Porque em sabendo que são jornalistas, e não grevistas, escusamos de pensar duas vezes antes de puxar do bastão, percebes?

Em comunicado hoje emitido, a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) afirma que “tem feito com a antecedência necessária diversos apelos aos órgãos de comunicação social (…) para a necessidade de [de os jornalistas] se identificarem, colocando-se sempre do lado da barreira policial que os separa dos manifestantes em geral”.

“Continuamos a verificar que tal não aconteceu nas manifestações levadas a efeito no dia de hoje e lamentavelmente tivemos necessidade de usar a força pública, num contexto de arremesso de cadeiras, pedras e outros objetos contra as forças policiais, que acabaram por originar ferimentos nos nossos agentes”, lê-se no comunicado.

Ler aqui o comunicado da PSP uns aninhos depois do 25 de Abril

10 thoughts on “Porque em sabendo que são jornalistas, e não grevistas, escusamos de pensar duas vezes antes de puxar do bastão, percebes?”

  1. mas a resposta a este episódio, que se repete nas manifestações ocorridas durante esta governação, é que nada acontece…e isso é que preocupa. Os jornalistas protestaram e exigem um pedido de desculpa. OK. Mas estando os agentes identificadíssmos, não seria mais lógico apresentar queixa de crime, instaurar um processo e pôr os gajos em tribunal??? É que a queixa para a geral não resulta, a geral está anestesiadíssima.
    Basta ver os comentários da geral nos jornais que publicaram a notícia. A tendência geral: a culpa é dos jornalistas. Gente que só quando levar com o próprio do bastão nos próprios cornos acha que está mal, mas continuará sem fazer nada. Que atrofiamento de sociedade esta, caraças, deve ser por isso que puseram estes ovos neste cesto.

  2. Concordo com que este (mau) agente da Polícia, que aliás é até facilmente identificável pelas imagens da foto-galeria de um jornal diário, deveria ser levado a tribunal e julgado por agressão.

    E depois, quiçá, cumulativamente – para além da condenação em tribunal – demitido, pois que um polícia que não sabe distinguir um profissional da imprensa de um desordeiro, não serve para polícia, ponto final.

    E todos os outros polícias do chamado corpo de intervenção – a meu ver, uma anomalia abjecta num estado democrático – por usarem capacete e viseira e outra parafernalia do tipo robôcop que os torna difíceis de identificar, e portanto, mais propensos a abusos, deveriam ter elementos bem claros e bem visíveis de identificação – no capacete, e no corpo – é o que acontece na civilizada Inglaterra e noutros países, onde têm elementos identificativos individuais tais como uma combinação de números e letras no capacete – na parte de trás do mesmo – e no uniforme – isso facilita o apuramento futuro de responsabilidades, em casos de abuso de poder, materializados em agressões gratuitas.

    Uma porta-voz da PSP veio dizer que lhes foram atiradas xícaras, o que é no mínimo ridículo e demonstra “pieguice”, onde já se viu que xícaras possam causar qualquer dano a pessoas com tal protecção corporal ?

    Enfim… no tempo do Salazar, existia a chamada Companhia Móvel da Polícia, que comparada com estes polícias de agora, eram uns meninos do coro, lembro-me perfeitamente que eram gordos e lentos, usavam uns capacetes pesadíssimos do exército, e pouca distância corriam, nós estudantes liceais, corríamos alegremente à frente deles e nenhum era apanhado nunca.

    Quem criou esta excrescência num estado democrático, a chamada Polícia de Intervenção?

    Acertaram, o vosso patriarca Mário Soares.

    Antecedentes históricos?

    Pouco antes do 25 de Novembro, andaram a arregimentar ex-comandos que tinham sido recentemente desmobilizados e para-quedistas recém chegados de Angola, para com essa gente formarem o AMI, sigla para Agrupamento Militar de Intervenção.

    Esse AMI, era para fazer contraponto ao COPCON, o qual não não merecia a confiança do grupo do Eanes e dos contra-revolucionários agrupados à volta dos retornados e do Sá Carneiro.

    Por ter um projecto de poder pessoal e não querer perder ou abdicar da possibilidade de chegar ao poder, Soares juntou-se a esse grupo e passou mesmo a encabeçá-lo, destronado Sá Carneiro.
    Após o 25 de Novembro de 1975, o AMI, como tal, foi desmantelado, mas ressuscitou como Corpo de Intervenção.

    Tendo sempre, como objectivo principal, a repressão do Povo,e, principalmente, dos sindicalista e do movimento operário – ainda hoje, nos treinos, os polícias que fazem o papel de manifestantes, usam bandeiras vermelhas.

    Uma das claras razões que mostram que essa policia é uma anormalidade, está no facto de, escoltarem até aos estádios de futebol, pagos com o nosso dinheiro, pois que somos todos contribuintes, os hooligans e arruaceiros das chamadas claques de futebol.

    Perante a incrível quantidade de impropérios e palavrões proferidos por esses energúmenos das claques, f.., da p … incluído, deveriam era ser conduzidos à esquadra mais próxima e metidos nos calabouços, pois que proferir palavrões na via pública, para mais na presença da autoridade policial, é crime – coisa que, parece os ditos polícias, desconhecerem.

    Como nota de rodapé, é muito comum ler comentários na NET do género, “fui comando e com risco de vida servi o meu pais no Afeganistão, agora vou ingressar no Corpo de Intervenção …

    Serviu o país ???

    Serviu-se foi do país, pois que no Afeganistão, ou na Bósnia e no Kossovo, nem em missão de guerra participam, são colocados em zona menos perigosa e pomposamente designados como “força de reserva ao serviço do comando” – um curioso eufemismo para o expediente encontrado pelos estados-maiores das forças internacionais se verem livres desses elementos nacionais – comandos mal treinados e mal-equipados.

    Enfim…

    “Mama sume, aquí estamos nós prontos para a caça ao leão ! …” oops, rectifico, “mama summe, aquí estamos nós prontos para arredondar o vencimento mensal”.

    Disse.

  3. cá estão os dados históricos:

    O I Governo Constitucional de Portugal teve o seu início a 23 de Setembro de 1976, sob a chefia de Mário Soares. Durou de 1976 até 1978.

    O Corpo de Intervenção (PSP), foi criado a 5 de Abril de 1977.

    Logo, quem foi o criador do monstro ?

  4. veira, está tudo muito certo, por mais voltas que se dêem, vamos sempre parar aos xuxas.Tudo se explica por aí. Mas porque é que em vez de serem eles a ultilizar a dita força, são os democráticos inocentes que por ora nos vão governando? Ora, Portugal devia dar o exemplo e não ter forças policiais de intervenção, à semelhança do que vai acontecendo pelo resto do mundo…

  5. oh merdas! deixa-te disso e explica lá o que tens para oferecer, pra lá da chacha da insinuações mal paridas.

  6. e já agora, se souberes conta aí à malta qual é a opinião do organizador da manif sobre a porrada, é que no 5 dias já andam à batatada por causa do assunto.

  7. para o mentecapto que postou como anónimo:

    O que tenho para oferecer?
    Não sabe ler?
    Novas Oportunidades?
    Menino(a) produto das novéis universidades/supermercados de canudos?

    Está lá preto no branco: dissolução do dito Corpo de Intervenção.
    Ou se tal não fôr possível (por oposição do bafiento CDS, do neo-marcelista PPD e seja-lá-o-que-fôr aquilo que se intitula como partido socialista português), então que se criem regras bem definidas e apropriadas – por exemplo, elementos de identificação nos polícias – para que, sendo caso disso, se apurem responsabilidades e apliquem as devidas punições.
    E que – se é que ainda existe – o Inspector do IGAI – ah, saudoso Maximiliano – tenha mão pesada para polícias violentos, que, em vez de controlar com civismo situações de conflito, gostam é de agredir pessoas.

    Apre, não há pachorra para aturar estes nóveis meninos(as) formados nas novas escolas portuguesas, o que aprendem lá ? É mesmo só cerveja ???

  8. é melhor cerveja que espuma da imbecilidade, porque não substituir o corpo de intervenção por milícias populares e piquetes de greve controlados por partidos especialistas em desordem pública. bom senso e cumprimento da lei só estorvam nestes casos.

  9. cerveja e espuma de imbecilidade são coisas normalmente inseparáveis, mais em se tornando que qualquer boy (boi ?) ou girl jovem de uma qualquer jota, como me atrevo a conjecturar, será o seu caso.

    Que mais não eram senão uma espécie de milícias populares os bandos de energúmenos – PPD, CDS e pseudo-PS – que durante o verão quente de 1975 puseram o país a ferro e fogo? Um deles, agente da PJ e filiado no PPF, que se distinguiu de forma notável na rede bombista – de que resultaram até vários mortos – foi até colocado a trabalhar em Madrid na então empresa de gasolinas nacionais, embora tivesse sido julgado e condenado em tribunal à revelia, tendo mais tarde sido administrado pelo vosso patriarca Soares, a quem fez questão de agradecer publicamente.

    E, diga-se, que já naquela altura existia o AMI, o embrião do futuro corpo de choque da polícia, o que comprova ou pelo menos parece sugerir que Polícia de choque e milícias (existam elas pela forma mais encapotada que seja, maxime, claques de futebol) podem coexistir.

    Pergunto: O actual corpo de Intervenção da PSP, que mais não é, senão uma espécie de milícia popular dos três partidos beneficiários do podre regime vigente (CDS, PPD, Ps (este, only in name).

  10. desses não me lembro, mas lembro-me dos gvaaf – grupo de vigilancia e acção antifascista quando o camarada vasco era primeiro da choldra. participei nalgumas vigilâncias costeiras com camaradas da lci ali prás bandas do guincho, uih que sódades.

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