O bordão dos tímidos ou Nausicaa outra

Para Fernando Assis Pacheco

Não havia clássicos no Curso Comercial
O «Ulisses» em banda desenhada – apenas
E pouco mais que ler quase parecia mal
Quando as semanas voavam pouco serenas

As Edites e as Ângelas dançavam longe
No baile de finalistas era num celeiro
Encostado às paredes eu fazia de monge
Chorando por um desgosto verdadeiro

Em corredores no metro as encontro hoje
A caminho do médico já com as crianças
São uma porta fechada e o passado foge
Para deixar no poema estas lembranças

E a voz cansada de quem jogou quase tudo
E perdeu tudo sem saber bem o resultado
Volta-se hoje para um exercício mudo
Ângulo fechado para dentro do passado

José do Carmo Francisco
(in «Leme de Luz», Edição SOL XXI 1993)

11 thoughts on “O bordão dos tímidos ou Nausicaa outra”

  1. mais do mesmo, pra variar. complexos de pé descalço e de patinho feio, o que te faltou na vida foi inteligência, mas para isso não há cura e lá teremos que gramar o disco rachado das tuas frustações amorosas & complexos de classe em pretensa forma de poema tipo desgraçadinho do metro. podias musicar essa porra com umas mccartnices e lançavas um franchising de esquina para a baixa/chiado e bocas de metro, em tempos de crise há que explorar os segmentos mais abrangentes com o mínimo de investimento. conversa já tens, música dauneloudas da net à borliú, se não souberes como é perguntas à edie, só faltam os púcaros prá moedinha, nada que não se resolva com umas latas de aicetia rebarbadas au lancil. et voilá, só falta recrutares uns cromos tipo olinda & cimento que te paguem a ideia e vão largando algum pela inspiração que lhes vais fornecendo. se resultar vais ter palettes de edites & resmas de ângelas a esquecerem-se dos filhos no médico e a abandonarem a família para dançarem com o clássico do curso comercial. pega lá esta valentina dos beijos no cu, pode ser que te ajude a desenvolver o projecto e já sabes se exportares o àlbaro dá-te uma isenção fiscal, caso não chova recebes um subsídio da cricas, é sempre a meter na gabardine, haja bolsos.

    http://youtu.be/GrgMFljaI70

  2. nice era fazer uma opera com o tosco da benedita salvo na praia do trancão pela ângela, uma coisa assim tipo ulisses & nausicaa, mas adaptado à ruralidade contemporânea do bardo das verrugas.

  3. eheheheh, curso comercial, curso comercial

    Fui ao curso comercial.
    estudei à porta do curso comercial
    nada consegui
    continuo anormal

    A gaja lixou-me a terceira classe
    eu não era inteligente
    não se deixou ir na conversa
    de uma alma doente

    Toma, meue, merdesia on line, oube, pá,que nos interessa tua bida, pazinho? que nos interessa os olhos mortos de carneiro a olhare prá judite pá?tu querias era cileiro, pra bsitares as pagens do meio e ´marcares território com a pingueinha do caozinho.pazinho, ó pazinho, baie lere as estrofes de bocage depois de morto, aprende alguma coisa meue, larga a baidade pá, saie do turbilhaoe da maldade pá,tu nãoe éze importante pá, faze outro tipo de antulogiaze pá, ou baie pró feissebuque e cumenta as tuas cabrestices com a sinhá, pazinho e com o nascimentoe ou com o ibaristu, tudo com os mesmos genes e cromucomas ca tie, meue. tranca-te no quartu, rudeia-te de ispelhozes e pença que tens muita gente do teue nibele a admirar-te, pazinho.

  4. Ó gajinho, oube lá, é óbbio que num habia classicus no curso cumercial, e essa do ulisses é um agranda treta, por isso é que tu só dazes calinadas, meue, tu liaze as «ginas» à porta e lias caprichos pra engatare as edites e quijandas, fogo, parbalhãoe, inda bems práqui dizer içi, caracu. emílio, pázinho, éze um emílio, pá. baie ber o que é um emílio.

  5. Grande cabresto tresmalhado! Eu fiz o exame da terceira classe em Abril de 1961 nas Caldas da Rainha porque um trambolho na delegação escolar do Montijo em Outubro de 1957 não me deixou entrar na escola primária com seis anos mas quase a fazer sete – Fevereiro de 1958. Como só entrei já com sete anos em Outubro de 1958, perdi um ano e só o recuperei em Abril de 1961. Claro que fiz com distinção o exame da quarta classe em Julho de 1961. Vai marrar longe, cabresto!!!

  6. Nausica ou Nausicaa é a filha do rei Alcino e da rainha Arete, tendo recebido em sonhos uma missão – ajudar Ulisses a regressar a Ítaca. Neste meu poema há uma homenagem a uma Nausicaa de FAP a tal que disse «Oi!» em brasilês chupando o eroticão de um sorvete.

  7. eih man! ganda nóia essa nausia dando bouquete no picolé e a rebocar o tolan da poesia neo-rústica encalhado na praia da foz do trancão. o viegas vai abrir concurso para pintura desta cena gótica.

  8. Sou um poeta de fama,
    poeta das violetas,
    eu faço versos à lama
    inspiro-me nas sarjetas!

    Ia para escrever: e chafurdo nas sarjetas, mas achei demasiado forte.

  9. eheheheheheh, Ó LETRA DE SARJETA, meu JABARDÃO, ora mostra lá a tua distinçãoe na 4ª classe, MARRANO. Perdeste um ano porque és um anormal e amandaze as culpaze pra cima de uma senhora dignae que te tupoue á distãncia, caragu. CABRESTO ése tu, pá, aliáze, falta de cabresto tenze tu BAIDOSU, se fosses tãoe inteligente tinhaze ido pra dotore ou injinhero, num fostes purque tu num tenze capacidade para issoe.fostes prá iscola cumercial, para aprendere a usar mangaze pretas nos braçus, ó PINTELHO mal cheiroso, pázinho,vai tu marrare, purque quem tem os cornos éze tue. Tu é que passas a Bida a marrar com tudo. Oube, tamém fizestes a escola comerciale com distinçãoe? Bá, dize lá que eraze o melhor no sítio onde num habia cesário berde, e só lias ginas e caprichus.

    Sou o Zeca Galhão,
    Um granda bacorito
    Tenho chifres na testa
    sou um ganda marrão

    penso que sou poeta
    mas de poeta não tenho nada
    só escrevo merdesia
    em jeito de poesia

    a lama não me quer
    a sarjeta tamém não,
    apesar do meu esforço
    em ser o zeca Galhão

    Ó pazinho, ó gajo, toma, embrulha e deita pró sacu, merdesia on line, meue, é só encumendare e cumo já bistes, todus aquie fazem puesia.
    Ó anónimo, ó poeta anónimo, ganda balada meue, bamos os doize a fazere uma puesia sobre os CORNOS do amigo do Ibaristo. O gajo iscouceia, marra na parede e rebenta com uma pinta. Ó Zeca, pá, és um prebisibel, pá, eue prebeju-te pá, ahahahahhaha bai apararre o calcio que tesnze na testa, meue, olè! É touro inraibecido, ó práaquie, a capa é bermelha, BENFIQUISTA.

  10. ehehhe a nausicaa debe sere a maria judite, com as pernas tortas, mas tamém num interessa pró Zequinha, purque pra ele as pernaze é pra afastar pró lado, ehehehehehehe

    e na cabeça, sempre se pode por uma toalha branquinha, para tapar as verrugas, ou não, que as odes ás berrrugas saem do Zeca como peidos num dia de feijuada.

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