa história. É bem provável que compre o livro, por isso obrigado pela divulgação.

  18. Na terra dele dá-se o nome de “maloios” e de “lapões”, aos “tipos” como aqueles que fazem comentários a este senhor. Os primeiros são «uns tristes» os segundos «uns parvos», diz ele. Para mim essas palavras significam o mesmo que “saloios” e os “saloios” são aqueles que trabalham a terra, as pessoas do campo, os rurais, aqueles que lhe dão a comer a si o que a terra dá e com muito trabalho, muito suor. Respeite-os mais que só lhe fica bem. Já agora o que será o senhor? Se calhar nem existe palavras.

  19. Não há dúvida que você, JCF, não tem o mínimo respeito pelo seu semelhante. Não me refiro às brincadeiras que lhe fazem aqui nos comentários e nas quais devia alinhar, em vez de ser grosseiro. Volta não volta lá está você a dizer que os outros «não são nada», que «não percebem nada», que «são um zero», que são «maloios», «lapões», «estúpidos», «parvos», e outros mimos. Quem julga você que é para tratar assim quem não conhece?! Não creio que o seu nome e a sua obra tenham grande reconhecimento no meio literário. Talvez cobre, isso sim, dividendos com as notas que faz sobre livros. Autores e editoras ficam-lhe devedores e você deve receber por troca. Quando não há no nosso país críticos literários, a trabalheira que tem aqui no blog a divulgar livros deve trazer-lhe benefícios. Você é daqueles que não dá ponto sem nó. Mas pela maneira rude como reage aos comentários, deve ser uma pessoa recalcada, frustrada, infeliz. A tentar convencer-se a si próprio daquilo que não é. O seu mau carácter e raiva vão ao ponto de perseguir o pobre do Saramago, só porque o nosso Nobel trocou o seu nome ao autografar-lhe um livro! Faça um exame de consciência, seja mais humilde, tolerante, com menos vaidade. Deixe que sejam os outros a falar de si, a promovê-lo. Talvez comecem a respeitá-lo.

    No que respeita à nota sobre o livro do seu filho, você devia tê-lo feito abertamente, com orgulho de pai. Só lhe ficava bem, não havia impedimentos. Mas limitou-se a dizer que se tratava de «um jovem investigador». Depois, tentou baralhar dizendo que «existem nomes comuns»! Uma anedota e uma tristeza. Pelo que li, ninguém criticou que falasse do livro, criticaram a maneira que adoptou para o fazer.

    Diz luís eme que «não sabe se conseguem chatear o JCF». Pergunta ingénua, desculpe que lhe diga. Então, não conseguem?! É só ler as suas gentis respostas aos comentários…E, já agora, se me permite, costuma dizer bem ou mal dos seus livros lá no seu blog?

    Ibn Erriq, desculpe a pergunta, mas a palavra «camaleão» diz-lhe alguma coisa?

  20. Este paspalhão embora apareça como «cândido», de cândido não tem nada. Maldosamente tenta dizer-me como é que se faz uma nota de leitura, trabalho que faço desde 1978. Era o que faltava vir aqui dar lições. Maldosamente tenta esconder o principal (Saramago apagou as dedicatórias do livro «Levantado do Chão» a partir de uma determinada época) focando apenas o acessório – ele chamou-me João em vez de José numa dedicatória de um livro em Dezembro de 1999. Já expliquei isso bem explicadinho: ele chamou-me João porque viu perto de mim uma pessoa que lhe lembrava esse mesmo João que ele apagou na dedicatória do «Levantado do Chão». Acto falhado. Mas que «cândido» tão pouco cândido… Safa!

  21. Cuidado José do Carmo Francisco! Cuidadinho! Você não sabe quem sou, mas eu lembro-lhe que existem leis na Internet. Uma delas, proíbe a divulgação dos e-mails de cada um. Coloquei no comentário acima as minhas iniciais. Você acaba de infrigir a lei ao divulgar o meu nome, pois do meu nome se trata. Efectivamente, o meu nome próprio é Cândido. Só não conseguiu decifrar o e-mail na totalidade: os meus apelidos têm apenas as iniciais. Você vai ser responsabilizado por este abuso. Só uma pessoa de baixo nível como você se atreveria a tanto. A maldade e a arrogância cegam-no! Está lá, ao lado do mail, na caixa dos comentários deste blog, mas você não sabe inglês: WILL NOT BE PUBLISHED! E agora, José?

  22. Valupi:

    Desculpe vir aqui por um assunto que nada tem a ver com este post, mas não tinha a certeza de que viesse a ler estas palavras no local onde pertencem.

    Costumo ler e por vezes comentar alguns dos vossos posts. Há dias, ao ler uma das respostas de José do Carmo Francisco aos comentadores, reparei que se vangloriava de conhecer os e-mails de quem havia feito os comentários: «Eu li!»

    Acabo de verificar que JCF divulgou publicamente o meu nome em resposta a um comentário que lhe fiz, embora eu tenha assinado apenas com as minhas iniciais. O meu nome próprio consta do meu e-mail. Se os e-mails não são publicados, como se lê no Aspirina B (will not be published), como é possível este abuso?! A lei da Internet não o permite.

    Cândidos há muitos, eu sei. Simplesmente, não deve este cavalheiro divulgar em parte (ou no seu todo, se pudesse) os e-mails de quem visita este blog. Peço-lhe, ou aos responsáveis do Aspirina B que tomem providências. Este senhor, com a prosápia que lhe é conhecida, tem de ser metido na ordem. Assim o espero.

    Com os meus cumprimentos

    CM

  23. Foi azar, foi mesmo azar. Não devia ter acertado. Porque segundos antes estive para brincar com isto e chamar ao autor CORREIO DA MANHÃ, dava «correio da manha». Só um manhoso podia vir aqui com aquela prosápia. Não vale a pena tanto estardalhaço. Mas achei graça aquela do «meio literário» embora não tenha achado graça à outra da dedicatória do Saramago. Atira-se a pedra e esconde-se a mão? Não pode ser, é preciso ir até ao fim.

  24. Prosápia e manha tem você. Eu tenho o bom-senso para fazer uma análise de si, dos seus posts e das respostas ofensivas que dirige a quem lhe faz comentários. Mas não foi azar seu. Foi burrice, ignorância, mau-perder, raiva, vingança, sem medir o resultado das consequências. «Não vale a pena tanto estardalhaço» diz você. Isso é que vale! Ou pensava que se ficava a rir?! Você, ignorante como é, não sabe que existe a Provedoria do Cliente, a ANA.com e a Polícia Judiciária para resolver estes assuntos? Não sabe, por ser ignorante, que um e-mail ou parte dele é um dado de sigílo que não deve ser exposto da forma como você o fez? Não sabe mas vai aprender, garanto-lhe! E fica o aviso para quem faz no Aspirina comentários a este indivíduo: corre o perigo de ver o seu e-mail divugado na praça pública. Até ao fim vou eu, acredite. E pode continuar a meter o rabo entre as pernas!

  25. você que só por acaso me chamou ingénuo (também sem me conhecer de lado nenhum, como julgo que não conhece pessoalmente o JCF, para fazer tantos juizos de valor), não sabe que “cândido” é um adjectivo?

    cândido = muito branco, alvo, puro de costumes, ingénuo (e esta?), sincero, inocente, etc.

  26. Chamei-lhe ingénuo (sem querer ofender) devido à sua boa-fé ao julgar que o JCF não se chateava com os comentários. Lembrei-lhe apenas que acontecia o contrário: basta ler as suas respostas aos comentadores.

    Quanto ao nome, não sabe que pode ser um adjectivo mas também um nome próprio? Decisão dos padrinhos. Há outros: Benigno, Bárbara, Bela, Clara, nunca mais acaba! Já agora, caso não saiba, cândido vem do latim…

  27. CM, não percebo a referência ao camaleão, mas se especificar terei todo o gosto em aprofundar o assunto

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