O patriarca inteligente

O atual patriarca de Lisboa é, como é sabido, o D. Manuel Clemente, que tomou posse do cargo e fez a entrada solene no Patriarcado a 7 de Julho de 2013. A pessoa já era sobejamente conhecida –  “muito inteligente” é o que mais ouvi acerca do patriarca. Parece-me justa a qualificação, sendo de resto esperada a sua elevação, a do patriarca, à dignidade cardinalícia.

Prémio Pessoa 2009, ao recebê-lo disse: “Sou um homem de igreja, também tento ser um homem da cultura e da sociedade no sentido mais construtivo do termo e isto agora ainda me responsabiliza para ser mais”.

É um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

De resto, alia a inteligência a uma aparência não agressiva, a um tom suave que não incomoda, a face de alguém que serve servindo.

Com a sua inteligência, lida com os temas da atualidade com o método da não-contradição aparente. Porque as suas opiniões são espaçadas no tempo, pingos lentos de uma torneira, que se esquecem facilmente se quisermos não perder o norte.

É um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

Com a sua inteligência, manifestou-se contra a possibilidade de o aborto ser objeto de referendo, esse tema complexo de direitos humanos.

Mas isso já foi há muito tempo, muito tempo para um homem que quer ser visto como homem da Igreja e não da Política do Estado laico, pelo que não hesita em se afastar de ter opinião sobre o aumento do salário mínimo, isso é coisa do domínio da possibilidade do Governo, mas talvez não seja possível aumentar, disse, sem que isso, claro, seja uma tomada de posição ou uma colagem ao governo.

É um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

Por isso, atento à doutrina social da Igreja e às palavras do Papa Francisco, não responde acerca da bondade da fiscalização de mais um corte formidável nos salários dos funcionários públicos; como afirmou, isso não e matéria da sua competência, mas realmente já viu o TC decidir de forma diferente, pelo que talvez não faça sentido a fiscalização, mas repete que não quer pronunciar-se sobre isso, como sempre faz, depois de o fazer.

É um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

Quando foi aprovada a lei da co-adoção na generalidade, pensava, imagino, que aquilo já fosse a votação final global, o que é natural, porque mesmo muito inteligente não tem de dar conta das regras da democracia portuguesa. Por isso, explicou que nós, deputados, votámos precipitadamente, provavelmente sem refletir, e até houve faltas no plenário, nós votámos sem a inteligência do patriarca.

Eis que foi criado um grupo de trabalho com 17 audições para discutir o projeto de lei na especialidade. O patriarca fez uma declaração de regozijo por a AR, afinal, dedicar tempo a uma matéria tão importante.

É um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

Feito o trabalho elogiado, no qual tantos católicos foram ouvidos, e marcada a data para a votação final global, surge a proposta de referendo sobre o objeto do projeto de lei e mais a adoção por casais do mesmo sexo, esta última chumbada no parlamento.

O patriarca que não gostava de referendos sobre matérias complexas e que envolvem direitos humanos aplaudiu. Veio mesmo agora dizer que os direitos das minorias devem ser referendados, uma frase que é o eco da frase do protagonista político que inspira o inteligente e culto patriarca.

Como o próprio explica, não houve (afinal) um amplo debate sobre o assunto e não está a discriminar ninguém, porque está a tratar diferente o que é diferente e igual o que é igual, lema profundo que permitiria tratar diferentemente altos e baixos, destros e canhotos, mulheres e homens, crentes e ateus, ricos e pobres, negros e brancos, homossexuais e heterossexuais.

Só um homem parco de inteligência leria corretamente o artigo 13/2 da CRP para concluir que tem de se tratar todas as pessoas da mesma forma, independentemente das suas diferenças.

Mas patriarca é um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

 

 

44 thoughts on “O patriarca inteligente”

  1. Parabéns à Isabel Moreira pelo excelente artigo!!! do patriarca não se pode esperar mais nada, pois ele nada tem para dar.

  2. já há tempos vi quem era o patriarca.pelos vistos não aprendeu com aquelas conversas com carvalho da silva e transcritas no jn.temos é que escrever ao papa francisco, para dizer-lhe que a igreja em portugal,em campanhas eleitorais,só lhes falta ir votar pelo povo.grandes sessões de esclarecimentos são dadas do púlpito!

  3. Tenho Isabel Moreira como uma das criaturas políticas mais perigosas do Portugal contemporâneo. Já tem na sua conta pessoal um contributo considerável para a morte prematura de cerca de 20% da nova geração de portugueses. O seu jacobinismo saloio, cavalgado por uma rede de “jornalistas” que trabalha uma agenda política semelhante à sua, fora do parlamento, trata como inferiores e desprezíveis todos os que não acatam imediatamente as suas propostas salvíficas. Poucos nos fazem tanto sentir a necessidade de pegar nas bandeiras e ir para a rua e para onde fôr preciso fazer-lhes frente.

  4. galuxo, explica lá a estatística dos 20% de população que a isabel ajudou a morrer prematuramente e como o fez. Acho que é do interesse nacional e caso de polícia.

  5. bandeiras, galuxo? por gente como tu que de que este país precisa tão urgentemente de se livrar, teremos um dia, quiçá não muito distante, de pegar é em armas.

  6. O patriarca está muito bem assim! Pelos vistos já
    veio calibrado de fábrica e, nem é preciso mudar-
    -lhe o “chip” algo, que foi hoje recomendado pe-
    lo alegado p.ministro para todos aqueles que ,
    não estão de acordo com as trapalhadas em que
    o seu des-governo é fértil !!!

  7. Já foi recalibrado, está tudo ok! Ainda não deve ter lido o resultado do inquérito aos católicos, ou então está a trabalhar para lhes mudar o Chip.
    Quanto a Lucas Galuxo, acho que deve participar à PGR, com um crime público de tanta gravidade não pode haver cumplicidades.

  8. O artigo de Isabel Moreira está primorosamente bem escrito e bem pensado. É mais uma prova da sua coragem e civismo. O Patriarca já não tem mais surpresas para nos dar: é o que é, está formatado como está. Nada a fazer. Os católicos têm, apenas e só, que entender-se directamente com o Papa Francisco.
    Têm de fazer saber ao Papa que a Igreja Portuguesa está divorciada do povo há muitos anos. É uma igreja acomodada e comodista, salvo honrosas excepções que pagaram caro a honestidade e a coerência. Mas têm de estar preparados, os católicos, para a campanha insidiosa contra o Papa que aparecerá através dos jotas e jotinhas da promiscuidade política em que vivemos. Os mesmos jotinhas a quem o Bispo Torgal Ferreira questiona o direito de comungarem andando eles em pecado mortal por isso de lincharem todo um povo. A Igreja Portuguesa e as excelências reverendíssimas que a controlam estão a precisar de uma reverendíssima reforma. A memória luminosa de Cristo bem o merece.

  9. há de tudo em toda a parte. não creio que seja questão “dela”. mas aguardava o seu regresso, Lucas Galuxo, para explicar então a parte dos 20%. é isso que aqui se aguarda com expetativa. mas pelos vistos tb não foi desta que explicou essa afirmação estupenda e que faz de si um dos maiores perigos que com o tempo a Democracia se encarrega de denunciar. o Lucas chega aqui, lança seja o que for e foge. só volta para a boca inconsequente. está visto que “ela” tb atrai Lucas, há de tudo como vê. (proteja-se dessa paranoia)

  10. Ó Niamey, o que é que quer que lhe explique?
    Alguém aqui acha que se o aborto não fosse tratado nos hospitais como uma gripe teriam sido eliminados perto de 100 000 bebés desde que a lei foi aprovada?

  11. Lucas, vê-se que antes da aprovação não prestava atenção ao seu semelhante…numa questão tão clandestina. Quanto aos “100 mil bebés”, não insulte a inteligência alheia, é batota. Fez bem em esclarecer do que se tratava.

  12. Qual é a batota, Niamey? Não são 100000? Não foram eliminados? Não estariam aquelas crianças, e não outras, repetir, e não outras, nas maternidades, nos infantários e nas escolas que encerram por falta delas?

  13. ui.. ui… ui… pela , lógica de Galuxo, meste momento tinhamos o Alentejo a abarrotar de gente nova! E na zona de Lisboa, tinham de ser construídas mais algumas centenas de escolas.!!!

    Já agora, um dúvida: dantes não havia abortos ou o Galuxo não os consegue contabilizar?

  14. ui.. ui… ui… pela lógica de Galuxo, neste momento tinhamos o Alentejo a abarrotar de gente nova! E na zona de Lisboa, tinham de ser construídas mais algumas centenas de escolas.!!!

    Já agora, um dúvida: dantes não havia abortos ou o Galuxo não os consegue contabilizar?

  15. Parabéns Isabel…texto mordaz e inteligente, até porque….
    … patriarca é um homem conhecido, e bem, pela sua inteligência.

  16. A luminosidade de Isabel Moreira,irradia luz a mais para tão obscura Igreja.O Patriarca,este ou outro,é apenas instrumental.A Igreja Católica Portuguesa,está a anos luz do posicionamento Evangélico do Papa Francisco.Está anquilosada,envelhecida,caduca e pró-fascista como já estava à cinquenta anos.

    Acreditar nesta Igreja,em Portugal,como parceiro para um qualquer avanço civilizacional,será o mesmo que acreditar que um qualquer atrasado mental de serviço no Ministério das Finanças,me vai oferecer um carro topo de gama (seja lá essa merda o que for) a troco de uma fatura pedida ao Sr.António pelo café tomado no café da esquina.

    Mais uma vez,sem qualquer tipo de cansaço,obrigado,Isabel Moreira.

  17. O olhar, destas linhas de Isabel Moreira, para a Igreja é completamente desenquadrado e descontextualizado, porque quer reduzir a Igreja a um conjunto de procedimentos, tipo ideologia política (e não cabe em nenhuma qualquer que ela seja), quando o cerne da mensagem de onde tudo brota é o Amor de Deus que se fez Cristo, por nós, um Amor que passou pela Morte, pela Cruz mas que a venceu e, por isso, Jesus Ressuscitou. Um Amor a que todos somos chamados, sejamos cristãos, crentes não cristãos, ateus, seja qual for a nossa convicção religiosa ou ausência dela – o apelo ao Amor é um apelo que existe no íntimo de cada Ser Humano. Tentar interpretar a Igreja fora desta chave é exercício desperdiçado a priori.
    Isabel Moreira só fala assim porque não sabe do que fala e também não quer saber. Tem uma ideia feita sobre o Patriarca de Lisboa e sobre a Igreja Portuguesa, como de resto muitos dos comentadores destas linhas que foram escritas, e não coloca a hipótese de assim não ser. Também não seria preciso ir tão longe, bastaria ter honestidade intelectual e debater assuntos e não pessoas.
    D. Manuel Clemente é uma excelente pessoa e um grande cristão, que já há muito (para quem não sabe) desejava que o documento da Aparecida e do passado Sínodo dos Bispos tivesse uma relevância maior na Europa e em toda a Igreja. A acção do Papa Francisco é a continuação do trabalho que vem sendo desenvolvido na América do Sul (documento da Aparecida) mas também no mundo inteiro e do qual resultou o documento final do último Sínodo dos Bispos, do qual D. Manuel Clemente participou, na altura enquanto Bispo Auxiliar da Diocese de Lisboa.
    A Igreja, como é sua característica ao longo dos séculos, apesar dos erros que cometeu, tem vindo a fazer um percurso interno que se torna agora visível de outra forma, percurso que vai continuar a ser feito, a bem da Igreja e do Mundo. A Igreja não é perfeita porque é constituída por homens e mulheres que erram mas é Santa na sua concepção porque criada por Cristo e animada pelo Espírito Santo. Apesar de todos os erros, não há no mundo qualquer outra “instituição” (a Igreja só é instituição na forma, porque é, acima de tudo, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo) que tão bem tenha feito ao mundo e à humanidade, tendo um papel decisivo a nível civilizacional, na arte, na ciência, na cultura, nas humanidades, …. A própria matriz de vida de quantos criticam veemente a Igreja, é uma matriz cristã já que muitos dos movimentos, grupos, associações incluem nos seus estatutos e orientações, valores que fazem parte da vida cristã. A própria cultura portuguesa e europeia tem raízes profundamente cristãs e estou a referir-me ao que é consensualmente considerado bom. Faz parte da nossa identidade que em circunstância alguma deve ser negada, a bem da nossa “saúde” enquanto povo, enquanto continente.
    Tomara que todos aqueles que atacam claramente a Igreja tivessem a dignidade que a Igreja teve e tem, de se reconhecer frágil, de pedir perdão, de reconhecer os seus erros publicamente, de melhorar e de avançar. Também nisso a Igreja é exemplo – é isso que deve ser e é essa a exigência que os cristãos devem ter, mesmo reconhecendo-se seres humanos frágeis e limitados.
    Não vale a pena atacarmos a Igreja e atacarmos as pessoas, de dentro para fora ou de fora para dentro da Igreja – o pluralismo, verdadeiro, é integrarmos as diferenças próprias das pessoas e transformar essas diferenças em riqueza, em diversidade, é percebermos que o outro que é diferente de mim pode trazer à sociedade uma mais-valia que eu não posso trazer porque não sou ele, e vice-versa. Como disse o Papa Francisco, o que interessa é saber se a pessoa está disposta a fazer o bem. Importa também que as pessoas não tenham medo de reforçar o que as une e que estimulem essa união. É este aquele que acredito ser o nosso desafio, o desafio de todos nós – enquanto portugueses, enquanto europeus, enquanto cidadãos do mundo.

  18. “Já agora, uma dúvida: dantes não havia abortos ou o Galuxo não os consegue contabilizar?” Haver, havia, e o Galucho é disso a prova viva.

  19. O que lhe vale, minha cara Cristina é que é preciso ter uma enorme pachorra para ler até ao fim o seu evangélico mas pesado e indigesto sermão… pachorra essa que eu já não tenho, pois o inteligentíssimo Clemente gastou-ma toda

  20. E porque o cardeal é uma pessoa inteligente, só há uma maneira de o contraditar, é com inteligência. Foi o que fez a deputada Isabel Moreira.
    Só gostava de saber é como o Galucho, chegou ao número mágico dos 100.000. Procurei nas estatísticas do INE, nas a Prodata do merceeiro holandês; e em mais alguns sítios e nada. Deve ter sido o Divino Espirito Santo, que lhe comunicou o número.

  21. É incrível como ainda há gente capaz de vir aqui “pregar” para defender um qualquer chefe evangelista, que dizem ser inteligente, mas não conseguem dizer para que servem os deuses. No século XXI, quando a física quântica e outros ramos afins da ciência, já demonstraram a origem de todas as coisas, ainda há quem se lave em água benta. Outros, fazem-se explodir para chegar ao paraíso o mais breve possível, só porque lhes disseram que têm lá 72 virgens à sua espera. O sistema de crenças só serve para dividir as nações, os povos, e para meia dúzia de evangélicos viverem rodeados de poder e dinheiro. Please, guardem essa treta para vós. Pergunto eu: onde estão os Deuses quando morrem milhares de ser humanos em guerras, em sabotagens, em acidentes naturais — e sem que os Deuses digam uma só palavra? Onde estão os Deuses? Deixem-se de tretas, e de fanatismos.
    Parabéns á Isabel Moreira, que é inteligente (intuitiva), e corajosa.

  22. Está tudo doido: uns dizem que a santa isabel irradia uma luz que ofusca a da igreja, outros que a igreja é santa mesmo que se desvie anos-luz em “erros” (pecados, não é?) do tamanho da tragédia humana, outros porque evocam o papa francisco como se o vaticano não tivesse respondido às acusações provadas da ONU de encobrimento de criminosos sexuais com um comunicado em que declara que a ONU se imiscuiu intoleravelmente em assuntos e princípios religiosos da igreja católica (sem um único pedido de perdão)…e já agora não sabia que a pedofilia era um assunto e princípio da igreja católica.

    Até aparece um fanático descabelado a falar em 100.000 abortos provocados pela santa isabel e que representam 20% da população portuguesa – é fazer as contas.

    Falta humildade e inteligência nos defensores da igrejae e nos ateus que vão atrás do isco. E não falta inteligência ao bispo, que tem dois discursos. A hipocrisia é uma forma de inteligência.

  23. O Patriarca de Lisboa e os crentes de quem é bispo têm a inteligência e a serenidade de não responder a Isabel Moreira com a mesma elevação de argumentos, com que nos brindou. Os argumentos de quem não se centra em qualquer minoria, mas aceita a obrigação de ver o quadro no conjunto. Os argumentos de quem não recebe lições de ninguém sobre o que é estar com quem sofre. Para quem não sabe ou já se esqueceu nascemos de uma Cruz e não há miséria que não conheçamos no amparo. O que nos falta em marketing comunicativo sobra-nos nas cicatrizes.Pode não ser politicamente correto, nem simpático, nem cool. Mas é a verdade. E só isso conta.

  24. É por estas posições que as igrejas estão vazias, levam os crentes a perder o que ainda resta de respeito pela religião. Cada vez mais os crentes afastam-se procurando a sua fé através das suas convicções.

  25. devemos respeitar as opiniões dos outros, sem hipocrisias.

    reparo que há aqui um debate nos comentários, com números de crianças, de vidas. é horrível tratar a vida humana como números, não acham?

  26. galuxo, além de fanático és burro. Ora vê lá qual o número correspondente à população portuguesa – será o denominador: população portuguesa; por cima do traço da equação, isto é, como nominador, colocas o número de abortos que te apetecer inventar. Divides o de cima pelo de baixo e vê lá quanto dá…

  27. A Isabel Moreira constata que Manuel Clemente é inteligente, eu acrescento que o diabo também é muito inteligente.

  28. edie,
    porque não respeita os outros? sente-se bem em chamar burro aos outros?
    não há necessidade. expor opiniões, é diferente de impor, certo? ;)

  29. paulo fontes,de facto não há necessidade chamar “burro” a quem anda no aspirina,mas quem argumenta como o fez o galuxo merecia até muito pior.hoje os abortos na sua maioria estão registados por ser legal em determinadas condiçoes.os ilegais de antigamente como é obvio não apareciam em nenhum registo. é bom ter em conta a situaçao do pais,que não permite que milhares de portugueses no desemprego possam ser pais numa altura que não têm salario e em muitos casos habitação,propria ou alugada.perante este quadro,um “acidente de percurso” só tem como soluçao o aborto,por muitas promessas que se façam de apoios.

  30. Excelente artigo. Não se confunda ser cristão com ser católico e com um patriarca cuja prática, com inteligência mas grande falta de respeito, tem sido interferir e manipular de mãos dadas com o governo vigente. Falar em referendar direitos humanos é uma noção tão aberrante quanto sinistra e há, entre os católicos, opiniões bem diferentes a este respeito. Parabéns pelo excelente artigo, Isabel Moreira. E somos todos boas pessoas, que eu saiba.

  31. “Inteligente” é um adjetivo muito complexo. Ele há inteligência e inteligência (como há esperteza e coisas assim…). Tenho para mim que a inteligência do atual patriarca é no fundo semelhante à tem sido sempre apanágio da Igreja Católica portuguesa: sagacidade para aumentar poder (e património) em tempos de feição, esperteza na luta pela sobrevivência em tempos adversos.

    O problema histórico da Igreja Católica portuguesa, como o do atual patriarca, não é tanto a falta (ou o excesso) de inteligência, mas sim uma questão de Moral: o verniz fino e dourado da sua intervenção política e social estala logo, sempre que mais pressionado, e mostra (a quem saiba vê-la) a subjacente couraça essencial, rude e agreste, com que tanto tem contribuído para moldar a idiossincrasia do “ser” português. Com os resultados que todos conhecemos: uma contínua tragédia, com alguns intervalos de farsa.

    No fundo, digamos que a Igreja Católica portuguesa, salvo raríssimas e honrosas excepções) continua a ser uma digna representante do nosso atraso em inúmeros outros campos…

  32. Eu acho piada é aos galuchinhos de todas as cores e feitios: sempre que vêem alguém que faz os outros pensar, sacam da… “bandeira”!

    O outro amigalhaço, que era alemão e muito “crente”, também sacava da pistola quando ouvia falar de Cultura…

  33. Cara Isabel, o que é certo é que grande parte dos portugueses não sabe o que é a co adoção. Sei que muito se tem feito para tentar explicar mas penso que a comunicação social não o faz. E, aproveitando essa onda, vai- se fazendo passar uma ideia errada.

  34. oh lord, my sweet lord, dá-me paciência para aguentar as barbaridades e preptência dos teus sacerdotes aqui na terra, e seguidores que designam de desonestos intelectuais os que lhes apontam os podres. Diz-se aqui que essas pessoas deviam estar caladas, porque não podem dar lições de proximidade e compreensão do sofrimento como eles – eles, os donos da essência da vida e do que é ser humano, da Verdade. É-te familiar, Cristo?Olha lá, não queres voltar cá para lhes dar um valente safanão, outra vez? Mesmo correndo o risco de seres crucificado, outra vez?
    http://www.youtube.com/watch?v=PwGivNRgl4w

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