os ministros amuados

Todas os parágrafos que lemos na imprensa acerca do documento encomendado pelo Governo e intitulado “conceito estratégico de segurança e de defesa nacional” são fruto de ministros amuados.

Eu gostava que alguém fizesse algum debate sobre 108 páginas produzidas a nosso respeito.

Não é possível.

E por quê?

Porque em face da análise aprofundada da matéria, há ministros que dão com a chatice de perderem a tutela disto ou daquilo.

A confusão e o barulho na comunicação social à volta deste documento tem paternidade evidente ou, como estamos em Portugal, capelinhas: ministros como o da Justiça e da Defesa viram a proposta  tirar-lhes competências e passar as mesmas para o PM; e tocou-se nas policias.

Nada contra não gostarem do estudo que encomendaram, mas seria bom deixar de lado a atitude do “ai, isto é meu” e falarem à séria daquele estudo.

9 thoughts on “os ministros amuados”

  1. Falar à séria de um estudo que não foi elaborado de forma séria? Um estudo infantil, irrealista e que visava, única e exclusivamente, uma transferência de competências de uma polícia civil para uma outra com influência directa e sob a tutela dos militares? Um estudo que propunha que de um momento para o outro uma polícia com 150 anos de história, com experiência adquirida, com valências, com experiências fortemente alicerçadas fosse simplesmente desmantelada para transferir para uma outra que teria de iniciar toda essa estrutura totalmente de novo? Um estudo que não mencionava o que fazer aos profissionais com formação e experiência de anos em determinadas áreas? Um estudo interesseiro, congeminado por generais e assinado por figuras decadentes?

    Eu sei no que lhe toca (basta ler a lista dos 25 cerebelos que rabiscaram a coisa) mas vir novamente com essa conversa só pode ser irresponsabilidade resultante de completa inépcia política, interesses nebulosos na agenda ou a compreensível defesa do brasão.

  2. Não estou aqui para defender um estudo de mais de cem páginas que não encomendei. Foi o governo que encomendou! O seu comentário dá razão ao meu post. Veio para a praça publica a ideia de que era um estudo sobre ” policias”, porque em algumas páginas foca o assunto das tutelas e das competências das FA e das FS. Mas o estudo é muito mais alargado do que isso. E o governo porque tem uns ministros amuados não analisa o que encomendou????

  3. “(…) Miguel Macedo confirmou ter tido conhecimento do documento, mas que discorda das propostas apresentadas para as forças de segurança (…)”

    http://www.ionline.pt/portugal/propostas-conceito-estrategico-nao-serao-usadas-forcas-seguranca

    Pelos vistos o ministro analisou … e não concordou. O dito “estudo” é tão bom que nenhum ministro, ninguém do governo (independentemente da “capelinha”) o veio defender abertamente.
    No quadro imaginário de uma sociedade portuguesa civilizada, as 25 personalidades que o criaram já teriam vindo a público admitir o fracasso das propostas ou, em última instância, explicado a metodologia utilizada no dito “estudo”. Na triste realidade do país as figuras desaparecem, num futuro próximo ainda virão criticar os membros do Governo por não o terem levado à séria e na verdade o dito “estudo” não é mais que uma compilação de opiniões levianas e dessubstanciadas.

  4. Obrigado ignatz. O post vem confirmar a última frase do meu comentário: “(…) parti do princípio, que creio correto, de que o que o executivo pretendia de nós era obter um conjunto organizado de reflexões (…)”

    Então não lhe chamem um “estudo”. Um estudo pressupõe uma questão, um método para dar resposta à questão e, no final, uma conclusão, ou se quisermos, a resposta à questão que inicialmente era uma incógnita. Um “conjunto de reflexões” não é mais que uma compilação de palpites de pessoas que, na maioria dos casos, não tem nem nunca teve experiência profissional em segurança interna.

    Ainda que mal pergunte, qual a relevância da opinião, palpite, ou no jargão do mesmo, “reflexão”, do bancário / político / embaixador Francisco Seixas da Costa? E Ângelo Correia? Foi a experiência como ministro da Administração Interna em 1981 e 1982? E do constitucionalista Gomes Canotilho?

    E a PSP? E a GNR? E o SEF? E a PJ? E a Polícia Marítima? E a ASAE? Não seria interessante convidar os responsáveis destes organismos para a mesa?

  5. oh pinto! quando se é imbecil tudo serve para confirmar as nossas teorias, o que dissemos, o que escrevemos e sobretudo as últimas frases dos nossos comentários. a técnica que dominas é usada pelo partido comunista há bués, se não conseguimos combater a ideia chamamos idiotas aos adversários. tá bom de ver que o estudo só era estudo e documento à séria se tivesse sido produzido pelas corporações & sindicatos interessados, e já agora préviamente validado pelo governo antes de ser divulgado. tem sido assim com todos os estudos encomendados pelo governo, que não dão resto zero, é tudo casos rtp. mas eu botei o link para te provar que afinal há alguém que dá a cara pelo que fez, contráriamente ao que apregoas mais acima. para a sarna recomendo acarilbial, tem a vantagem de ser nacional.
    http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=12&tipo_doc=fi

  6. A minha opinião relativa à “imparcialidade” do “estudo” dei-a em forma de comentário ao post do Francisco Seixas da Costa e expliquei por “a” mais “b” o porquê do fracasso da proposta (ele publicará se assim o entender).
    Não o reproduzo aqui porque não discuto com uma pessoa mal formada. O que lhe falta em conhecimento e argumentação sobra-lhe em jeito para o insulto.
    Para si ignatz: OFF

  7. oh pinto! és o máximo em imbecilidade e já agora em aldrabice, eu explico, foste a correr ao site do seixas marcar o ponto com umas alarvidades depois de eu te ter deixado aqui o link para aquilo que dizias não existir. cá para mim não leste o estudo e nem sequer sabes quem são os 25 gajos que o fizeram, trabalhas na base de palpites sobre merdas avulsas que lês no correio da manhã e convições de aviário corporativo. xau e não tropeces no ano novo.

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