Lá volta a cantilena do “Fidel milionário”

É coisa cíclica: volta meia volta ouvimos falar duma por certo rigorosa lista da revista Forbes que atribui a Fidel Castro uma fortuna esbugalhante. Desta vez, é-nos apresentado como sétimo líder mais rico do mundo, na formidável companhia de reis, sultões e príncipes casadoiros.
E como é apurado o valor do criminoso pecúlio do ditador cubano? Varia de ano para ano. Mas é sempre método mui científico e fiável. Antes, calculavam, para poupar trabalho, uma percentagem do PIB de Cuba e atribuíam-no a Fidel. Passados uns anos, começaram, generosamente, a dar-lhe uma fatia das receitas das empresas estatais que representam, nas palavras da insuspeita revista, «state-owned assets Castro is assumed to control».
Este ano, é tudo mais rigoroso: «we assume he has economic control over a web of state-owned companies (…) To come up with a net worth figure, we use a discounted cash flow method to value these companies and then assume a portion of that profit stream goes to Castro. To be conservative, we don’t try to estimate any past profits he may have pocketed, though we have heard rumors of large stashes in Swiss bank accounts.» Partem do princípio, assumem e até dão de barato os esbulhos passados, apesar dos credíveis rumores que andam por aí.
Que a Forbes, notória pelo seu militante anti-castrismo, persista na fábula mascarada de jornalismo, ainda vá. Bizarro é que tanta gente — da RTP a blogues respeitáveis — nem se dê ao trabalho de investigar o site da revista antes de dar eco a historietas sem qualquer fundamento visível.

28 thoughts on “Lá volta a cantilena do “Fidel milionário””

  1. Foi o mesmo que pensei ao ler o artigo… havia que colocar o Fidel na “listinha” à força. Mas também é verdade que Fidel e a sua Cuba estão cheias de “listinhas” tão ou mais demagógicas que a da Forbes.

  2. Rui,
    A ideia não é branquear o regime castrista; apenas apontar a fragilidade de uma acusação que nem o chega a ser.

  3. A Forbes, esse meio de duvidosa comunicação que se esconde atrás do arbusto (bush, para os amigos), reserva sempre um espaço para o Fidel inimigo. Quando as fontes estão secas, há quem se julgue no direito de fazer chover. Vá-se lá saber, tem porventura um vetusto CEO ou chairman que guarda na zona occipital nostalgia da vassalagem paradisíaca que Fulgêncio Batista prestava à grande maçã da metrópole (1959 foi há uns dias). E pergunta-se, em segredo, se chegará a reencontrar, ainda em vida a casinhota de férias de que guarda fotografias prazenteiras e iluminadas pelo Sol no Malecón. Sabia-lhe bem um mojito, mas com hierba buena acabada de colher e não subjugada à plástica metodologia do take-away…

    Já vimos esse filme. E já falta pouco, pressente-se, para que o vejamos de novo. Fidel, que não presta e está prestes, vai transformar-se em mais uma imagem pintada no mural de Viñales; e quem lhe suceder dificilmente poderá resistir a, de facto, mais cedo ou mais tarde abrir a tal conta na Suíça que assegurará o próprio futuro e cimentará o “façamos as pazes” que sem dúvida recoloca Cuba no eixo do assim-assim. A Forbes não dará notícia disso.

    Enquanto o pau vai e volta, não folgam as costas dos cubanos. É vincadamente simbólico que à junção do seu rum com a coca-cola dos outros se chame ‘Cuba libre’. Os cubanos, porém, irremediavelmente têm para si que essa liberdade é uma miragem — sem coca-cola é o que é, com coca-cola será o que foi. Talvez por isso, o nome com que entre si entredentes baptizaram essa combinação postiça de néctares nacionais é bem distinto: “Para mi, una mentirosa sin hielo, por favor”.

    Mentir é feio. E a realidade é assim.

    Ao (PUB) “Matusalem”, o melhor rum do mundo, o rum dos cubanos, fabricado em Santiago de Cuba, nenhum cubano comete a heresia de juntar coca-cola…

    Até já.

  4. Não sei o que é mais hilariante se atribuir a Fidel Castro uma fortuna esbugalhante se afirmar que o «Bichos» é um «blog» respeitável.
    Basta lermos os arquivos das presidenciais para vermos a respeitabilidade da coisa.

  5. Nelson,
    Apontar o óbvio — que esta acusação se baseia em coisa nenhuma — não me parece configurar pecado de cumplicidade com a ditadura cubana. Mas você é que sabe, claro.

  6. Mentiras
    A Forbes publica uma lista no mínimo engraçada, cujo nome é deturpado pelos nossos jornais para servir os interesses propagandísticos de descredibilização do Socialismo e dos comunistas.
    Segundo vários jornais:

    “Fidel Castro é o sétimo líder de um país mais rico do mundo, com uma fortuna de 900 milhões de dólares. O primeiro é o saudita Abdullah Bin Abdulaziz. A lista dos «governantes» milionários da «Forbes» acaba de sair.

    O presidente de Cuba tem uma fortuna calculada em 900 milhões de dólares, o equivalente, ao câmbio actual, a 709 milhões de euros. Segundo a «Forbes», a fortuna de Fidel tem crescido muito nos últimos anos, já que em 2003 estava calculada em «apenas» 110 milhões de dólares, ou 87 milhões de euros.”

    Primeiro vamos definir “governantes”. Dirigo-me à lista da forbes das pessoas mais ricas do mundo, a “world´s Billionaires complete list” na esperança de não encontrar lá nenhum “governante” nem o Fidel, visto que segundo a Forbes, não é um Bilionário ( apenas um milionário ). E encontro nessa lista este senhor:

    37 Silvio Berlusconi Italy 69 11.0 Italy (com 69 anos e uma fortuna avaliada em aproximadamente 11 biliões de dollars ).

    Ora como este senhor não aparece nos 10 “governantes” mais ricos, apesar de ter mais riqueza que os 10 juntos, eu pensei que talvez os governantes fossem apenas Chefes de Estado ou assim. Vou então à procura da lista completa no site da Forbes e afinal a lista tem um nome, que não é governantes nem chefes de Estado mas “Fortunes Of Kings, Queens And Dictators”.

    Ora é nessa lista que eu encontro então Fidel Castro com uma fortuna avaliada em 900 milhões de dollars e vejo também isto.

    “Comandante since 1959. We estimate his fortune based on his economic power over a web of state-owned companies including El Palacio de Convenciones, a convention center near Havana; Cimex, retail conglomerate; and Medicuba, which sells vaccines and other pharmaceuticals produced in Cuba.”

    É de facto engraçado. Portanto segundo a Forbes, as empresas estatais cubanas contam para a riqueza pessoal de Fidel. E ao que parece a riqueza pessoal de Fidel, cresceu em dois anos de 150 milhões de dollars para 900 milhões de dollars, isto significa que as empresas estatais estão de boa saúde.

  7. “Não sei o que é mais hilariante: se atribuir a Fidel Castro uma fortuna esbugalhante se afirmar que o «Bichos» é um «blog» respeitável.”

    Concordo com este comentário do Pedro Oliveira. De cada vez que me deparo com a Joana Amaral Dias penso em muitas coisas; mas respeitá-la não faz parte dos meus planos.

    Seria mais ‘o amor e uma cubana’, mas sem cubana e com Joana. Ai, ai…

    Até já.

  8. “É de facto engraçado. Portanto segundo a Forbes, as empresas estatais cubanas contam para a riqueza pessoal de Fidel. E ao que parece a riqueza pessoal de Fidel, cresceu em dois anos de 150 milhões de dollars para 900 milhões de dollars, isto significa que as empresas estatais estão de boa saúde.”
    Parece que para o ano a fortuna pessoal de Fidel vai continuar a crescer.

  9. Durante a luta armada, em Cuba, contra Fulgencio Batista, logo ao entrar em Havana Che Guevara executou ou supervisionou as execuções, após julgamentos sumários, de dezenas de suspeitos “inimigos do povo” e de todos aqueles que se encontravam no lugar errado em momento errado.

    Como indica seu diário de Sierra Maestra, Guevara eliminou Eutímio Guerra, suspeito de estar passando informações. Diz o diário: “Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola de calibre 32 na têmpora direita. Seus pertences passaram a meu poder”. Mais tarde, “justiçou” Aristídio, um camponês que manifestou o desejo de abandonar a guerrilha. Também não titubeou ao ordenar a morte de Echavarria, irmão de um de seus camaradas, acusado de crimes não especificados. “Tinha que pagar um preço”, diz o diário.

    Jaime Costa Vasquez, um comandante do exército revolucionário, conhecido como “El Catalan”, ainda vivo, sustenta que muitas execuções atribuídas a Ramiro Valdés, que mais tarde viria a ser Ministro do Interior de Cuba, foram responsabilidade direta de Guevara porque Valdés, nas montanhas, estava sob suas ordens. “Ante la duda, mátalo”, eram as instruções de Che.

    Ainda segundo ”El Catalan”, nas vésperas da vitória, Che ordenou a execução de duas dezenas de pessoas na província de Santa Clara, onde havia chegado sua coluna como parte do ataque final ao governo. Alguns foram fuzilados em um hotel – como escreveu Marcelo Fernández Sayas, outro ex-revolucionário que se transformou em jornalista -. Entre os executados havia camponeses que se haviam unido ao exército de Batista apenas para escapar do desemprego.

    Porém, a “fria máquina de matar” somente manifestou todo o seu alcance depois da queda do regime, quando Fidel Castro o designou responsável pelo cárcere de La Cabana. De uma forma que recorda Laurenti Beria, chefe da NKVD, Guevara foi responsável, durante o primeiro semestre de 1959, por um dos períodos mais obscuros da revolução.

    Segundo Jose Vilasuso, advogado e professor da Universidade Interamericana de Bayamón, em Porto Rico, que pertenceu ao corpo responsável pelos processos judiciais sumários em La Cabana, “minha função era legalizar profissionalmente as causas e passá-las ao ministério fiscal, sem julgamento algum. Se fuzilava de segunda à sexta. As execuções eram realizadas de madrugada, pouco depois que a sentença fosse prolatada e confirmada de forma automática pelo corpo de apelação. A noite mais sinistra que recordo 7 homens foram executados”.

    Javier Arzuaga, capelão que ministrava consolo aos sentenciados à morte e que presenciou dezenas de execuções, que hoje vive em Porto Rico, deu seu testemunho: “Em La Cabana estavam 800 homens em um espaço em que não cabiam mais de 300. Eram militares do exército de Batista, policiais, jornalistas, empresários e comerciantes.

  10. REPRESSÃO EM CUBA. ‘O calor da Primavera’, de Raúl Rivero.

    «No autocarro que nos levava para a prisão, uma manhã de Abril de 2003, perguntei ao poeta e jornalista Ricardo González Alfonso qual havia sido para ele o momento mais duro durante o fulminante processo que nos condenou a passar 20 anos na prisão por escrever e dar opiniões no país em que nascemos. ‘A noite em que puseram na minha cela o rapaz que iam fuzilar no dia seguinte’, disse-me, e meteu a cabeça entre as mãos, muito juntas por obra e graça das algemas. Muito juntas, como se fosse começar a rezar. ‘O que é que lhe disseste, de que é que falaram essa noite?’

    Fiquei calado, não falamos de quase nada. Ele era um homem sem crenças religiosas e iam matá-lo ao amanhecer. O que é que lhe podia dizer? Creio que, quando o foram buscar e ele se levantou do beliche, senti que algo de mim ia com ele. É assim, a vida. O azar ou a ambição e a maldade de um ditador levam-te a lugares que não queres, em viagens reais ou sonhadas.

    Este sábado [18 de Março], eu, que sou só um homem livre devido à Espanha e por vontade de muitos homens livres no mundo, viajo às prisões onde 60 amigos meus, 25 deles jornalistas, estão há 36 meses fechados a cadeado apenas porque a sua maneira de ver o mundo (o seu mundo) não coincide com a do Governo que Cuba tem desde os anos 50 do século passado. Fazem hoje três anos que aconteceu ali a Primavera Negra e continuam obscuros e nocturnos os Verões e os leves Invernos, e o Outono, desapercebidos.

    Lá estão Ricardo González e Pedro Pablo Alvarez, no Combinado do Leste, de Havana, empenhados em escrever poemas atrás do ferro das grades pintadas com alcatrão. Lá estão Luís Milán e José Rámon Castillo, a rabiscar sonetos na prisão de Santiago de Cuba, e Normando Hernández e Horácio Piña, na de Pinar del Rio, doentes, amontoados, em perigo. No centro do país, próximo de Varadero, com os seus 22 quilómetros de espuma e água azul, Ariel Sigler Amaya, condenado a 25 anos, mas mais atormentado por a sua mãe, uma anciã octogenária, ter a casa cercada por turbas governamentais que a insultam [os chamados ‘actos de repúdio’, frequentes nos anos 80, agora de regresso]. Lá estou, com todos eles, hoje e até ao dia em que chegue a liberdade.»

  11. Pode-se anatemizar Fidel Castro. Pode-se chamar-lhe ditador. Pode-se-lhe verberar o anacronismo. Pode-se-lhe criticar o quixotismo. Podem-se-lhe pendurar ao pescocço as vítimas. Pode-se-lhe condenar a obsessão de que depois dele só o dilúvio em Cuba. Ou no mundo inteiro.
    O que não se pode, como faz a tal revista, é dizer que Fidel Castro tem maior fortuna que a rainha de Inglaterra. É misturar Fidel Castro com os sultões do Brunei e os marajás do Oman. É confundi-lo com Pinochets, Bokassas, Mobutus e outros títeres corruptos. É medi-lo pela mesma escala dos ladrões.
    As classificações da Forbes são um exercício deliberado de falsificação. De desinformação. De confusão do pagode. E a imprensa que lhes dá eco participa na canalhice. Sabe-se porquê.

  12. Viva a Forbes: se atribui ao Fidel uma percentagem do PIB cubano (!) e se o valor dessa operação não pára de crescer, isso quer dizer que o PIB cubano está de boa saúde também! Qué viva Cuba, y su Lider Maximo!

  13. Fidel Castro é um assassino e isso ninguém o pode negar.
    Que Fidel Castro continua a matar, também é verdade.
    Que Fidel é um ditador é óbvio.
    Agora,…

    Se o PIB está de boa saúde é sinal que os cubanos trabalham bem. O problema é que não vêm o retorno do seu trabalho. Os escravos brasileiros também aumentaram as produções de algodão. No entanto o que recebiam em troca era chicotadas.

    Se Cuba fosse boa, as pessoas não arriscavam a vida para sair de lá.

  14. Oh Rui Leitão, atão e os mexicanos que fogem prós states, também fogem da ditadura? Não – fogem de um país que, em vez de sofrer um embargo ilegal, por parte da maior potência económica regional e planetária, “beneficia”, pelo contrário de um acordo de comércio livre com os EUA; quanto à comparação dos cubanos com os escravos brasileiros, é patética: em termos de saúde, habitação, educação, etc. – em suma, de qualidade de vida – a situação dos cubanos é de longe a melhor dos países comparáveis do continente americano, e infinitamente melhor que a do sub-proletariado brasileiro – com o qual não vejo os defensores dos direitos do homem preocuparem-se por aí além…

  15. Mas afinal, tirando os comentários porcos, anti-comunistas e racistas de canzoadas e outros que tais, é verdade ou mentira?
    Há algum drama o homem ser ou não rico?
    A verdade precisa-se, naturalmente não a verdade da tal “forges”.

  16. Caro Unreconstructed:
    Aceito que possa ter parecido uma comparação.
    Não era essa a intenção, até porque estão bem distanciadas no tempo. O que pretendo é chamar a atenção para o facto de que nem sempre um aumento da produção se reflecte numa melhoria das condições de vida da população. Este comentário surgiu porque foi levantada a questão do PIB Cubano. Questão que nem me parece baseada em factos, mas sim na especulação de um artigo de revista.

    Eu não tenho nem nunca tive pretenções políticas. Acredito apenas na competência das pessoas.
    Se Fidel Castro é ou não milionário, isso será uma questão de lhe perguntar a ele ou a que tem acesso às suas contas bancárias, e o continuar dessa discussão neste post não vai adiantar rigorosamente nada (qum me dera que tivesse influÊncia).

    Mas o meu amigo acha mesmo que os cidadãos cubanos são tratados pelo seu governo de forma igual? Não foi o que me pareceu a mim nem às pessoas que por lá passaram.

    Já agora também me parece que a sua comparação ente bra sileiros e cubanos seja pertinente. A “minha” (livre) opinião é de que o Brasil é governado por alguns políticos corruptos (que infelizmente para os brazileiros estão em cargos importantes) e por outros tantos incompetentes. No entanto sempre podem manifestar a sua indignação na rua, nos media, através das artes e do que mais lhes apetecer. A liberdade é algo que não tem preço e que não devia ter cores políticas.

    Um abraço sincero e desculpem qualquer mal entendido.

  17. Caro Unreconstructed:
    Aceito que possa ter parecido uma comparação.
    Não era essa a intenção, até porque estão bem distanciadas no tempo. O que pretendo é chamar a atenção para o facto de que nem sempre um aumento da produção se reflecte numa melhoria das condições de vida da população. Este comentário surgiu porque foi levantada a questão do PIB Cubano. Questão que nem me parece baseada em factos, mas sim na especulação de um artigo de revista.

    Eu não tenho nem nunca tive pretenções políticas. Acredito apenas na competência das pessoas.
    Se Fidel Castro é ou não milionário, isso será uma questão de lhe perguntar a ele ou a que tem acesso às suas contas bancárias, e o continuar dessa discussão neste post não vai adiantar rigorosamente nada (qum me dera que tivesse influÊncia).

    Mas o meu amigo acha mesmo que os cidadãos cubanos são tratados pelo seu governo de forma igual? Não foi o que me pareceu a mim nem às pessoas que por lá passaram.

    Já agora também me parece que a sua comparação ente bra sileiros e cubanos seja pertinente. A “minha” (livre) opinião é de que o Brasil é governado por alguns políticos corruptos (que infelizmente para os brazileiros estão em cargos importantes) e por outros tantos incompetentes. No entanto sempre podem manifestar a sua indignação na rua, nos media, através das artes e do que mais lhes apetecer. A liberdade é algo que não tem preço e que não devia ter cores políticas.

    Um abraço sincero e desculpem qualquer mal entendido.

  18. Peço desculpa pela replicação do comentário anterior mas eu gosto de assinar o que digo e dizer o que penso.

    Se for possível ao webmaster apagar o comentário não assinado e simultaneamente esta errata era o ideal.

  19. A questão é simples: a revista Forbes, qual hino ao capitalismo presta homenagem a tudo o que represente o velho sistema. O Sr. Fidel, como bom anti-capitalista que tenta ser (digo tenta porque não o chega a ser na totalidade), tem a extraordinária capacidade de irritar os tipos da Forbes, que até costumam ter um sentido de humor bestial e, normalmente são porreirinhos de se ler. Logo, a respeitável revista sempre que pode deita-lhe a unha e tenta insinuar que para líder comunista, “El Comandante” é estupidamente rico, o que não deixa de ser verdade. E é só isso, não há segundas leituras a fazer aqui. Infelizmente esse é o jornalismo contemporâneo. Um abraço, tenho gostado do que leio.

  20. Os comunistas são todos assim: gostam de viver bem, é humano,não? fizeram o mesmo na URRS, qual é o problema? Se o Fidel pode ser tão rico, sorte dele, não? Quanto a tantos viverem tão mal em Cuba, isso é normal, tantos vivem tão mal em tanto lado…na China é muito pior e é um país mais rico e sem embargos. Comunismo por comunismo o do Fidel sempre é melhor que o Chinês…claro, tem os seus defeitos, e não são poucos, mas não me parecem piores que os de muitos outros politícos.

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