As três meninas

Ao sábado chegam a casa as três meninas

Sobem as escadas num porte de princesa

Em cada rosto há uma luz de tangerinas

As suas vozes ligam a Cultura à Natureza

São teses, são diplomas ou são mestrados

Novos conceitos na História, na Educação

A nova sementeira à espera dos resultados

Num campo onde é preciso saber ter razão

Das janelas vê-se a serra e as suas ravinas

Pressentem-se ribeiros, o Tejo e afluentes

Ao contrário da cidade com ruas e esquinas

Onde os dias são iguais embora diferentes

Ao domingo à noite a casa fica sombria

A linha da alegria fica logo interrompida

Sai então a Paula, sai depois a Ana Maria

E logo a seguir sai também a Margarida

16 thoughts on “As três meninas”

  1. Um verdadeiro tasquinho:

    Era do Américo Caixa
    O pirosteco tasquino,
    Onde o sonho se emborracha
    Quando a saudade é de vinho.

    No mosqueiro do balcão
    Não faltava lá pitada,
    Desde frango a salpicão
    Iscas e sardinha assada.

    Mas se esbordava o tasquinho
    E ele estava lá sozinho,
    Enchia de pulmões.

    “Fiu, fiu” ó São, São, ó São
    Põe-me aqui o teu irmão
    Nem que seja p’los …

    De: Rodela

  2. Só uma perguntinha ao poeta: como é «que os dias são iguais embora diferentes»? Depois, a salgalhada do costume. Nem parece que publica versos desde 1972! Ou parece?
    Faça lá a sua criticazinha aos livros e fique-se por aí. Largue a poesia. Ultimamente só escreve poesia (???) falhada. Ainda se aproveita um verso aqui, outro acolá. O resto, apenas um amontoado de palavras. Dá a impressão que se julga um grande poeta e que tudo o que escreve é bom! Já reparou no ritmo? Na falta de harmonia? No pé quebrado dos versos? Na desarticulação total do poema? Isso não é poesia. Não passa de uma pretensão, de uma teima, de um «quero, posso e mando». Largue este género de poesia, repito. Só nos maça. Principalmente, a quem aprecia poesia a sério, como eu. É um conselho de amigo e não me chame invejoso. Se chamar, só mostra falta de argumentação, meu caro José Francisco

    Manuel Pacheco: andou lá perto, mas falhou o «golpe de asa». Ou teria sido o Rodela?

  3. ESta é mais Vila Velha de Ródão, Sinhá mas o que conta é a Geografia que é mais importante do que a História. Um abraço caloroso

  4. Isalino Nguimba da Cruz Augusto – Angola

    Não posso Eva

    O olhar da Eva é um rio transbordante
    que carrega vida nas curvilíneas ruas
    do seu desenho corporal

    Não é normal que ela me demova
    do meu estado estático e desinteressado
    da poesia ética e estética do meu coração

    Há no olhar da Eva uma mística
    que me alcança e me enlaça
    nas imagens do ecrán do meu ser
    e me conduz no paraíso do fruto proibido

    Passeio enfeitiçado na calçada dos seus lábios
    esquecendo-me do ditado dos sábios

    No entanto recobro a razão
    e vejo o olhar desesperado do meu coração
    que constata a moralidade
    da armadura doirada dos meus dedos
    oh não!
    não posso Eva

  5. Espero que apreciem como eu apreciei. É uma preciosidade verdadeira. Um gesto de abdicação humana que alguém confessa. Ousado e sincero. Que nos faz passar por uma gama de sensações desde a surpresa à compreensão, desde o dramático ao cómico.
    Encontrei por aí, na net. É uma prenda para o Aspirina.

  6. “Histórias do Padre Castro”

    O Padre Castro media
    Uns três metros e noventa
    De barriga e já não via,
    Há anos, a ferramenta.

    Um dia estava a “mijar”
    E um rapazito atrevido,
    Pôs-se do lado a espreitar
    Aquele monstro esculpido.

    Mas ele olho perspicaz
    Foi perguntar ao rapaz:
    – Tu viste-me o “realejo”?!

    – Vi. – Pega então dez “paus”, pá
    E diz-me como ele está
    Que há muito que não o vejo

    De. Rodela

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