«Lixo demagógico», isto?

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A coluna de JOSÉ PACHECO PEREIRA, no «Público» de hoje, é de leitura obrigatória para quantos se mexem nestas embaladoras águas da blogosfera. Saia, pois, você de casa e compre o jornal. Começará a ler assim:

Um livro de Andrew Keen tem suscitado uma grande discussão na comunicação social internacional e na rede. O livro ainda não foi traduzido em português, mas o seu título e subtítulo não enganam ninguém: O Culto do Amador – Como a Internet dos dias de hoje está a matar a nossa cultura. É um livro panfletário e simplista, escrito para chocar, mas as questões que lá são levantadas são importantes e cada vez mais presentes, até porque são uma versão nova de problemas muito antigos potenciados numa dimensão que, essa sim, é nova. O livro de Keen não foi o primeiro e certamente não será o último sobre o assunto vindo do lado dos “apocalípticos” das novas tecnologias, para usar a terminologia de Eco. Pode-se até esperar um filão polémico de livros sobre este tema, porque os efeitos de “matança da nossa cultura”, usando o título de Keen, são sérios e só se podem agravar nos tempos mais próximos. O catastrofismo é uma longa tradição do pensamento ocidental, principalmente nas mudanças do século, mas lá porque é cíclico e porque as coisas nunca correram tão mal como se anunciava, nem por isso, nada nos garante que, desta vez, não corram mesmo muito mal.

Leia o resto com a sua bica, à sombra.

Actualização

José, outro, perdeu – confessa-o aqui nesta caixa de comentários – uma tarde de praia. Para escrever ISTO. E que teria adiantado, na praia, mais um José tostando (supomos) anónimo?

9 thoughts on “«Lixo demagógico», isto?”

  1. Também diziam que o cinema matava o teatro e a TV matava a Rádio. Tudo tem o seu lugar. Agora eu (simples agente cultural que escreve em jornais desde 1978 e publica livros desde 1981) continuo a pensar que os blogs são o folhetim do século XXI.

  2. Este artigo é um nojo. Um autêntico nojo que conto comentar com tempo. Este gajo, que aqui já assinou como Álvaro, segundo julgo, não tem emenda possível. Vai levar de um anónimo. Dos tais que ele execra.

  3. Nunca quis acreditar, mas começo a pensar que este indivíduo tem dor de cotovelo dos blogs anónimos ou heterónimos ou o diabo a sete.

    Não percebo porquê. A audiência dele é dos bimbos da cultura, não é bem a dos blogs.
    Os públicos são diferenciados.

  4. Mesmo assim, lido o artigo, a conclusão é diversa da que as premissas iniciais faziam suspeitar. JPP acaba por reconhecer que há virtualidades nesta democratização do “acesso de milhões à porta de um mundo em que habita o espírito, mesmo que assustado com tanto confusão”.

    Isto arreda-me da afirmação do artigo como um nojo que assim deixa de o ser e atira-me para a ponderaçao de ir à praia em vez de estar aqui a escrever.

    É o que vou fazer, com desculpas ao autor do artigo, pela precipitação da análise, mas ainda assim com suspeitas de que concorda com a essência do escrito de Keen.

  5. Devo confessar que não fui comprar o Público. Pelo que li o senhor não diz nada que nós já não soubessemos que ele pensava …

    Quanto é que lhe terão pago pelo naco de prosa?

  6. Caro Fernando Venâncio:
    Não davam entrada porque se calhar não eram para este postal mas para o outro onde já lá estão.

    E com isto e o postal que entretanto escrevi, foi-se a ida à praia. Damn it.

  7. Depois de ter retirado uns comentários de «José»
    supostamente destinados a este post,
    e afinal legíveis em outro:

    Pois é, José, é no que dá supor fantasmas técnicos. Desculpe.

    Vou agora ler o seu postal. Pode bem valer umas horas de praia.

  8. Parabéns pelo seu “blog”, que já tive o prazer de adicionar à minha página (www.opalhetas.blogspot.com).
    Continue, pois é sempre util.
    António Flórido – Figueira da Foz

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