¿Cuba vencerá?

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Ao visitar Cuba, fiquei com o palpite que todo o regime ruiria à concretização de um de dois eventos: o fim do bloqueio americano ou a morte de Castro. A cada aproximação deste último evento, o pessoal de Miami começa a salivar, antecipando talvez uma segunda Baía dos Porcos: desta vez, um regresso em nome do mercado, dos direitos dos espoliados pela revolução castrista, do horrendo rum Bacardi.
Certo é que o sucessor de Fidel deverá, sob pena de arruinar o que de bom entretanto se ganhou por ali, introduzir firmes reformas democráticas e tratar de libertar todos os presos políticos ainda trancafiados. A alternativa poderá ser uma repetição brutal do acontecido na URSS: com a liberdade, veio a entrega da estrutura produtiva ao crime organizado, o crescimento das desigualdades, a insegurança, a fome. Em Cuba, pressente-se uma Guatemala em potência: democrática mas miserável, infestada de esquadrões da morte e outras pragas, incapaz de dar aos mais pobres uma existência minimamente digna. Basta comparar os seus índices de saúde pública com os de Cuba para ter uma noção do que os cubanos se arriscarão a perder, com uma transição selvagem. Pior ainda seria um retorno aos dias de Fulgêncio Batista, quando a ilha não passava de um entreposto e de uma colónia de férias da máfia americana; será este o Eldorado perdido dos exilados de Miami?

PS: Vem-me agora à memória uma conversa que tive em Cienfuegos com um escritor contestatário: ele garantia-me que vivia da “Fé”. Só depois de algumas gargalhadas é que me explicou que se tratava da “Familia en el Exterior”. Na realidade, só quem já se afastou das rotas turísticas cubanas e, por exemplo, comeu bons bifes pelo equivalente a 50 cêntimos é que tem uma boa ideia da tentação sem fim que representam os dólares do vizinho americano…

32 thoughts on “¿Cuba vencerá?”

  1. Queridos Enfermeiros,

    Enquanto eu tomo uma aspirina b para melhorar dessa dor de cabeca, venham ler minhas aventuras sexuais. Tenho certeza que voces vao gostar…

    Beijos da sua paciente

    Valenttina

  2. BRILHANTE!!!

    “OK, está mal, é certo, mas ficará bem pior!”

    Nem a melhor prosa do mundo ilude a SUA desonestidade intelectual…

    VIVA A LIBERDADE… SIEMPRE!

  3. “Fidel de Castro é objecto de um obituário aguardado com grande expectativa pelo povo cubano” – Kitéria Bárbuda in “O Fim de um Patife”, Revista “Espírito”, nº 24, 2006.

  4. “A alternativa poderá ser uma repetição brutal do acontecido na URSS: com a liberdade, veio a entrega da estrutura produtiva ao crime organizado, o crescimento das desigualdades, a insegurança, a fome”

    Entrega da estrutura produtiva ao crime organizado? Mas não está quase tudo nacionalizado?

    Crescimento das desigualdades? Tem a certeza? Quais são os dados?

    Fome? Mais uma vez, baseia-se em quê?

  5. Acho que não entendeu bem o que aqui ficou escrito, o que é natural, tendo em vista o seu “nick”. Pergunta se “não está quase tudo nacionalizado?” Na ex-URSS? Tem mesmo a certeza de que já acordou?
    Não se apoquente, que eu até lhe dou uma ajuda: tem aqui um artigo, do site do comunista MIT, sobre a situação da população da URSS a seguir à queda do Bloco de Leste. E permito-me até destacar uma frase reveladora: “Capitalist restoration means for the peoples of the former USSR a descent into living hell.”

  6. Desculpa lá pá, mas devido ao peso da tua imagem chamei-te “empelastro” e não emplastro. Vê lá é se ligas ou atendes o telefone (na próxima vez divulgo o número que usas das duas da manhã até às seis da matina).

  7. Aviso à navegação!
    Para escapar à condição antiga de quadrúpede, e ter acesso activo a este blog, é indispensável cumprir uma condição básica: SABER LER!
    Sem ela, é preferível ir para o Algarve, ou ir chatear a avó. Ou ir à da Valentina, que está escachada ali no andar de cima. Em qualquer caso, desamparar a loja!
    É que já basta aturar o Fidel Castro, e ainda por cima levar com canalha que tem é mimo a mais.
    Aplaudo ruidosamente este post que é lúcido. Não posso aplaudir o povo cubano porque esse já perdeu, seja qual for a evolução.
    O poder, ou corrompe, ou ensandece, não há dúvida.

  8. Luís Rainha, na sequência de uma situação que não vale a pena explicar, a minha mãe foi várias vezes a Cuba. Lá conheceu algumas pessoas “comuns”, e tornou-se especialmente amiga de um casal. Recebendo-a na sua casa, nada tinham para lhe oferecer que não fosse arroz. Tornando curta uma longa história, a minha mãe teve de escrever à embaixada cubana em lisboa, enviando o dinheiro necessário e assinando um “termo de responsabilização” para poder receber esse casal por cá. Estamos a falar de 1997. Ficaram na minha casa, e, por via de alguns conhecimentos, conseguimos-lhes entrada nos EUA, onde trabalharam arduamente. Somos hoje convidados regulares da sua casa na Florida. Têm agora 2 filhos e só desejam que todos os seus familiares possam, como eles, sair daquele inferno. Eu ainda não percebi se certas pessoas não vêm, ou se não querem ver. Mas tenho pena que a esquerda que começou com ideais tão elevados, viva agora da defesa das Cubas, das Coreias do Norte e dos Partidos de Deus deste mundo.

  9. A transição virá, inevitavelmente selvagem. Quando a blindagem dum regime se rompe, toda a irracionalidade acumulada faz o seu trabalho. É como a barragem que rebenta.
    Infelizmente para os cubanos, Cuba não vencerá.

  10. Miguel,

    97 cai ainda em pleno “Período Especial”; ocasião de grande penúria em Cuba, em que este país perdeu 85% do seu comércio exterior e o 35% do PIB. Tudo graças ao ruir do Bloco de Leste. Não foi fácil sobreviver por lá.
    Eu também conheci cubanos variegados e tenho uma ideia mais suave desse “inferno”. Tempos diferentes, outrras realidades.
    Mas olhe que não estou aqui para defender o castrismo: o que me move é rezar por que os cubanos saibam fazer uma (inevitável) transição para a democracia que não dê cabo do que de bom ainda por lá vai havendo.

  11. luis

    o que é que há de bom em cuba?

    é que lá tu ja estarias preso por ter um blog ….
    a cegueira realmente é bestial

    ´depois de 40 anos de pepressão o que esperes????

  12. O que há de bom? Educação, indices de mortalidade infantil e de esperança de vida comparáveis aos dos EUA, inexistência de miséria; sem esquecer o orgulho e a alegria de um povo que nem a ditadura conseguiu quebrar. É isto que deveriaser preservado.
    Nada disto anula a falta de liberdade e de democracia; mas olha que a repressão já teve dias bem mais ferozes.

  13. Cegueira parece-me presente em quem se recusa a ver seja o que for de bom em Cuba. Eu não me nego a reconhecer que aquilo está a anos-luz da perfeição. Mas enfim; deve ser erro de paralaxe meu.

  14. É admirável como um povo resiste de cabeça tão erguida a uma ditadura e a um embargo. A minha admiração por este povo é imensa e partilho a sua preocupação. Mas eu creio que, independentemente do que acontecer em cuba, os cubanos vencerão!

  15. dizer que os cubanos vivem à custa dos familiares de Miami é a mesma coisa que sugerir que nós os portugueses vivemos à conta dos 5 milhões de emigrantes que trabalham pelo mundo fora,
    o que até faria sentido pois estamos a falar de cerca de 30 e tal por cento da população
    Ora a oligarquia Gusana refugiada em Miami, apadrinhada e subsidiada pelo Bush ao abrigo da Lei de Ajuste Cubano, não excede 1 milhão e meio em dez milhões ou seja 15%
    há outra diferença – é que aos emigrantes tugas nenhum governo lhes dá de mão beijada subsidios de cariz politico

  16. Este sérginho parece uma varejeira que costuma assombrar este blog: uma tal de Rui Castro (filho do Carlos?). A profundidade dos argumentos, a diversidade das abordagens e a inteligência do raciocinio parece mesmo ele.
    Ou será da mesma espécie de amibas?

  17. Cuba receio bem que não vencerá. Mas os cubanos sim, esses vencerão. Admiro profundamente este povo.Quem sobrevive, de cabeça erguida, a uma ditadura (condenável) sofrendo simultaneamente um embargo (igualmente condenável), vencerá tudo o que o futuro reservar. Viva o povo cubano!Hasta

  18. NOVAMENTE BRILHANTE!!!

    “Eu não me nego a reconhecer que aquilo está a anos-luz da perfeição. Mas enfim..”

    – chama-se a isto, LR, uma flagrante e clara desonestidade intelectual. Afinal, em que ficamos, na “meia-liberdade”, nos “3/4-de liberdade”… ou, num regime totalitário e opressivo!?..

  19. joaquim não o conheço de nenhum lado, e vice-vers
    posso ser muito limitado e burrinho, mas os meus comentários são tão válidos como os seus, apesar de a minha intelegencia de raciocio ser limitada
    não sou filho do cqarlos nem do rui assino com o meu nome
    reparo que além de me insultar não responde às perguntas por mim formulada
    há ou não liberdade de expressão em cuba?

    para terminar e como nós os mais limitadinhos da tola, vulgo amibas, custumamos dizer
    o joaquim vai para o c……

  20. luis

    os cuidado infantis são optimos
    mas os cuidados com os graudos não são menores (retirado do site da AI)

    CUBA: fundamental freedoms still under attack

    It has been three years since the Cuban government’s crackdown on dissent brought 75 persons to prison solely for the peaceful exercise of their right to freedom of expression, assembly and association. Amnesty International calls once more on the Cuban authorities to release all prisoners of conscience immediately and unconditionally. The organization also calls on the authorities to revoke all legislation that restricts freedom of expression, assembly and association, and to put a halt to all actions to harass and intimidate dissidents, journalists, and human rights defenders.

    Prisoners of conscience
    There are currently 72 prisoners of conscience in Cuba, 60 of whom are from the March 2003 crackdown. Although during 2004 and 2005 a total of 22 prisoners of conscience were conditionally released, mainly for medical reasons, imprisonment of government critics continued.

    In July 2005, another clampdown on dissent resulted in the arrest of some 50 dissidents after participating in peaceful demonstrations and commemoration events. On 13 July 2005, around 20 people were detained whilst commemorating the “13 de Marzo” tugboat disaster of 1994, in which some 35 people were killed while attempting to flee Cuba when their boat was reportedly rammed by the Cuban authorities(1). More than eight months later, five of these remain in custody without charge.

    On 22 July 2005 approximately 30 people were arrested as they tried to participate in a peaceful demonstration outside the French Embassy in Havana, to demand the release of political prisoners in Cuba. Nine of them remain in detention without charges.

    Amnesty International believes that at least four of those arrested in July 2005 are prisoners of conscience, detained solely for exercising their right to freedom of expression, association and assembly. All the prisoners remain detained without trial or any formal charges. Although not charged, they are reportedly being held in maximum security prisons outside Havana.

    The newly declared prisoners of conscience are:
    René Gómez Manzano, (detained on 22 July 2005), a 63-year-old lawyer and Vice President of the Assembly to Promote Civil Society, Asamblea para Promover la Sociedad Civil. He was a prisoner of conscience in the past when he was arrested in July 1997 and sentenced to four years’ imprisonment, charged with “sedition”, “sedición”. He was released in May 2000.(2)

    Oscar Mario González Pérez, (detained on 22 July 2005), a 62-year-old independent journalist for the press agency Grupo Decoro. In March 2005 he was reportedly detained for one day and told to stop writing as an independent journalist.

    Emilio Leyva Pérez, (detained on 13 July 2005), 41-year-old President of Hard Front Line, Frente Línea Dura and delegate of the Asamblea para promover las Sociedad Civil as well as being an active member of the Proyecto Varela campaign for a referendum on constitutional human rights reforms in Cuba. He was a prisoner of conscience in the past when he was acting President of the unofficial Partido Pro Derechos Humanos de Cuba, the Cuban Pro Human Rights Party. It is believed that he was arrested on 22 February 2002 to prevent him from participating in activities to commemorate the 24 February 1996 downing of two planes belonging to a Cuban exile group by the Cuban air force. He was charged with public disorder, disrespect and resistance but never tried. He was released on 8 June 2004.(3)

    Julio César López Rodríguez, (detained on 22 July 2005), 39-year-old Vice President of the Frente Línea Dura and Director of an independent library. He has reportedly been campaigning peacefully for many years for political reform and the defence of human rights, and kept anti-totalitarian books in his library.

    Political repression
    Amnesty International is also seriously concerned about the number of dissidents, journalists, and human rights defenders that are reportedly being arrested under charges of ‘pre-criminal dangerousness’. According to article 72 of Cuba’s Criminal Code (Law 62), “any person shall be deemed dangerous if he or she has shown a proclivity to commit crimes demonstrated by conduct that is in manifest contradiction with the norms of socialist morality.” Article 75.1 of the same law provides that any police officer can issue a warning (acta de advertencia) for “dangerousness”. A warning can also be issued for associating with a “dangerous person.”(4) The declaration of a dangerous pre-criminal state can be decided summarily according to Decree No. 129, issued in 1991.(5) Any person who has received one or more warning can be convicted of dangerousness and sentenced at a Municipal Tribunal for up to four years in prison.

    According to the Cuban Commission on Human Rights and National Reconciliation, during 2005, more than 20 dissidents were arrested on charges of “dangerousness”.

    Freedom of expression, assembly and association
    Governments are bound by international law to uphold the right to freedom of expression, which includes the freedom to seek, receive and impart information and ideas of all kinds, regardless of frontiers and in any media. However, freedom of expression is very restricted in Cuba because of the complete control exerted by the government on all media outlets. Private ownership of press, radio, television and other means of communication is prohibited by law, thus the exercise of the right to freedom of expression is restricted by the lack of means of mass communication falling outside state control.

    Independent journalist Guillermo Fariñas has been staging a hunger strike since 31 January 2006 to obtain access to internet for all Cubans. Internet remains under governmental control, accessible only through official organizations or at hotels from where Cuban nationals are normally barred.

    All human rights, civil and professional associations and unions that exist today in Cuba outside the officialdom of the state apparatus and mass organizations controlled by the government are barred from having legal status. This often puts at risk the individuals who belong to these associations of facing harassment, intimidation or criminal charges for activities which constitute the legitimate exercise of the fundamental freedoms of expression, association and assembly.

    Denial of freedom of expression has been considered as a factor which contributes to the violations of other human rights, notably the rights of human rights defenders which are enshrined in the UN Declaration on Human Rights Defenders(6), adopted by the UN General Assembly on 9 December 1998. Cuba, as a member state of the UN, clearly committed itself to respect the rights of human rights defenders at the national and international level. However, the difficulties and harassment faced by human rights defenders reflect in today’s Cuba the lack of fundamental freedoms and the pervasiveness of human rights violations at large.

    Upsurge in Violent Attacks
    Amnesty International is also seriously concerned about a recent cases of “actos de repudio”, “acts of repudiation”, when large groups of government supporters verbally abuse, intimidate and sometimes physically assault and throw stones and other objects at homes of anyone considered to be counter-revolutionary . These acts are normally carried out in collusion with the security forces and sometimes involve the Committees for the Defence of the Revolution (CDRs), Comités de Defensa de la Revolución(7) or the Rapid Response Brigades, Destacamentos Populares de Respuesta Rápida(8). The level of violence of these recent acts is particularly worrying and unprecedented in the last few years.

    For example, on 21 January 2006 a huge crowd of people arrived at the home of the Sigler Amaya family in Matanzas province. Reportedly, some members of the crowd had megaphones and shouted abuse and then entered the house with sticks. They reportedly hit and kicked the residents and broke furniture. A few days later, on 27 January, Juan Francisco Sigler Amaya, a member of the opposition group Movimiento Independiente Opción Alternativa, Alternative Option Independent Movement, reportedly suffered an attempt on his life whilst on his way to work by bicycle in the early hours of the morning. A car reportedly turned off its lights, sped up, and attempted to run him over, causing him to suffer severe bruising to the arms and legs as he fell off his bicycle. The occupants of the car reportedly shouted abuse and threats as they drove away. He was also the victim of an “acto de repudio” at his workplace on 23 January. Two of the Sigler Amaya brothers, Ariel and Guido, are currently prisoners of conscience, detained in the March 2003 crackdown and sentenced to 20 years’ imprisonment each.

    On 3 February 2006, psychiatrist Dr. Pedro Arturo Hernández Cabrera, President of the Commission of Attention to Health, Comisión de Atención a la Salud, was reportedly attacked in his home in Cienfuegos province when his wife opened the door to a crowd, including a member of the Ministry of the Interior. He was shouted at, insulted. His home searched, and his books, letters, photos and a radio were confiscated and he was then taken to the Unidad Municipal de la Policía Nacional Revolucionaria (PNR), a police station. When he finally returned home in the evening, his home was reportedly surrounded by some 300 people who proceeded to shout offensive remarks for about 40 minutes.

    According to blind human rights defender and lawyer, Juan Carlos González Leiva, President of the Fundación Cubana de Derechos Humanos, Cuban Human Rights Foundation, he has been subjected to numerous “actos de repudio”. For example, in January 2006 he and some visitors were prevented from leaving his house for several days whilst pro-revolution music was played loudly outside and the electricity, water and telephone were cut off and no family members were allowed to enter the house.

    Ex-prisoner of conscience Marta Beatriz Roque Cabello, President of the Asamblea para Promover la Sociedad Civil, has reportedly suffered several “actos de repudio”since her release on 22 July 2004. For example, according to reports, on 16 February 2006, members of the Rapid Response Brigades crowded around her house and would not permit anyone to leave or enter it. They also shouted abuse and played loud music for several hours.

    The US embargo on Cuba
    Amnesty International is concerned that the ongoing unilateral US embargo against Cuba continues to have a detrimental impact on the exercise of the full range of human rights in Cuba. Amnesty International believes that the US embargo contributes to the undermining of key civil and political rights in Cuba. On these grounds, Amnesty International calls for its immediate lifting. The organization also calls on the Cuban government to stop using the embargo and the political antagonism with the US government as a pretext to violate the human rights of the Cuban people.

    Amnesty International calls on the Cuban authorities:

    to release all prisoners of conscience immediately and unconditionally;
    to uphold rights pertaining to the UN Declaration on Human Rights Defenders;
    to bring charges against those still in detention or release them and ensure those charged are given a fair trial in compliance with international standards;
    to cease the harassment, persecution and imprisonment of human rights defenders, independent journalist and political dissidents while exercising their right to freedom of expression, assembly and association, and to allow them to obtain legal status for their organizations;
    to reform laws, regulations and administrative practices relating to freedom of expression, association and assembly in accordance with international standards;
    to eliminate from the Criminal Code provisions regarding “dangerousness” and all other provisions that might contribute to arbitrary detentions.

    ********

  21. Sunday May 19, 2002
    The Observer

    I am a Cuban national who has lived in the UK for the past five years, and who has therefore experienced life under both a command and a market economy. In my view, Ed Vulliamy’s comparison of the ‘Castro regime’ with that of Stalin is unbalanced and lacking in historical context (OM, last week).

    In a Stalinist regime, Vulliamy would probably never even have met Oswaldo Paya, let alone interviewed him. Paya would never have been able to present his demand for democratisation, backed by 11,000 signatures, to the National Assembly. It is precisely because the Cuban constitution makes provision for such representations that Paya is able to present his petition. If today’s Havana were like Stalinist Moscow or St Petersburg, Paya would have been sent to a forced-labour camp.

    In an ideal world, reforms of the state structure such as devolution of power and constitutional reform happen in a gradual way. In my view, the gradual evolution of Cuba’s democratic institutions could have begun a long time ago, were it not for the fact of the historical and actual hostility of the US.
    Juan Ramón Moreno
    Forest Hill, London

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