Bakerloo Line

Em Paddington e Charing Cross, estações
Nos lugares mais laterais da carruagem
Procurei como num puzzle de emoções
Mas a princesa não vinha nesta viagem

Procurava uma mulher de mãos de fada
Uma princesa esquecida do passado
As mãos traziam esses jornais de nada
O rosto voltava-se para o outro lado

Mais à frente no branco dos corredores
Um homem canta canções de agora
Tal como eram os antigos trovadores
Ele acaba de cantar e vai-se embora

Procurava uma mulher de mãos de fada
Não desisto de procurar o rosto altivo
Sou eu o trovador na minha estrada
E a princesa é a canção e o seu motivo

15 thoughts on “Bakerloo Line”

  1. Tão londrino que tu andas, pá! Já não pertences ao Bairro Alto? Estes textos, a mostrar uma evidente saloice lusa, só prova a tua pobreza de berço e de espírito e o bimbo que tu és, caro José Francisco!

  2. Cá temos o JCFrancisco a fazer-se passar por Aníbal! Vê-se logo que a prosa é a dele. Essa do «excelente poema», não deixa dúvidas!

  3. Então o Aníbal é o tal que diz que as mulheres fazem o «comer», e que quem cozinha são os grands chefs. Grande taberneiro.

  4. Ideias, estou no anterior post do senhor jcFrancisco. Agora, estou aqui, a ler o «poema»: «Bimbo era o teu avô torto, palermazão!». Lindo, não acha? Mas devo acrescentar que tem muito mais classe falar das estações londrinas de Paddington ou de Charing Cross do que das nossas vulgaríssimas estações de Sete-Rios ou de Campolide…

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