O Lóbi de Marinho e Pinto

Num artigo publicado hoje no Correio da Manhã, o único ex-bastonário da OA remunerado, que vocifera muito contra remunerações “das pessoas”, descobriu que o PS não tem agenda, que está hoje “infiltrado” pelo lóbi gay.

Nas suas sábias e sempre coerentes palavras, “as pessoas desse lóbi, (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) usaram o Bloco de Esquerda enquanto lhes foi útil, vindo depois a infiltrar-se no PS onde tentam obter o que o desacreditado Bloco já não lhes pode dar.

Para o moralizador salta-partidos-europa-nação-salário, Costa não quer saber da dívida, nem dos reformados, nem dos pensionistas, nada.

Como afirma “ficámos, pois, todos a saber que, para os socialistas, o “superior interesse da criança” não passa de um chavão sem conteúdo, pois com o PS uma criança que perdeu o pai e a mãe pode passar a ser filha de dois pais sem direito a mãe ou então de duas mães sem direito a pai, consoante isso seja do interesse de dois homens gays ou de duas mulheres lésbicas”.

Em primeiro lugar, nem quero imaginar a vergonha das deputadas e dos deputados que votaram contra a adoção por casais do mesmo sexo ao ganharem este apoio de peso.

Em segundo lugar, gostava de explicar umas coisas a este senhor que já foi bastonário da ordem dos advogados antes de querer ser tudo em política sem querer nada para ele, como é sabido:

Não sei como funciona o Partido político que o Senhor anda a formar, mas no PS movemo-nos por princípios, lutamos pelos direitos humanos, temos créditos na luta pelos direitos das mulheres como temos créditos na luta pelos direitos da comunidade LGBT. Garanto-lhe que quando firmámos alterações legislativas fundamentais no campo dos direitos das mulheres não fomos invadidos por um lóbi feminino a exigir leis com contrapartidas, tipo dá-nos o crime de violência doméstica público e nós financiamos a próxima campanha, tá? Não, não foi assim. É porque o PS tenta, e às vezes falha, fazer projetos de lei de acordo com o espírito constitucional, não sei se está a ver..

Da mesma forma, pergunto-lhe qual foi o lóbi que lutou contra a descriminalização da homossexualidade até aos anos 80? Qual foi o lóbi que lutou arduamente para que os casais do mesmo sexo não tivessem acesso a uma lei de união de facto em 2001? O Senhor pertencia ao lóbi gay quando em 2010 defendeu o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Vai-se a ver e é o mais esperto de todos: saltita.

E quanto à adoção que priva a criança de um pai e de uma mãe… Anda a ler o Código Civil errado ou ainda não se apercebeu que os gays e as lésbicas já adotam no superior interesse da criança?

E se pensa que defender o regime jurídico previsto em 18 países e em 38 Estados é ser infiltrado por um lóbi e descudar de um país, pergunto-lhe se acha que Professores como Jorge Gato, Associações internacionais de pediatria e de psiquiatria que defendem o proposto pelo PS são perigosos lobistas que querem aleijar crianças?

E já agora, é isso que pensa da Dr.ª. Manuela Eanes ou da Dr.ª Dulce Rocha que assim de repente sabem mais do que a média acerca do que é o superior interesse da criança?

Sabe, Dr. Marinho e Pinto, o melhor do seu populismo é que não cola. Toda a gente sabe que António Costa bateu-se, desde logo no Orçamento de Estado para 2015, pelos pensionistas e reformados, pelos mais pobres e tem-se batido por uma visão da europa que andava esquecida.

Felizmente, isso não o impede de fazer várias coisas ao mesmo tempo, entre as quais afirmar que está do lado certo em matéria de não discriminação.

Já o senhor Marinho e Pinto tudo o que faça é sempre uma só coisa: demagogia apolítica barata.

Esse é o seu lóbi.

 

 

13 thoughts on “O Lóbi de Marinho e Pinto”

  1. perder tempo com o marinho pinto é dar-lhe a importância que não tem e a isabel só lhe dá importância porque a política para ela resume-se a panaleirices. esta conversa rançosa é capaz de ter efeito contrário e um dia destes os homosexuais votam marinho pinto.

  2. isatell, oube, o gajo baie ólhare pró teue dezabafu e nem te baie ligarre. tenze de serr mais irrónica, mais cuncreta, tás a berre? utilizarres umas quantas ispreções dele paridas em certass cirrcunstanssias, tás a berre? parrecess quistás a xurarr pá, coe o teu teixtu. disculpa lá, mas axu bem ca sejass malhorre na urale, purque na iscrita, tornas-te muito prebisibele, pazinha.
    já agorra, o gaju cuntinua a serre bastunárrio da dzordem, pá, ataõe, o titolo é bitalicio minha, é uma ispesse de papa imerrituze, intendess, hum? oqueie? oqueie.

  3. (ou é lóbi ou loby, tudo misturado fica translexical) :-)

    em uma coisa, só em uma, dou-lhe razão: uma criança tem direito, antes de mais, a uma mãe e a um pai. isto é tão certíssimo como o sol ou como a chuva.

  4. fogu, ó deze mile ruços, e tu, andas cum deze mil ruços no teu abatare, porquê? os gueies bãoe butarre em quem os dafende, tás aberre, e cumo sãoe muitos – os ca gente bemus e os ca num bemus, todus os partidus bão dar-lhes o vraço, tá beie? oue tu penças ca no cds é o quê? já bistes o portas, heie, o gaju anda çempre cum a camiza averta a mustrarre o paitu. oqueie.

  5. Eu desde que ví o programa na TV onde se debatia o assunto sério que é a coadopção em que o Sr. Marinho Pinto e a Isabel entraram. A partir daí não posso nem ouvi-lo falar. O espectaculo que ele quer criar, sempre, já não me engana… é um oportunista!

  6. ó deze mile ruços, eu num confondo nada, tá beie? homoxéchuale é issu mesmu. eue num xamu panaleiross nem bixas a ninguéie, tá beie?num çeie quale a difrença, tá beie? mass ça quizerrres bire isplicarre, podes bire, cu savere nókupa lugarre, oqueie? oqueie.

  7. ó olinda, baie arrejare as ideias, oube lá, quantas bezes os homes são maes e pais au mesmu tempu, oube num mobrigues a falarre beie, bais bere ataõe quem é o analfavetu. tá beie?

  8. Uma criança que já teve o grande azar na vida de ter sido institucionalizada dificilmente forma no seu imaginário o desejo de recompor a sua vida afetiva e social sendo adotada por duas pessoas do mesmo sexo (um pai e um tio, por suposto). Não me venham dizer que, neste caso, se cumpre o superior interesse da criança. Quando muito cumpre-se o interesse económico da criança por contrapartida do interesse de posse autoritária dos adotantes.

    O casamento civil é um contrato estritamente económico, assim como tudo o que se lhe relaciona a montante e a jusante, incluindo a adoção de pessoas por casais no sentido moderno (pares de pessoas casadas civilmente). Nada a ver com afetos…

  9. o syriza vai fazer coligação com um partido de direita.a única coisa que têm comum é serem contra a troika. apetece-me dizer:bem prega o frei tomás! o louçã vai tirar os argumentos do cú mas com um gancho!

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