Avenida da Liberdade

Tão certo como se tivesse sido combinado

Ao telemóvel numa mensagem recebida

Numa cidade com ruas por todo o lado

Logo havia de te encontrar na Avenida

Uma alegria há muito tempo perseguida

Num intervalo quase terra de ninguém

Mas eu já via o teu olhar numa ermida

Na romaria anual da terra da tua mãe

Teimo ver no risco do quiosque a capela

Na tua pressa a ideia da promessa a pagar

A tua garrafa de azeite deixada na janela

Faz de noite a luz da lamparina no altar

Um sonho destruído pela ambulância

Que passou agora em alta velocidade

Rasgando na tua pressa uma distância

Trazendo ao meu olhar outra saudade

3 thoughts on “Avenida da Liberdade”

  1. Não percebo essa citação, não conheço. A Isabel Pires de Lima escreveu um dia que a minha poesia é «límpida, incisiva e eficaz». Só queria saber se estás de acordo, já agora que te pronunciaste.

  2. é do camilinho. eu gosto.:-)

    é, sim, uma verdadeira aspirina a tua poesia

    (ou parece ser, pelo que ouço dos seus efeitos, visto nunca ter tomado).:-)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.