Balada para Carlota e Collandre

(Rua da Misericórdia, 30)

Carlota, mulher menina

Ao lado de Marta, mãe

Vê o Chiado na esquina

Cais do Sodré mais além

Num eléctrico amarelo

Entre a Estrela e a Graça

Passam sombras do castelo

Nos carris por onde passa

Alecrim, rua da ilusão

A olhar para os telhados

Os cacilheiros já estão

Nestas telhas atracados

Martim Moniz – Prazeres

Quando muda a bandeira

Ouço a voz das mulheres

Trazem as flores da Ribeira

«Anúncio de Primavera»

É quadro em exposição

Collandre mulher sincera

Pinta sempre com razão

A traço firme e seguro

Máscara de fantasia

A palavra que procuro

Nunca me dirá todavia

Esplendor do imaginário

Nestas pautas musicais

Que desenham o contrário

Das paisagens essenciais

Que Carlota vai levar

No sorriso fim de dia

Já Marta fecha o lugar

Onde a luz se refugia

8 thoughts on “Balada para Carlota e Collandre”

  1. sorrisos de fim de dia. ai. :-) um de final de manhã já é bom.:-)

    (mas a carlota tem mais pescoço que mamas. isso é que não):-)

  2. Sinhã, não tem a ver a bota com a perdigota nem a francesa janota com a menina carlota. O quadro é acrílico a Carlota é uma menina de verdade. São coisas distintas.

  3. Aconselho vivamente esta pequena, mas muito interessante exposição aos que passarem pela Biblioteca Municipal Almeida Garrett no Porto:

    A GUERRA DOS CARTAZES

    Exposição de materiais político-sindicais produzidos no período da revolução do 25 de Abril de 1974, da colecção de Gualberto Freitas, composta por cartazes reproduzidos no livro “A Guerra dos Cartazes”, e documentos do mesmo período: jornais, panfletos, autocolantes, pins… Esta iniciativa integra-se no âmbito do programa de comemoração dos 80 anos de Zeca Afonso.

    De 12 de Abril a 05 de Maio
    Segunda: 14h00 – 18h00
    Terça a sábado: 10h00 – 18h00
    Público em geral
    Local: átrio
    Gratuito

  4. Outra exposição a não perder é a que se encontra na Torre do Tombo, em Lisboa:

    Cada fio de vontade são dois braços/ e cada braço uma alavanca: jornais manuscritos na prisão (1934-1945)

    É até 31 de maio e não tenciono perder essa exposição.

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