Balada da Rua da Madalena

(a Margarida Rodrigues e ao Clube de Leitura da Biblioteca Camões)

Na Rua da Madalena
Caminho de mais além
A tarde passou serena
No Poço do Borratém
Se entramos na livraria
À procura dos perigos
Nos contos e na poesia
Aparecem mais amigos
Da Alfândega ao Caldas
S. Cristóvão, Escadinhas
A vida dá umas baldas
No sorriso das vizinhas
Eles moram todos juntos
No bairro e nesta cidade
São comuns os assuntos
E o tempo da liberdade

Na Rua da Madalena
Entre instinto e razão
Uma vida mais pequena
Que sonho em dimensão
E a Escola do Paraíso
Tinha aqui um caminho
Quando cantar é preciso
Ninguém canta sozinho
Nas pedras dos passeios
Na direcção destes passos
Vou à estação de correios
E procuro novos espaços
Na balada a terminar
Restos de melancolia
Nos passos deste lugar
E na luz que fecha o dia

14 thoughts on “Balada da Rua da Madalena”

  1. Obrigado Luis Eme, leitor qualificado. Sinhã podes contactar pelo «mail» OK? Para masi pormenores e não detalhes como diz o outro – «a cor do horto gráfico». Safa!

  2. Pareces um cão com pulgas, pá! Não desistes de ser «poeta» e as «pulgas» não te largam! Olha-me só estes disparates (coitadinha da Madalena, da Margarida e do Camões!):

    Se entramos na livraria
    À procura dos perigos
    Nos contos e na poesia

    (Devem ser os perigos da tua escrita!)

    Quando cantar é preciso
    Ninguém canta sozinho

    (Ai, isso é que canta! Principalmente, no chuveiro!)

    E nem comento mai nada, pá! Vai brincar ao Carnaval, que talvez seja uma boa ideia. Já pensaste em mascarar-te de jcFrancisco todo vestido com peneiras?

    E vem o luis eme consolar-te com palavrinhas doces (ou não percebe nada de poesia ou é hipócrita!) e a avezita (azar não ser migratória!) a dar-te graxa!

    Depois respondes a quem comenta os teus posts (inda se fosse só isso!): «Não sejas mau pra mim!»…

  3. luis eme, por não gostar é que digo que não «como». E mais: porque razão não «como». Não digo mal por dizer, digo explicando as minhas razões para não «comer» aquilo que o jcfrancisco quer que eu «coma», só isso! Quem tem boa boca, como tu, pode gaba-lhe à-vontade a «poesia» que oferece aos leitores do Aspirina! O nosso «poeta» peca ainda por outra coisa: está convencido de que qualquer tema lhe serve para fazer um poema; e vai disto, sem medir as consequências da sua pressa, da sua sede desvairada de prestígio. Depois, olha, sofre as consequências! Aqui não há «carneiros» de clube «anti-JCF», como dizes. Por mim falo. Sou exigente na poesia e intransigente no que toca a vaidades saloias e fora de propósito, nada mais.

  4. perfeitamente de acordo, Joca.

    cada um come o que quer.

    cada um gosta do que quer.

    não tens nada é de tentar condicionar o meu bom ou mau gosto, tal como eu não tenho nada a ver com o teu.

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