Justificação para que uma lei (ainda que mal feita) se esqueça da Igreja

“Não podemos interferir nesta relação de anos disse, referindo-se ao acordo estabelecido entre Lisboa e o Vaticano primeiro em 1940 revisto em 2004. Nem pôr em causa o equilíbrio na relação entre o Estado e a Igreja Católica insistiu” (Hélder Rosalino, explicando o melhor que consegue o por quê de só agora a IGF estar a querer dar uma olhadela às 125 fundações católicas que ficaram de fora da primeira avaliação realizada pelo Governo nos termos da Lei nº 1/2012, de 30 de janeiro).

9 thoughts on “Justificação para que uma lei (ainda que mal feita) se esqueça da Igreja”

  1. só as fundações e o resto? por mim até a caixa das esmolas era taxada com a lei das gorgetas. não pagam imi e ninguém fiscaliza as contas daquela gente, a começar por fátima o maior lavadouro nacional. as contas da nova basílica devem fazer inveja ao contabilista do governo regional da banana, avaliando só pelas firmas que se constituiram para facturar pró santuário.

  2. Impagável, esse governante que saiu aos portugueses na rifa do Coelho. Com ele a mandar, não se tinham feito nem as alterações à Concordata de 1975 (divórcio dos católicos) nem as de 2004 (basicamente, tributação dos padres professores e das actividades comerciais da Igreja). “Equilíbrio”, para esse pateta Rosalino, produto da UCP, é imobilismo.

    A questão é a de submeter as instituições civis ditas “canonicamente erectas”, passe a rebarbativa expressão, à lei geral. A Lei de Liberdade Reigiosa não podia ser aplicada a uns de uma maneira, a outros de outra.

  3. artigo 4º da Concordata de 1940:

    a igreja católica fica isenta de todos os impostos existentes, e que venham a ser criados no futuro.

    A expressão ‘negociata’ nasceu precisamente no glossário português, para denunciar um acordo ou um negócio com contornos escandalosos (tal como a Concordata).

    Mais: o Fisco, tem uma Circular, em que manda aos funcionários das Finanças, não taxar os rendimentos do trabalho da actividade de professor de religião e moral, e bem assim outros – um organista e compositor, na Católica do Porto, mamava 700.000 escudos por mês, vão averiguar se paga IRS que eu acho que não.

    Considera que tais rend. são do ‘munus espiritual’.

    Claro que são rendimentos do trabalho e como tal taxáveis. Munus espiritual são rend. de missas, comunhões, baptizados e funerais.

    A nova Basílica de Fátima foi paga com dinheiro dos contribuintes (católicos ou não). Foi o estádio de futebol deles …

  4. sr. merda, conhece a história do Joaquim Merda, que decidiu mudar de nome?

    Depois de sofrer muito durante toda a sua infância e adolescência, o Joaquim Merda, assim que começou a ganhar uns tostões, resolveu pagar a mudança de nome, coisa que na altura custava um balúrdio. Mudou para Francisco Merda e hoje é feliz. É seu parente?

  5. Quando lamentamos um governo imberbe, eleito a toque de mentiras e ressabiamentos, e a alternativa insonsa de António José Seguro, aparece sempre, para nos aliviar, um post de anticlericalismo espumante de Isabel Moreira, e seus comentários, para nos lembrar que poderia ser muito pior e dar graças pela imunização profilática que a sua exposição como deputada confere.

  6. @Sapo Cocas escrevinhou:

    ” sr. merda, conhece a história do Joaquim Merda, que decidiu mudar de nome? ”

    Afirmativo. É meu parente afastado.

    Mas já agora, e por mal que pareça, que tem a ver esse meu parente, com a questão em causa ?

    E já agora, por uma questão de curiosidade, o capão Policarpo é seu parente ?

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