Dona Viola Minha Dama

Viola da Terra, menina

Nas mãos de Hélio Beirão

Cria uma voz divina

Na humana condição

Viola de cinco parcelas

Nas mãos de José Elmiro

Traz a luz das estrelas

Até ao ar que eu respiro

Volta o som das trindades

Júlia, David, José Beirão

Um ciclone de saudades

Sai de dentro do violão

Viola regional Terceirense

Por ela a Terra tem voz

Assim a morte se vence

Nas festas de todos nós

A morte não mata Lira

A Lira fugiu na canção

A sua vida ainda respira

Nas mãos de Hélio Beirão

Entre Angra e Monte Brasil

O cicerone é uma viola

Sai uma música gentil

Que não precisa de escola

Olhos pretos numa esquina

O Sol perguntou à Lua

Por onde foi a menina

Que vinha por esta rua

Está na viola da Terra

Escondida na madeira

O amor em pé de guerra

Perdura uma vida inteira

Sapateia e chamarrita

Chegou no sabor a beijo

Casa dos Açores, visita

Debruçada sobre o Tejo

6 thoughts on “Dona Viola Minha Dama”

  1. Corrige lá o “sai de dentro do violão”. Querias que saísse de fora? Subir para cima e descer para baixo também usas? A outra “escondida na madeira” deve ser bicho. Tu bem tentas mas é a salgalhada do costume. A foto é mais uma charada, não me parece ser dos Açores nem uma tourada à corda, porque o toiro não tem cordas nem se vislumbram os manipuladores. Não é por ultimamente utilizares fotografias que melhoras os escritos, pelo contrário. Esta foto deve ser de Vila Franca ia apostar!

  2. Tu não mereces mas eu ainda digo (não para ti mas para as pessoas que podem ser enganadas com as tuas patacoadas) que esta foto tem a seguinte legenda: «Terceira – Course de taureaux dans la rue». Cordas tens tu nas orelhas…

  3. Devias ter legendado a foto, tenho reparado que não o fazes. Mesmo assim, fico na minha. Cordas pareces ter tu nas mãos, não és capaz de escrever um poema que valha esse nome!

  4. Vê lá se percebes de uma vez por todas que tu não tens o mínimo de categoria para me propor alterações ao que escrevo e muito menos afirmar que «devia legendar». Só referi a legenda por respeito às outras pessoas perante a tua estúpida afirmação de que se trata de Vila Franca de Xira. A legenda está em francês porque o livro tem como título «Madére – Açores» Les guides bleus illustrès – Librairie Hachette.

  5. Lá teima o Zézinho em ofender, “tu não tens o mínimo de categoria”. É por isso que te dão tareia e não tens simpatias, pela tua arrogância e desprezo por quem te lê. Vê se enchergas de uma vez por todas que os outros não são parvos como tu basicamente pensas. Estava então em francês e tu não sabes traduzir, deve ser isso, mas o certo é ser para te dares ares de poliglota! A conversa termina aqui, por hoje,

  6. Como diz o Vasco Santana na cena das rendas por pagar «É burro e é estúpido!». Quem se permite dizer frases começadas por «corrige lá» ou «devias ter» não tendo, como tu, nem bibliografia nem biografia para tal, não pode estranhar uma resposta. E não é uma ofensa porque ofensa falhada foi o que o teu comentário procurou ser – mas em vão. E não te esqueças que a palavra «enxergar» no sentido de «vislumbrar» está errada no teu texto. Cuidado com os bitaites, é preciso conhecer o vocabulário.

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