Eu gostava que a política não fosse o que é, tantas vezes ditada pelo pragmatismo

Mas tenho uma pergunta simples para uma certa escrita de direita que acordou para os direitos humanos, numa infantilidade mentirosa: quando é que os Governos do PSD, do PSD/CDS, enfim, quando e em que momento é que a direita cortou relações com a Líbia?

Isto é um concurso, certo?

PS (no sentido de post scriptum, ok?): quem diz Líbia, diz Egipto e por aí fora (temos de incluir Angola, essa democracia plena). Espero, pelo menos, que tanta indignação nunca tenha dado um mergulho em Sharm El Sheikh. Aí sim, a militância é espectacular. Ainda que parcial, claro.

3 thoughts on “Eu gostava que a política não fosse o que é, tantas vezes ditada pelo pragmatismo”

  1. O curioso disto é que enquanto Portugal só importava desses países, petróleo e gás, a direita não criticava. Aparentemente, o que os incomodou foi o esforço do Governo para tentar equilibrar a balança comercial com esses países promovendo as exportações. Isso é o primeiro-ministro armado em caixeiro-viajante, a andar de mão estendida pelo Mundo, algo que um primeiro-ministro social-democrata não fará, deduz-se.

    Seja como for, talvez o Ângelo Correia, por exemplo, que é o presidente da Câmara de Comércio Luso-Árabe um dia destes responda a essa pergunta. E quem sabe até nos surpreenda e diga que no futuro com um governo PSD os negócios com tais países são para esquecer, passaremos a importar petróleo de Marte.

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