Carlos de Oliveira – C.O. in «Iniciais» 1981

Para si são as palavras mais difíceis
Nas longas noites de procura de sentido
Para os textos que transmitem uma dor
De não saber fazer assim a minha prosa

E quem diz prosa diz poesia porque é assim
Quando os seus livros são conhecidos no iceberg
O que não está exposto ao nosso olhar
(Quantas palavras cheias de som nessas gavetas)

Na sua balança para medir o peso de quem passa
Há um cheiro a noite e a gasolina
Deixe-me ao menos ver a ponta dos seus dedos
Deixe-me olhar o seu peso nas suas palavras

10 thoughts on “Carlos de Oliveira – C.O. in «Iniciais» 1981”

  1. Exacto – nem mais Sinhã. O Colóquio acaba hoje à tarde com um filme e leitura de um texto de Eduardo Lourenço. Ontem fomos ver «Uma abelha na chuva» à Cinemateca.

  2. O perfume nocturno a gasolina,lembrete da falta de aminoácidos, da roubalheira galpiana, ó Lorde, só falta a marca do carro.

  3. Ó chico do bairro alto pá, lava as mãos antes de te meteres com os grilos. Coitado dos grilos, o partido dos animais ainda te processa pá, que com a fome que andas, ainda provocas a extinção da espécie, seu macaco. Vai beber gásoleo, seu cueta de cordel.Quem sabe ficas mais inflamado e te sai uma estrofe de jeito.

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