O que dizer da histeria em volta do manifesto?

Isto, por Pacheco Pereira.

Qualquer pessoa atenta sabe que nada há de surpreendente no lodo salpicante de ataques iletrados, pessoais e imediatistas por parte do poder e por parte de quem deu razão ao poder (esses jornalistas económicos que não se afligem com a prescrição de coimas de banqueiros sempre tão bem protegidos). Esses ataques assentam no terror de ter sido evidenciado  num documento que o poder e os seus nutrientes jornalísticos não tinham razão, que a sua receita não resulta. Assim se grita, girando sobre um berlinde de adjetivos, uma palavra incómoda: confissão.

 

2 thoughts on “O que dizer da histeria em volta do manifesto?”

  1. do pacheco!!!???… só quando revelar o que leu nas escutas ao sócras, até lá tudo o que diga é desabonatório.

  2. É vergonhoso ver a violência senão mesmo pornografia verbal com que os escrivas de serviço comentam as ideias preconizadas no “Preparar a Reestruturação da Dívida para Crescer Sustentadamente”, um documento parece-me intencionalmente equilibrado, que pretende contribuir com uma possível solução e não a solução que evite o empobrecimento por mais uma geração da quase totalidade da população Portuguesa que, maioritariamente não contribuí directamente para o descalabro das contas públicas. Documento esse que deveria ser recebido para o aprofundar das ideias das vias possíveis para o nosso futuro colectivo.
    É muito fácil quando se está de “barriga cheia”, quando se tem um emprego de consultoria bem pago e quando não se tem a percepção que o bem-estar individual pode ser circunstancial, ter a insensibilidade de defender para a maioria dos seus concidadãos o caminho da pobreza generalizada, o desemprego das camadas mais jovens e tecnicamente bem formadas ou a sua emigração forçada.
    É intelectualmente desonesto querer impor para os velhos e reformados um fim de vida de sobressalto e de medo constante.
    São gente que aparentemente ficou deslumbrada com o sucesso da fórmula simples de que se não comes anulas o respectivo custo.
    A chatice vai ser quando como consequência desta receita vigente e unicamente admitida por essas brilhantes mentes o próprio regime democrático tornar-se questionável e com resultado indeterminado.
    Mas enfim, num país que uma das notícias principais de Domingo é uma manifestação de adeptos de futebol que questionam justezas de arbitragens a que o seu clube bem sendo sujeito, está tudo dito!

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